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Jaqueline da Maia - Psicóloga

Jaqueline da Maia Psicóloga – CRP 07/19163 CLÍNICA LIMA – Rua Bento Gonçalves, 587 – Camaquã/RS (51) 3692-1233

Crack e seus efeitos destruidores

14/11/2014 | 17h07
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O consumo de substâncias químicas e álcool crescem vertiginosamente atualmente. Isso se constitui num grande desafio das políticas de Prevenção adotadas pelo governo, se serão realmente eficazes nesse controle?

Na nossa cidade existem entidades voltadas para essa população, ainda sem muita ajuda e quase nenhum incentivo, mas as pessoas que acreditam na recuperação contam com sua determinação e crença.

Os usuários deixaram de ser um problema tão somente da família, tornaram-se um problema social, e vemos diariamente andarilhos buscando doações, fazendo ameaças e até mesmo roubando para conseguir manter o vício.

O CRACK, é uma dessas substâncias, sendo que torna seu usuário um zumbi ambulante, e da primeira tragada até virar caso de policia gira em torno de 6 a 8 meses.

O CRACK é obtido pelo aquecimento de cocaína e água misturada com bicarbonato de sódio, dessa mistura surgem as pedras de formatos irregulares que são buscadas com tanta ansiedade por aquele que se tornou um dependente escravizado de tal substância.

O CRACK por ser um tipo de cocaína fumada, leva ao cérebro uma grande quantidade de moléculas, produzindo uma sensação de prazer intenso, PORÉM A DROGA É RAPIDAMENTE ELIMINADA DO ORGANISMO, ISSO PRODUZ UMA SENSAÇÃO DE IMENSO DISPRAZER E A ENORME VONTADE DE REUTILIZAR A DROGA. Por isso que os usuários são como zumbis, se tornando um ser só preocupado com a próxima pedra, deixando de lado a família, amigos, estudo, sentimentos como autopreservação, autoestima, sonhos, projetos, enfim tudo o que possuiu ou construiu. Por ser uma droga muito barata o aumento de seu uso se acentua entre as outras substâncias conhecidas, importante salientar que seus danos são irreparáveis.

As complicações advindas do uso do CRACK abrangem todas as áreas da vida do indivíduo. A ação da droga no sistema nervoso causa a perda do controle do uso, provoca aceleração no coração, aumento de pressão arterial, agitação psicomotora, dilatação das pupilas, aumento de temperatura corporal, sudorese, tremor muscular, tonteiras e ideias de perseguição. O pulmão e muito exposto ao produto, produzindo tosse com escarro enegrecido, dor no peito com ou sem falta de ar, piora da asma, sangue na secreção. Muitos usuários dessa substância ficam tão fragilizados e se tornam presas fáceis da TUBERCULOSE, disseminando também essa doença por onde passam.

Ainda podem ocorrer: isquemias, arritmias cardíacas, infartos e problemas no músculo cardíaco. As doenças sexualmente transmissíveis são comuns entre usuários devido ao comportamento de risco que adotam, onde trocam de parceiros, não usam preservativos e muitos fazem do sexo uma maneira de adquirir a droga. Perdem a fome e o sono, têm dores abdominais e náuseas, e os hábitos de higiene começam a serem deixados de lado.

São muitos os efeitos colaterais, a vida se destrói e tudo o que se encontra no entorno também. É importante que os pais ou cuidadores, prestem atenção as mudanças de comportamento de seus filhos, participem efetivamente de suas vidas, se necessário fiscalizem seus horários, amizades e lugares que frequentam. Vamos fazer a nossa parte, e talvez a gente consiga diminuir a lista de pessoas que sucumbiram diante desse inimigo chamado: CRACK. (por JAQUELINE DA MAIA/PSICÓLOGA/CEL: 51-98890134)

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Família= fator de risco ou prevenção

28/10/2014 | 09h58
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Trabalhando há algum tempo com usuários de drogas em recuperação, não se pode deixar de salientar o fator determinante que exerce a família sobre esse individuo.

Família é o primeiro ambiente em que vivemos, nascemos após nove meses de tranquilidade (ou não), e o universo particular que nos aguarda nem sempre oferece ao bebê a qualidade ideal para que ele possa se desenvolver corretamente.

Vivemos num mundo em que o tempo escorre de nossas mãos, somos vítimizados pelo consumismo exagerado que é uma marca registrada das gerações hight tech. As famílias estão muito preocupadas em suprir as demandas que a mídia cria, na ilusória tentativa de fazerem seus filhos mais felizes a partir de “coisas”. E assim tempo de qualidade é algo raro e caro.

Enfrenta-se diariamente uma rotina de estresse, e nos momentos em que se poderia investir em relações o ser humano atual gasta defronte a tela do computador porque precisa estar plugado, saber o que está acontecendo no mundo, porque o tempo não para.

Mas quando se começa a perceber comportamentos estranhos, quando percebe que aquele filho ou filha que antes era tão conhecido, não habita mais ali, nesse momento a casa desaba e aquela família que pensava que estava tudo bem, nota que em algum momento perdeu o foco do que realmente importava.

Não basta ter uma casa confortável, roupas, alimentação, locomoção, o ser humano precisa do olhar, do gesto e do sentimento de reciprocidade. Quando os pais percebem que algo mudou, muitas vezes é irreversível.

Atualmente tudo é muito rápido, e a ação das drogas e sua destruição também. Não é raro ouvir nos relatos das pessoas contando como caíram nas drogas, sobre a solidão de quem fica à margem e se perde sem saber nem pra quem nem onde pedir ajuda, sem se darem por conta que muitas vezes o inicio se deu no ambiente que deveria tê-los protegido.

Criança aprende por EXEMPLARIDADE, se os pais fumam, bebem, tem comportamentos inadequados, como esperar que essa criança não carregue em sua bagagem informação suficiente para ser presa fácil e cair no vicio?

Muitos pais que descobrem seus filhos “usuários de drogas” querem saber o que foi que aconteceu? Mas é muito comum não aceitarem ou negarem a grande participação ou ausência para que isso acontecesse.

É muito importante que a família comece a repensar na importância das relações, do olhar sobre si e sobre os outros que fazem parte dessa instituição.

Que reaprendam a olharem para si e para as pessoas mais importantes de suas vidas, seus filhos. Que resgatem a conversação e a capacidade de ouvir, esse é o começo da verdadeira recuperação do ser humano.

Jaqueline da Maia

Psicóloga Clínica

Celular: (51) 9889 0134 - Vivo

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Drogas: uma epidemia

06/06/2014 | 13h59
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Claro que ouvimos isso diariamente, uma verdade incontestável.

O crack, cocaína, álcool, maconha, mata o indivíduo com requintes

de crueldade, de uma forma brutal, desumana.

Primeiro mata a alma, porque acorrenta o indivíduo naquela busca incessante por um prazer ilusório, que se torna necessário para a sua satisfação imediata, roubando-lhe toda a sua inocência e sonhos. Deixando somente o vazio.

Depois corrói lentamente sua rede afetiva, quando o afasta daqueles que mais ama, com atitudes intempestivas, violentas e até então desconhecidas e por todos e por ele mesmo. A família é a primeira a sofrer a dor da ausência cada vez mais comum no cotidiano do usuário, que busca por pessoas que como ele, vive uma vida clandestina, e à margem da sociedade.

Muda de vida, de horário e rotina é algo que deixa de existir, seus compromissos vão sendo minados pela sua procura de prazer.

Os amigos que antes coloriam seu caminho sucumbem e se afastam gradativamente, cansados das tentativas de conscientizar sobre os efeitos maléficos de seu comportamento.

Logo após, o indivíduo está sozinho a mercê da droga como uma marionete. E tudo vira um caos.

Para a família o compromisso afetivo e social, mesmo que seja uma tarefa difícil, são de sua responsabilidade, manutenção da esperança e a responsabilidade pelas tentativas de recuperação.

Nesse contexto ainda terão que lidar com as noites mal dormidas a espera do(a) filho(a) que não chega, e quando isso acontece seu estado de degradação assusta e arrasa, e aquele menino(a) cheio(a) de vida vai aos poucos dando lugar a um corpo com sinais visíveis do efeito nocivo que as drogas deixam, e junto com essas marcas os sonhos vão desaparecendo dando lugar ou desespero e desesperança.

Fica o apelo aos pais ou cuidadores para a real importância de suas funções na vida de seus filhos, de observarem mudanças comportamentais, de vigiarem e conferirem informações e horários, de se apoderarem de seu direito de serem pais e responsáveis de conduzi-los pelo caminho até a maturidade desses seres que colocaram nesse mundo.

Sabemos que a tarefa é difícil, árdua e infindável, mas ninguém prometeu que ser PAI E MÃE seria fácil.

Jaqueline da Maia – Psicóloga – CRP 07/19.163

Atende: Clínica, Institucional, Escolar, Palestras, Workshop,Treinamentos

Telefone para contato: 51 - 9624 9444 (Vivo)

Atende: Camaquã e Tapes/RS

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SOLIDARIEDADE, é bom para quem?

28/02/2014 | 13h03
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Após ler matéria veiculada neste Blog sobre um acidente na Br 116 em Tapes, onde após uma ultrapassagem indevida um motorista causou um acidente e ainda fugiu do local sem prestar ajuda hoje pela manhã, me peguei a refletir sobre a solidariedade. Assunto desgastado, porém de extrema necessidade num momento de vulnerabilidade social que assola todo o país. Acidentes acontecem, por vários motivos, imprudência, azar, descuido, não importa o nome, só sei que acontecem, e quando isso se dá conosco adquire outra conotação muito pessoal, mas e como é que vemos quando é com o outro?

As pessoas atualmente andam sedentas de gestos de afeto, mas as ações de alguns indivíduos nos impedem de sermos naturalmente espontâneos. A impressão que tenho é que vivemos numa sociedade livremente trancafiada, se é que isso existe? O gesto, a atitude, o posicionamento, nos confunde, nos induz, nos indaga, será que fazer o bem sem querer nada em troca nos estigmatiza e assumir nossos atos saiu de moda e não é mais tão importante? Sabe-se que o maior beneficiado do gesto benevolente é o que executa, mas parece que não é só no transito que as boas maneiras e gestos de compreensão tornaram-se atitudes pouco utilizadas, as pessoas andam carentes de gestos solidários a qualquer hora em qualquer lugar.

A tensão toma conta de todos e hoje o que vemos são legiões de pessoas acabrunhadas, de cenho cerrado, com dores por todos os lados, com doenças de pele, com queda de cabelo, insônia, problemas digestivos, o cotidiano não perdoa e a sociedade menos ainda. Mas temos que lembrar que a sociedade somos nós, e o resultado do que somos está aí, para quem puder sobreviver a ela, o Carnaval será uma prova de fogo e talvez uma oportunidade para exercitar a paciência e a tolerância, fundamentais no processo solidário.

A que hora deve-se começar a ser solidário???Agora, já, neste momento. O maior beneficiado será você e com certeza essa sensação de bem estar, de dever cumprido se transformará em saúde física, mental e afetiva. Comece, no inicio você pode até surpreender quem está ao seu redor, mas vencido o primeiro obstáculo, o sorriso que ganhará em troca será uma recompensa sem preço.

Jaqueline da Maia – Psicóloga – CRP 07/19.163

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Adolescência

02/02/2014 | 12h05
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A adolescência ainda continua sendo um campo fértil para estudos, e de grandes surpresas. Sentimentos em ebulição e grande confusão  fazem parte desse período que muitos delimitam entre os 11 anos e meio até os 25 anos, isso mesmo, atualmente se fala numa adolescência tardia, onde o ser humano luta incansavelmente para abandonar a criança  que habita nele e adentrar de fato no tal mundo dos adultos, do qual todos estamos fadados a permanecer até o fim dessa estrada que chamamos vida.

São vários os momentos críticos, as mudanças no corpo, na fala, a necessidade de aceitação por algum grupo, as primeiras experiências, a relutância dos pais em aceitarem que os filhos já estão fazendo uso desse corpo que é tão estranho, mas que está ali em pleno desenvolvimento e com os hormônios a flor da pele.

Os conflitos são inevitáveis e as confrontações são  mais frequentes, e não raro é a necessidade de acordos(que nem sempre são cumpridos), e a necessidade de um mediador para que a mensagem emitida seja compreendida corretamente do outro lado.

Os pais se assustam com essa realidade, mas acreditem os jovens também! Estão todos assustados! A mãe que até então era a referencia da filha passa a ser apenas uma conhecida, o pai que antes era o herói agora ocupa o cargo de delimitador, e tudo muda num segundo. Atitudes que antes nem se cogitava existir, passam a ser utilizadas no cotidiano e todo mundo se atrapalha entre farpas trocadas e o medo da perda do controle.

Tenham calma, observem, não tenham medo de perder o amor de seus filhos por exigirem algumas coisas ou por controlarem horários e se os afazeres estão sendo executados corretamente. Este é o papel dos pais: CUIDAR, ZELAR, PROTEGER, AMPARAR. É aos pais que cabe a árdua tarefa de estar ali em qualquer hora e situação. Então tenham força e determinação, a adolescência é um período rico e bonito, basta lembrar que um dia todos foram jovens e se colocar no lugar de seus filhos levando em conta que nossa sociedade mudou e muito. Estejam firmes no leme de seus navios, e a tripulação não temerá tormenta alguma.

Jaqueline da Maia - Psicóloga Atende: Clínica, Institucional, Escolar, Palestras, Dependência Química,Workshop,Treinamentos. ATENDE NA CLÍNICA REENCANTAR.Telefone para contato: 51-96249444(Vivo)

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