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Hepatite C: perigos do diagnóstico tardio e tratamento

Considerada a mais perigosa das hepatites, doença pode causar cirrose, câncer de fígado e levar a necessidade do transplante
14/06/2018 | 16h22 - Fonte: Imagem: Web / Divulgação
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Estima-se que no Brasil existam 700 mil portadores de hepatite C, uma doença viral que leva à inflamação do fígado e raramente desperta sintomas. Isso faz com que grande parte das pessoas desconheça o diagnóstico e poucos tenham conhecimento de como ocorreu a transmissão ou que exista tratamento para a doença. 

Os especialistas alertam a necessidade de conscientizar a população sobre a prevenção, proteção e realização do teste da Hepatite C (HCV), especialmente em pessoas com mais de 40 anos de idade. 

“O vírus só foi descoberto em 1989 e o primeiro teste para diagnóstico surgiu dois anos depois, em 1991. As formas de contágio eram até então desconhecidas, o que favorecia novas infecções. Além disso, os dados epidemiológicos do Ministério da Saúde apontam que aproximadamente 75% das pessoas com o vírus da Hepatite C estão na faixa etária acima dos 40 anos”, comenta Dr. Eric Bassetti, gastroenterologista e gerente médico sênior da Gilead, biofarmacêutica global que tem a Hepatite C como uma de suas principais áreas terapêuticas de pesquisa e desenvolvimento. 

O HCV é transmitido por contato com sangue infectado, sendo que os principais meios de transmissão são compartilhamento de seringas e agulhas, práticas sexuais de risco e transmissão vertical (da mãe para o filho) e reutilização e esterilização inadequada de equipamentos médicos. Os bancos de sangue no Brasil começaram a testar o sangue doado em 1993, logo todas as pessoas que receberam transfusão de sangue ou derivados, como plasma, antes dessa data, podem ter contraído a infecção pelo HCV.

Perigos do diagnóstico tardio 

A Hepatite C é a maior causa de cirrose, câncer e transplante de fígado no mundo. Além das complicações, ela pode desencadear doenças sistêmicas - disfunções que afetam uma série de outros órgãos ou tecidos. Exemplo disso é o desenvolvimento de Diabetes do tipo 2 e do Linfoma.

O fato de 80% dos casos da doença serem assintomáticos faz dela um sério problema de saúde pública, podendo levar décadas para dar sinais e, normalmente, quando se manifesta já apresenta um estágio avançado de comprometimento do fígado. 

Diagnóstico

A detecção pode ocorrer por exame de sangue que pesquisa anticorpos contra o vírus da hepatite C, o anti-HCV, realizado em qualquer unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) ou nas redes particulares. “É um trabalho conjunto de conscientização, pois é importante também que os pacientes estejam atentos e peçam o exame para seus médicos. Qualquer médico pode solicitar o exame, inclusive com recomendação do Conselho Federal de Medicina”, explica Dr. Bassetti.

Se o resultado for positivo, o paciente deve ser encaminhado para um médico especialista que solicitará os exames complementares para confirmação do diagnóstico. 

Tratamento

O primeiro ponto que o especialista ressalta é que a Hepatite C é completamente curável. O tratamento pode ser feito por meio de remédios e dura, em média, 12 semanas. “Os medicamentos disponíveis hoje são extremamente eficazes e entregam taxas de cura de aproximadamente 98%, dependendo do genótipo e estadiamento da doença, com um único comprimido ao dia”, conclui. 

Prevenção

O médico relata alguns comportamentos que podem impedir o contágio do vírus do HCV. “Levar o próprio material para a manicure, utilizar seringas e agulhas descartáveis e jamais compartilhar esses materiais, além de usar preservativos em práticas sexuais de risco são medidas efetivas de proteção contra infecções”, explica. Todos os equipamentos médicos e odontológicos de reuso devem ser corretamente esterilizados. É importante também dizer que não existe vacina contra a hepatite C.

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