Tecnologia

APPLE: recurso da empresa faz com que anunciantes migrem para o Android

Valores dos anúncios para celulares iOS caíram, enquanto os voltados para proprietários do Android cresceram desde a chegada do ATT
Publicado: 05/07/2021 às 15:57 | Atualizada: 07/07/2021 às 20:28 | Canal Tech
Édio Wenzke

O App Tracking Transparency (ATT), da Apple, levou muitos anunciantes para o Android, do Google. O mecanismo é um dos trunfos de segurança do iOS 14.5 porque exige que os desenvolvedores peçam autorização formal do usuário para rastreá-lo em aplicativos de terceiros. As pessoas não estão dando esse acesso, o que impacta na qualidade dos anúncios.

De acordo com o Wall Street Journal, os anunciantes começaram a mudar seus padrões de gastos para investir cada vez mais no sistema operacional do concorrente da maçã. Os valores dos anúncios para celulares rodando iOS caíram, enquanto os voltados para proprietários do Android cresceram desde a chegada do ATT.

Após a chegada do recurso, as primeiras pesquisas de mercado já mostraram o reflexo, com queda da arrecadação publicitária voltada a usuários de dispositivos da Apple. Em maio, uma pesquisa realizada pela Flurry Analytics indicou que apenas 12% dos usuários haviam aceitado compartilhar seus dados com empresas e anunciantes.

O fator dessa mudança no mercado é a menor eficácia dos anúncios móveis no iOS. Como as pessoas estão rejeitando ao rastreamento, a tendência é de menos precisão na entrega da propaganda, o que acaba reduzindo o engajamento das campanhas.

De acordo com pesquisas realizadas junto a profissionais de marketing e empresas de publicidade online revelaram que eles estão, de fato, realocando a fatia do bolo publicitário para o Android, onde a taxa de conversão se mantém em alta. Todos os consultados falaram que fizeram esses ajustes após a chegada do iOS 14.5. O Facebook foi um dos mais afetados.

Os gastos para alcançar usuários de iOS no Instagram e no Facebook também caíram desde a mudança da Apple. Como ambos usavam com bastante frequência os identificadores de dispositivos, a companhia precisou se adaptar ao novo cenário. Desde a semana passada, a plataforma envia comunicados aos clientes sobre a capacidade de criar anúncios contextuais — que consideram fatores como dia, hora e conteúdo do app.

Esse modelo é menos eficaz do que o antigo, mas ainda gera alguns resultados com base na interação do usuário nas redes sociais. A plataforma trabalha em mecanismos alternativos para tentar retomar o foco, mesmo com as restrições impostas pela Apple.

Um deles já existia: o reconhecimento facial. Esse benefício continua a coletar informações importantes sobre o usuário, mesmo se o acesso ao rastreamento via ATT for negado. Isso porque o recurso, usado para quando amigos marcam pessoas em publicações, permitem associar seu rosto aos locais que frequenta — o que é ótimo para empresas que desejam vender anúncios.

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