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Alceu Amaral - Literatura e Cultura

Alceu Amaral da Silva é natural de Pelotas-RS, formado em Letras. Professor, Pós-graduando em Educação de Jovens e Adultos pela FURG. Funcionário público, escritor amador, ativista Cultural. Administrador do Festival Rock e Poesia em Camaquã, Coautor do Livro Eclipses e Elipses e Destilando Poesias e contos no Blog Mouroblog.com .

Entrevista com a Banda camaquense 4Black

29/12/2018 | 16h37
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Para encerrar o ano com chave de ouro, gostaríamos de valorizar uma das melhores bandas de Camaquã, que vem se destacando além de nossas fronteiras. Segue então uma breve entrevista com a 4Black.

Fundada em março de 2014 com os músicos Noroel (vocal), Andinho (guitarra e vocal), Wagner (bateria), Fabrício (baixo). A Banda ainda conta com Pablo Voloski (teclado), Chrystianfer Laguna (saxofone), Romário Silva (Trumpet) e Camila Rodrigues (backing vocal), que se destacam no cenário local e até mesmo gaúcho por fazerem e executarem com maestria uma MPB, Black Soul Music, carregado de muito swing.

Então para fechar o ano cultural aqui no portal de notícias Blog do Juares e preparar 2019, acompanhem esta entrevista com a 4Black. Feliz ano novo com muita arte e cultura.

Blog do Juares: Como vocês definem o estilo musical que a banda emprega?

4Black: Black, soul.

Blog do Juares: Qual o momento mais gratificante artisticamente que vocês vivenciaram?

4Black: O momento mais gratificante foi lançar o primeiro cd, e sentir a recepção das pessoas.

Blog do Juares: Como vocês veem a cena musical e artística em Camaquã?

4Black: A cena está num período muito bom, um cenário de troca de experiências, de parcerias acontecendo, e isto reflete lá na frente, num grupo mais firme, lutando por algo comum.

Blog do Juares: Como vocês veem a cena musical e artística no Brasil?

4Black: Poderia dizer que muitas vezes o bom não tem a mesma visibilidade do que a mídia coloca na nossa frente, tem muita música boa sendo criada, muito músico bom no cenário, neste ponto que a troca de experiência que comentava ajuda a descobrir e espalhar.

Blog do Juares: Quais as influências musicais da banda?

4Black: Cada integrante da banda tem uma influencia musical, alguns nasceram no samba, outros MPB, Blues. Escutamos muito Djavan, Stevie Wonder, Bebeto. Mas está troca de experiência nos ajuda a criar nossa identidade musical.

Blog do Juares: Vocês se identificam com uma banda de música Black soul, mas creio que não é só isso percebo na música de vocês muito mais, mas como vocês veem a música Black hoje em dia?

4Black: Existem muitas bandas Black ótimas, mas o espaço pra divulgação não é o mesmo de outros estilos, estamos lutando para melhorar essa cena musical.

Blog do Juares: Quais os planos da banda para o futuro?

4Black: Agora em 2019 o plano é divulgar o nosso trabalho, as nossas musicas e fazer o pessoal conhecê-las, continuar a rotina de composições.

Blog do Juares: A 4Black tem vários integrantes, como é lidar com esta colcha de retalhos que é uma banda desta envergadura com sopro, teclado, backing vocal ?

4Black: A banda conta com 4 integrantes que cuidam de toda parte organizacional e mais 4 freelances, mas os 8 convivemos no mínimo 2 x por semana, e já conhecemos a personalidade de cada um, e desde o início o principal entre nós é a verdade é a clareza no que acontece, todos têm a liberdade de falar, de dar ideias, e decidimos que nada pode ficar sem ser dito, e está forma dá muito certo, pois nos leva a caminhar juntos.

Blog do Juares: Como a banda vê a situação atual do país?

4Black: Estamos apreensivos com essa nova cara do Brasil, rezando para que tudo dê certo nos próximos 4 anos, sempre priorizando a educação e um maior incentivo à cultura.

Blog do Juares: Por fim deixe uma mensagem para os leitores da coluna e os contatos da 4Black.

4Black: Primeiramente não podemos deixar de agradecer todo o carinho, receptividade e incentivo que recebemos de todos, pois somos um exemplo de que santo de casa faz milagres sim, queremos deixar um grande abraço e o mais sincero desejo de felicidade, prosperidade e claro muita música, pois o som não pode parar...

Contatos e Mídia.

(51) 982131217

https://www.youtube.com/watch?v=VcLy7XNXMBY

https://www.youtube.com/watch?v=QcyPimzapqo

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Consciência nova

23/11/2018 | 17h40
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O Dia da Consciência Negra é uma data celebrada no Brasil no dia 20 de Novembro. Este dia está incluído na semana da Consciência Negra e tem como objetivo um reflexão sobre a introdução dos negros na sociedade brasileira. Mas avançar em conquistas e em reflexões se torna fundamental para não repetir discursos datados, e que não primem por nos elevar como cidadãos.

Creio que palavras chaves podem jogar luz sobre o interstício que é a busca pela igualdade, sim vejo esta data como uma eterna busca pela igualdade dentro do caldeirão étnico cultural que vivemos.

Uma destas palavras chave que uso como mantra é: Reconhecimento. Reconhecer nosso papel como herdeiros de um povo multiétnico e que se equilibra em características heterogênicas globais, o mundo está aqui. Reconhecer é ter orgulho e perder a timidez do encontro, se encontrar perante a multidão e então caminharmos juntos.

Pertencimento, é outra capciosa palavra que deve ser baseada na primeira, para que sejamos impulsionados para saber onde estamos e para onde vamos. Logo poder concorrer para preencher os hiatos que nossa sociedade possui. Pertencer a algo é a crença subjetiva numa origem incomum que une distintos indivíduos.

Vigilância, a sobra nefasta do passado distintivo ainda está ai, sabemos. Velar o sono do futuro é um dever, não devemos ser coniventes com nossa própria condescendência, pessoas culturalmente excludentes existem e devemos cercear seus espaços, contribuir para a pluralidade de todas as etnias sufocará de forma positiva tais indivíduos nefastos, que demonizam o outro.
Para isso declarações, opiniões, posições, leis, obras, tem que ser analisadas com o crivo da desconfiança. Atentar também com o efeito cascata dos poderosos, que não medem sua altura e quem abaixo de si está. Racismo não, independente de quem seja.
Repertório. Se abrir para novas experiências, novas culturas forma seres melhores, discussões melhores, e fomenta duvidas saudáveis. Repertório é cultura.

Por fim, mais que um feriado ou uma comemoração é tempo de refletir sobre este nosso Brasil, tão dividido mas que se une dentro de cada um de nós involuntariamente, e lembrar que os negros representarem 54% da população, que temos a segunda maior população negra do mundo, que a cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no Brasil, mas que negros não estampam as manchetes em casos de corrupção como a Lava Jato por exemplo. Em fim salve o 20 de Novembro.

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Praça sem graça

24/09/2018 | 12h01
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Fui a praça com a criança mais importante.
Mostrar o presente alegre para a semente que plantei.
Engano colhi. Vi.
Praça vizinha da desgraça
Por ser sem graça
Praça dos brinquedos nublados
Do balanço no chão
De quebrado o riso surdo
Feio é o adulto mudo ao absurdo
Cinza suas cores
Não recebe criança, pois lá a alegria requer fiança
Praça de todos nós
Que amarrados a deixamos ao léu
Vítimas deste cruel ilhéu do descaso
Praça sem graça.
Escorregador com dor
Vai e vem estático
Carrossel asmático
Gangorra seviciada
Playground do futuro de fruto duro
Deveria ter passarela tão bela
Mas se forma baldio local de folhas sem nome
Praça sem graça.
Criança enferrujada desamada
Espelho de mim que não sei mais brincar.
Mostra uma perspectiva enleada
Meu filho foi embora, cabeça baixa
De passos miúdos.
Saio querendo um dia voltar aos dias,
Que deveria te construído.
Praça sem graça.
Praça sem crianças
Praça sem alegria.

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Arte pela arte?

18/08/2018 | 10h03
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Querendo ouvir uma música da Legião Urbana,que se esvoaçava de minha memória, fui em busca da mesma no YouTube, depois de regozijar-me corri os olhos nos comentários. Um me cativou a atenção e se referia ao finado Renato Russo, ressaltando e elogiando sua liberdade criativa em não se preocupar em escrever versos deste tipo. “Veja bem quem eu sou Com teu amor eu quero que sintas dor Eu quero ver-te em sangue e ser teu credor Veja bem quem eu sou.”

Desta constatação me irmanei para refletir. Onde esta a imparcialidade e a liberdade da arte contemporânea?

Em termos de música o que escuto por ai é um popularesco, que não fala nada que não seja palatável, assim sendo, escravos de um mercado líquido e superficial, uma música matemática, pois repete a mesma fórmula só alternando os enunciadores, digo cantores, duplas e outros voláteis. Não sejamos néscios, o dinheiro envolvido é um ótimo grilhão para estes artistas.

Nas artes plásticas, o cerceamento até não se dá pela inventividade, mas por uma necessidade vociferante de chocar os desavisados, ou melhor, não educados a evolução da arte contemporânea. Uma das funções da arte é sim contestar a rotina da vida, mas também tem uma função ambiental, que está baseada na alfabetização estética, ou em ensinar o homem a organizar formas, luzes e cores, garantindo equilíbrio e harmonia à sua vida e corpo. Isto pode ser simples.

Ilustrar o pictórico do cotidiano perdeu o valor? Penso que as elites incentivada por leis federais, curadas por outras elites ainda mais distantes do homem médio têm sua parte neste indigesto bolo.

A ditadura da arte está justamente em uma concorrência para ver quem é mais escalafabético, estrambótico, tanto na obra em si quanto em suas bases políticas, ora, a busca insana pela própria contestação também deve ser questionada.

Questiono a arte pela arte, digo que ela poderia flertar com o povo, palavra difícil que tem um histórico de censura, mas que reuni em sim o alvo de tudo.

Nas artes cênicas seria somente a comédia o sumo de nossa produção?

Na literatura. Onde ela está? Foi soterrada pelos livros de autoajuda, ou secundarizada pelos youtubers que viraram escritores? Claro que devemos dar um desconto nesta área, pois nunca fomos grandes leitores nem quantitativamente nem qualificadamente. Mas já nas letras, vejo um censo de mediocridade que prende os voadores das palavras gavetas. É preciso ter corajem para escrever e lançar.

Meu objetivo é didaticamente chegar mais perto do cidadão comum, saber que nosso povo não é educado para interpretar as múltiplas faces da arte, e logo achar outros rumos para a arte.

Assim sendo, obras de arte têm funções distintas, dentro dos contextos diferentes em que estão inseridas. Ela expressa os sentimentos do artista e a maneira particular com que percebem o meio à sua volta, será?

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Conheça mais sobre a banda camaquense Breaking Rock

29/07/2018 | 15h03
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Este espaço tem como objetivo divulgar e promover cultura, de uma forma leve e despojada, e mostrar os valores locais, seu artistas, artesãos, músicos e agentes de cultura é uma via que vou explorar. E para dar início, que tal conhecermos uma banda que vem galgando espaço no cenário local de Camaquã. A Breaking Rock.

Blog do Juares: Como vocês definem o estilo musical que a banda emprega?

Breaking Rock: Classic Rock

BJ: Qual o momento mais gratificante artisticamente que vocês vivenciaram?

BR: Tocar no SESC foi uma experiência muito interessante, a casa é completa, equipamentos de ponta, bom atendimento/tratamento por parte de todos os envolvidos, então sem dúvida tocar lá foi bem importante.

BJ: Como vocês veem a cena musical e artística em Camaquã?

BR: Acho que de certa forma está melhorando, e até de maneira mais sólida por que parece que hoje a galera se mistura mais, e é comum ver um músico em mais de uma banda, ou "projeto", e assim vai nascendo boas formações, boas músicas, boas bandas,
etc.

BJ: Como vocês veem a cena musical e artística no Brasil?

BR: Hoje é fácil encontrar bandas de alto nível procurando na internet, tem gente grande no Brasil, referências. Mas os grandes eventos estão pecando com a música mais autoral, que envolva músicos no palco, qualidade técnica, emoção e dando espaços
para músicos montados para ganhar dinheiro. Estão colocando músicos por causa de um "hit", como o Rock In Rio por exemplo, lá sim tinha cena de música forte.

BJ: Qual as influências musicais da banda?

BR: A banda é muito diversificada nesse sentido, claro quo o "rock" é a base, o que difere são os sub-gêneros, porém é de todos
O Rock clássico. Mas tem punk, blues, funk, etc.

BJ: Como a banda vê a situação atual do país?

BR: É uma resposta óbvia, infelizmente. Só que é dever de cada um também se esforçar mais pra algo acontecer, só aceitar essa resposta não dá. Mas como um todo vai mal, e esta campanha próxima não estima qualquer esperança, e infelizmente tudo se
resume a política.

A banda é formada por: Giordano Santos - Baixo | Bruno Szortyka - Bateria | João Katczinski - Guitarra | Ricardo Spencer - Vocal/violão.

Contatos: https://www.facebook.com/pg/breakingrock/about/?ref=page_internal .

(51) 99537-5580.

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