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Douglas Decavata - Fisioterapeuta

Douglas Decavata - Fisioterapeuta

O fisioterapeuta Douglas Decavata atende na Clínica Max Peres Dias - Av. Bento Gonçalves, 759, Camaquã/RS - Fones: (51) 3671-6843 / 9843-3270.
E-mail: douglas.decavata@hotmail.com .

Saiba tudo sobre a Síndrome da Pedrada

17/06/2019 - 15h16min Douglas Decavata / Foto: Divulgação

O estiramento muscular é considerado uma lesão indireta caracterizada pelo alongamento das fibras além dos limites normais (fisiológicos) e ocorre mais frequentemente nos músculos isquiotibiais e no tríceps sural (músculos da panturrilha). Estes grupos musculares apresentam em comum as seguintes propriedades: são biarticulares (atravessam duas articulações) e tem um predomínio de fibras musculares do tipo II (fibras de contração rápida), que desenvolvem alta potência, mas entram em fadiga rapidamente.

Na panturrilha, os músculos gastrocnêmios medial e lateral, seguidos pelo sóleo são os mais envolvidos. Estes músculos realizam movimentos combinados de flexão do tornozelo, contribuem para o movimento de flexão do joelho e realizam a frenagem da extensão do tornozelo durante a corrida (contração excêntrica). A localização anatômica mais comum dos estiramentos musculares é a transição músculo e-tendão do gastrocnêmio medial.

A síndrome da Pedrada é uma dor súbita e forte na perna (panturrilha), que vem acompanhada de um edema (inchaço) e na maioria das vezes vem acompanhado de uma equimose (mancha roxa), que poderá ser proveniente de uma lesão muscular, em sua grande maioria ruptura muscular.

No momento da lesão, o paciente leva um susto e acredita ter recebido uma pedrada na região da panturrilha, daí o nome de "síndrome da pedrada".

As causas da síndrome podem incluir excessos no treino (tempo, distância e intensidade) alterações posturais e tipo de pisada, falta de flexibilidade, tempo insuficiente de descanso. Após a lesão pode surgir incapacidade para andar, com dificuldade em tocar o calcanhar no chão.

Sintomas

- dor súbita e aguda
- queimação na região
- falta de equilíbrio e coordenação do membro afetado – perna, tornozelo, pé
- vermelhidão e sensação de inchaço
- incoordenação de movimentos dos pés
- dificuldade ou ausência de força para ficar na ponta dos pés

O processo de fisioterapia será iniciado onde de acordo com o grau da lesão muscular, sendo I, II ou III. A conduta pode conter:

- RICE (repouso, gelo, compressão e elevação) para as primeiras 48 horas. Elevação da perna evita o inchaço.
- Fisioterapia analgésica: TENS, Ultra Som, laser por exemplo.
- Em uma fase tardia, focar em fortalecimento e reeducação muscular
- Retorno gradativo às atividades esportivas
- Deep-running (corrida dentro d’água).

Fonte: www.facafisioterapia.net 

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