Blog do Juares | Paula Bittencourt - Nutricionista

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18/03/2019

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Paula Bittencourt - Nutricionista

Especialista em Nutrição clínica. Especialista em Gestão de serviços de alimentação e nutrição. Endereço: Rua Antônio José Centeno, 572, Camaquã (RS). Telefone: (51) 99722 2377

Estresse x Cortisol x Emagrecimento

11/03/2019 | 08h19
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ESTRESSE

Comenta-se sempre sobre como o estresse compromete a saúde. Mas afinal, o que é o estresse? O estresse é o estado de alerta em que o organismo entra ao se deparar com algo que requeira mais esforço ou concentração. Por exemplo: quando um professor questiona um aluno, ele entra em estresse para se concentrar e responder a questão; ou, quando uma mamãe ouve um bebê chorando, ela entra em estresse para saber o que ele precisa.

Estes são exemplos de estresse bom, o tipo de stress normal que todo mundo enfrenta e que faz bem à saúde porque mantém o cérebro estimulado e ativo. Mas quando o estresse faz mal?

O estresse faz mal quando se prolonga por mais tempo que o necessário, ou quando não se justifica havendo excesso de trabalho e de responsabilidade. Por exemplo: quando um aluno vive preocupado com seu rendimento escolar sem motivos, ou porque sofre abusos do professor; ou, quando a mãe vive apenas para cuidar da criança, sem horário de descanso nem tempo para si mesma, ou, quando eventos graves ocorrem, como abuso físico ou psicológico, acidentes ou doenças graves.

Os eventos acima citados estimulam por tanto tempo o cérebro que causam um desequilíbrio químico, o que prejudica o funcionamento perfeito do organismo.

CORTISOL

Como o estresse prejudica a saúde?

O estresse provoca um aumento da produção do cortisol, um hormônio que é de extrema importância para o funcionamento perfeito do nosso corpo. O cortisol controla nosso biorritmo, reduz nossas inflamações e estimula nossa imunidade. Quando os níveis de cortisol estão baixos (“cortisol baixo”), sentimos dores constantes, inflamamos por qualquer motivo e desenvolvemos um cansaço muito além do normal. Esse cansaço é chamado fadiga crônica.

O método mais comum de identificar o nível de cortisol é via exame de sangue, que deve ser coletado em estado de repouso e tranquilidade. Geralmente os laboratórios só realizam os exames antes das 9 horas da manhã, não mais que uma ou duas horas depois do paciente ter acordado. A coleta domiciliar (quando disponível para este exame) permite resultados mais confiáveis, já que se evita preocupações com o trânsito, por exemplo.

O mecanismo funciona assim: no início do estresse, a adrenal aumenta a produção de cortisol, mas com a permanência do estímulo a própria glândula se dessensibiliza e a produção de cortisol começa a diminuir. O corpo percebe isso como se não pudesse mais descansar. Para ele, cortisol baixo é como se não houvesse mais diferença entre dia e noite e o estado de alerta fosse constante. Com a persistência do quadro, surgem os problemas mais graves: insônia, depressão, obesidade, fibromialgia, fadiga crônica, aumento do risco de enfartes, AVC, trombose e uma considerável baixa de imunidade.

A insônia é causada pelo constante estado de alerta, que não permite ao corpo descansar nem relaxar sua musculatura. O descanso com o sono é obtido apenas a partir da oitava hora de sono. Imagine que, para quem mora no Brasil, isso corresponderia a dormir às 11 horas da noite só querer acordar depois das 9 da manhã.

A depressão é consequência da baixa produção de serotonina, afinal a serotonina é produzida apenas durante o sono profundo, o que não ocorre quando nosso cortisol está muito baixo.

A obesidade está correlacionada à depressão pois, quando a produção de serotonina é baixa, a percepção da saciedade também é diminuída e isso causa um grande aumento de apetite, associado a uma grande retenção hídrica. O organismo apresentará um apetite voltado para os carboidratos que são ricos em serotonina, mas infelizmente, são extremamente calóricos.

A fibromialgia é consequência da insônia. Quando o corpo permanece em alerta constante, os músculos não relaxam e, com o tempo, formam nódulos contraídos extremamente sensíveis à dor. Esta é uma das patologias mais graves causadas pela baixa de cortisol, pois limita muito a qualidade de vida de seu portador.

O aumento do risco de infarto, AVC e trombose ocorre por uma reação inflamatória dentro das artérias, que começam a se obstruir mesmo que não haja gordura, levando à ocorrência destas isquemias mesmo em pessoas magras e/ou atletas. Já a imunidade baixa é o primeiro sintoma perceptível com a baixa de cortisol, porque nenhum surto de resfriado passa despercebido pelo paciente. É sempre a garganta inflamada, uma crise alérgica ou pequenas doenças correlacionadas.

COMO DEVEMOS LIDAR COM O ESTRESSE?

Em primeiro lugar, é preciso qualificar esse estresse para saber se ele é do tipo bom ou ruim para nosso corpo. A forma mais fácil de avaliar é através da equação: ESTRESSE + VIDA ATUAL = FELICIDADE ou DOENÇA.

Exemplos:

Cuidar do filho + Vida Atual = Felicidade de ser mãe
Maternidade + Vida Atual = Depressão pós-parto

Se a resposta é felicidade, então esse estresse, por mais inconveniente que seja, é benéfico ao seu organismo. Mas, se a resposta resulta em alguma forma de doença ou mal-estar intenso, então esse estresse está prejudicando seu organismo.

COMO TRATAR O STRESS RUIM?

Em primeiro lugar, deve-se avaliar o quanto o estresse está comprometendo a saúde física do corpo. Se já houver desequilíbrio hormonal e sinais inflamatórios é preciso tratá-los em primeiro lugar, pois só então o paciente terá forças para tratar as questões emocionais correlacionadas. É sempre importante enfatizar que para o tratamento do estresse é preciso tratar primeiro o físico para depois tratar o emocional.

Nutricionista Paula Bittencourt Teche

Rua Antônio José Centeno, 572, Camaquã (RS)

(51) 99722 2377

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Reeducação alimentar: como é?

25/02/2019 | 11h50
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Reeducação Alimentar (RA) é um termo muito comentado como sendo o “segredo” para emagrecer de forma sustentável, duradoura, eficiente e segura e para manter-se magro. É o segredo para ter uma vida mais saudável, livre de doenças e do efeito sanfona. A reeducação alimentar é um processo que acontece através das trocas inteligentes de alimentos da alimentação e da melhora do comportamento alimentar, agindo na mudança de alguns hábitos, mas sem deixar de fora o que faz parte da cultura do indivíduo. Na reeducação alimentar não há proibições, cortes de grupos alimentares, não há alimentos vilões e mocinhos, bons e maus e, sim, a maneira como se come.

Durante toda a nossa vida, principalmente na infância, aprendemos o que e como devemos comer com nossos pais e com as pessoas da nossa convivência. No entanto, nem sempre esse aprendizado acontece com alimentos e comportamentos alimentares saudáveis. Quando ficamos mais maduros ou nos deparamos com o excesso de peso ou com alguma doença, tomamos consciência da importância da alimentação para uma vida melhor e podemos nos dar conta que não nos alimentamos de forma balanceada ou que não temos um relacionamento saudável com a comida.

É importante dar-se conta que aqueles hábitos eram de nossos pais, que foram passados para nós, que passamos a reproduzir, e que depois de maduros, temos a opção de escolha por uma alimentação mais saudável e um comportamento alimentar mais equilibrado. Aí é que entra a RA! É importante entender é que a reeducação alimentar não consiste em deixar de comer tudo o que gosta e passar a comer somente frutas, verduras, legumes e alimentos light. Muito pelo contrário, é aprender que você pode comer de tudo, mas sem exageros e de forma equilibrada. Tudo depende da frequência, da quantidade e da forma como comemos. Ou seja, compreender que não existe um alimento culpado e um salvador, e sim o nosso comportamento frente aos alimentos, para então aprender a encontrar o equilíbrio de comer de tudo com moderação, sem neuras, culpas, medos. Com prazer, mas sem gula.

Na reeducação alimentar também se aprende a respeitar a fome e a saciedade, aprende-se a hora certa de parar de comer, como lidar ou evitar a culpa, aprende-se a reconhecer os pensamentos sabotadores e como se posicionar frente a eles, aprende-se a dizer não, a diferenciar fome e desejo, aprende-se a identificar quais são os gatilhos que disparam os seus desejos de comer e como mudar esses comportamentos automáticos.

Por toda essa parte comportamental que envolve a reeducação alimentar, o ideal é que o acompanhamento seja realizado com orientação de uma nutricionista que realmente trabalhe e conheça essa área, pois atualmente há muitos nutricionistas que dizem atender reeducação alimentar, mas prescrevem dietas restritivas, e a reeducação alimentar não é nada disso.

Na reeducação alimentar recebe-se um plano alimentar, o que é bem diferente de receber uma dieta. A dieta gera proibição, não leva em conta preferências, rotina, estilo de vida, aspectos culturais, por essa razão que é tão difícil mantê-la. Por ser tão restritiva gera resultado rápido, mas em seguida a dieta é abandonada e o indivíduo volta a se alimentar como antes. O fato é que, por não ter aprendido novos hábitos alimentares, e a maneira como se alimentava antes engorda, então nada mais previsível do que recuperar o peso na forma de gordura, e aí começa o efeito sanfona. O problema é que isso abala muito a auto estima, por que a pessoa, ao abandonar a dieta, se sente fracassada. Mas digo, não é ela a fracassada, o método é fracassado. Você conhece alguém que tenha conseguido manter uma dieta restritiva a longo prazo e que não tenha voltado a engordar nunca mais? Duvido. Já é comprovado que fazer dieta engorda. Aliás, se fazer dieta emagrecesse, já estaríamos todos magros, não é? Dietas por aí é que não faltam!

A resultado da reeducação alimentar, falando em quilos de emagrecimento, pode ser semelhante ao de uma dieta. Só que ainda melhor, por que é constante. É constante por que é possível manter o plano alimentar, que não é sofrido, nem punitivo, é agradável! Mesmo que leve um pouco mais de tempo, qual o problema? Quando você estiver feliz por ter chegado no seu objetivo, não vai importar quantos meses a mais levou. Troque o imediatismo pela paciência. Lembre-se que com dieta restritiva você chega na metade do caminho, abandona, e depois tem que recomeçar. Isso toma tempo também. Há quanto tempo você já poderia estar no seu objetivo se tivesse topado seguir por um método que, por mais que não seja tão imediato, seja sustentável e mais gentil?

O mais incrível de tudo é que, com os novos aprendizados, consegue-se manter o peso conquistado depois e, por ser um emagrecimento mais saudável, a massa muscular se mantém e perde-se mais gordura corporal. Dessa forma, o metabolismo fica a todo vapor e sem a flacidez que a dieta e o efeito sanfona causam.

Aguardo sua consulta para resgatarmos a melhor versão de si mesmo!

Nutricionista Paula Bittencourt Teche

Rua Antônio José Centeno, 572, Camaquã (RS)

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Como perder a barriga e gordura abdominal?

18/02/2019 | 20h36
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Com apenas 10 passos, que precisam ser seguidas com foco e dedicação, você poderá alcançar o seu objetivo! Vamos começar?

Faça a refeição do café da manhã antes de sair de casa. É muito mais sério e necessário do que você imagina! Quem começa o dia com uma alimentação mais equilibrada tende a seguir os mesmos passos nas demais refeições. Quantas horas você dormiu e o seu corpo continuou funcionando? Você precisa repor nutrientes para ele! Aproveite!

Coma menos derivados de trigo, farinhas como: Pães, massas e bolos e adicione gorduras boas! Sim! Não tenha medo de gorduras boas como: Azeite de oliva, óleo de coco, óleo de amêndoas, óleo de peixe, nozes, castanhas, amendoim, açaí (sem xarope de guaraná), coco in natura e abacate. As gorduras oferecem saciedade, muito diferente dos carboidratos, as gorduras oferecem energia aos músculos, elas melhoram o sistema imunológico e ajudam a manter a pele firme! Sabe aquele lanche da tarde que dá um super vontade de comer um salgado ou sanduíche a base de pão? Inclua nesse momento 1 fonte de gordura boa com 1 fonte de proteína (Animal ou vegetal)! Sua barriguinha vai secar!

Substitua sucos de caixinha mesmo àqueles com cara de saudáveis, refrigerantes, refrigerantes zero e h2O, por água ou limonada, isso mesmo! Limonada. Você pode adoçar com stévia. Evite açúcar refinado sempre.

Monte o prato do almoço: 50% dele com vegetais e folhosos (Escolha pelo menos 3 cores diferente) Você decide! No jantar os folhosos estão liberados!

Inclua fontes de proteínas e carboidratos que evitem o aumento da glicemia desnecessariamente! Sim, o que o seu corpo não usar vai virar pneuzinho: Inclua frango com inhame ou quinoa em grãos ou batata doce com hambúrguer de forno preparado em casa com patinho moído, peixe com grão de bico ou lentilhas e por aí vai!

Sabe o catchup? Mostarda, extrato ou molho de tomate, shoyo, caldo de carne tablete ou em pó? Pode cortar do seu dia a dia se você deseja uma barriga no lugar! Você já leu o que tem dentro daqueles potinhos inofensivos? Leia! Vou usar o que para temperar Nutri? Salsa, orégano, louro, canela, sal, cebola, alho, tomate, cheiro verde, pimenta, curry.. o Brasil possui uma infinidade de temperos. Junta todos eles, bate com azeite e guarda na geladeira em um potinho com tampa por 15 dias. Pode temperar a salada com azeite, ervas e limão. Evite aqueles molhos prontos que na embalagem vem dizendo que é LIGHT (Acredite ele é pior do que uma pizza caseira ou aquele bolo caseiro que você acha que engorda ☹.)

Corte biscoitos com cara de saudáveis ou até mesmo zero glúten ou zero lactose. Não adianta ser zero isso ou aquilo e ser lotado de açúcar ou maltodextrina ou xarope de glicose ou milho ou lecitina de soja.

Você gosta de bater um prato e depois dormir? Organize seu planejamento alimentar para que isso não aconteça! Exceto para os praticantes de atividade física do final da noite, ok!?

Corte os presuntos, salames, peito de peru com cara de saudável (não, eles não são saudáveis ☹) , salsicha, lasanha de caixinha, miojo, enlatados da sua alimentação. Eles contém muito sódio. MUITO mesmo! O sódio quando consumido em excesso pode armazenar mais gordura corporal, pois a sobrecarga pode aumentar o cortisol, hormônio do estresse. Sim, você tem um hormônio do estresse que quando ele está desregulado existe uma diminuição de outro hormônio que nos ajuda a evitar o ganho de peso (adiponectina).

Exercícios!!! Pensou que eu não tocaria nessa feridinha? Meus queridos, não tem choro! Quer perder a barriga? Não adianta fazer 100 abdominais apenas. Precisa ter paciência e foco. Precisa ser as 9 dicas acima + pelo menos 30 minutos de exercício 4 vezes por semana para aquela capinha de gordura diminuir! Certo? Aeróbico, musculação, pilates, dança, funcional, boxe, que mais? Você no controle… Seu corpo suas regras, você é o que você escolhe para você!

Evite deslizes todos os finais de semanas regados por guloseimas e bebidas alcoólicas. Não use o equilíbrio ou a falta dele para compensar na comida! Procure um nutricionista e um psicólogo! Você vai se surpreender!

E aí gostaram? Que tal começar hoje mesmo?

Espero você, marque logo sua consulta!!!

Nutricionista Paula Bittencourt Teche

Rua Antônio José Centeno, 572, Camaquã (RS)

(51) 99722 2377

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Como higienizar os alimentos de maneira segura?

14/08/2015 | 20h00
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Os vegetais podem ter contaminação química (agrotóxicos), biológica (microbiana, detritos orgânicos) e física (sujeiras diversas) e, por este motivo, a higienização correta é tão importante. Muitos casos de intoxicação alimentar podem ser evitados seguindo as normas e higiene correta. Essa contaminação pode provocar diarreia, náuseas, vômitos, cólicas abdominais e febre em alguns casos. A recomendação do Ministério da Saúde é que frutas que sejam comidas com casca e verduras e hortaliças consumidas cruas sejam higienizadas.

Soluções indicadas:

Água sanitária de boa procedência: No momento da compra da água sanitária, verifique se tem registro no Ministério da Saúde, de acordo com a ANVISA somente produtos que seguem este registro são indicados para higienização, não compre produtos com perfume ou corantes. Quando higienizamos os vegetais e frutas com uma solução clorada, ocorre a eliminação de bactérias, além de retardar o processo de deterioração. Atenção, preste atenção no rótulo, algumas águas sanitárias dizem na embalagem que não devem ser usadas na higienização de alimentos pois quiseram passar pelo teste de eficácia contra micróbios da ANVISA. Produtos à base de hipoclorito de sódio: São produtos especiais comercializados para limpeza de vegetais. Sua composição é feita com mesmo principio ativo da água sanitária. Lembre-se de olhar no rótulo e verificar se há registro no Ministério da Saúde.

Peróxido de hidrogênio 3%: O peroxido de hidrogênio é indicando para pacientes com histórico de hipotireoidismo ou qualquer outro problema de tireóide, pois o excesso de exposição ao hipoclorito - que é um produto à base de cloro - interfere na absorção do iodo, um mineral de extrema importância para o funcionamento correto da tireóide. Sua nutricionista pode prescrever um para que você manipulação em farmácias magistrais.

Passo a passo da higienização:

1° Passo: Lave os vegetais um a um, folha por folha, fruta por fruta, não coloquem bacias com água neste momento.

2°Passo: Encha uma bacia com água, para cada 1litro, use 1 colher de sopa da solução orientada. Mergulhe os vegetais e deixe-os em torno de 15 minutos de molho. Retire, enxague e pronto: esta pronta para o uso!

E o vinagre? É válido usar? A concentração de ácido acético no vinagre varia muito, portanto, ele não é um produto confiável para ser usado NESSE PROCESSO DE ESTERILIZAÇÃO. Sua característica é de afastar os microrganismos, e não de matá-los. Além disto, seu registro é no Ministério da Agricultura, portanto não recomendado pela ANVISA.

Orgânicos precisam de higienização? Alimento orgânico é cultivado sem quaisquer substâncias químicas, sejam fertilizantes, agrotóxicos ou pesticidas. Porém, como qualquer alimento seu meio de cultivo é em um ambiente não estéril, podendo ter contato com bactérias e fungos. Portanto, devem ser higienizados como todo alimento!

A nutricionista Paula Bittencourt atende na Clínica Max Peres Dias
Av. Bento Gonçalves, nº 759 em Camaquã/RS. Fones: (51) 3671-6843 / 9722-2377

Atendimento na Academia Corpo e Ação Fitness

Rua Professor Luiz Vieira, n° 1118 em Tapes/RS. Fone: (51) 9722-2377

 

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Aleitamento materno

17/03/2015 | 20h04
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Como se preparar para amamentar?

A mulher se prepara para a amamentar ao mesmo tempo em que ela se prepara para a maternidade. A amamentação é um dos cuidados importantes para a mulher-mãe e seu bebê.

É muito importante que a mulher busque informações e também converse sobre amamentação com outras mulheres, com profissionais especializados em aleitamento materno e outras pessoas. Ela deve ficar atenta porque a experiência com a amamentação costuma ser diferente entre as mulheres, algumas passam por dificuldades iniciais, enquanto outras não encontram problemas.

A amamentação é muito influenciada pela condição emocional da mulher e pela sociedade em que ela vive. Por isso, o apoio do companheiro, da família, dos profissionais de saúde, enfim, de toda a sociedade é fundamental para que a amamentação ocorra sem complicações.

Todos devem se informar e tirar as dúvidas antes e durante a amamentação.

E o preparo dos seios?

Durante a gestação a natureza prepara o seio para a amamentação. Ocorrem modificações naturais (fisiológicas) no organismo da mulher desde a gestação, preparando para a fase da amamentação: as mamas ficam maiores, as aréolas (parte escura da mama) tornam-se mais escuras e resistentes pela ação dos hormônios.

O que fazer?

Se for possível exponha o seio ao sol da manhã (até 10 h) por 15 minutos e use sutiã confortável, preferindo o de algodão.

O que não fazer?

Não faça pressão sobre a mama para verificar se está saindo leite. Não utilize cremes e pomadas na parte escura da mama (aréola e mamilo).

O Leite Humano:

É a alimentação ideal para todas as crianças. O leite humano por sua composição de nutrientes é considerado um alimento completo e suficiente para garantir o crescimento e desenvolvimento saudável do bebê durante os primeiros 2 anos de vida. É um alimento de fácil e rápida digestão, completamente assimilado pelo organismo infantil.

Mas o leite humano é muito mais do que isso...

Ele possui componentes e mecanismos capazes de proteger a criança de várias doenças.
É um simbiótico: uma fonte natural de lactobacilos, bífidobactérias e oligossacarídios.
Nenhum outro alimento oferece as características imunológicas do leite humano.

A mãe fornece ao filho componentes protetores, através da placenta e do seu leite, enquanto o sistema de defesa do bebê amadurece.

Além disso...

A amamentação favorece o vínculo mãe-filho e facilita o desenvolvimento emocional, cognitivo e do sistema nervoso.

O leite humano é um alimento inimitável devido a sua complexa composição e o único que pode ser oferecido direto de mãe para filho.

Por todos estes motivos...

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as crianças sejam alimentadas exclusivamente com leite materno nos primeiros seis meses de vida e que, a partir de então, a amamentação seja mantida por dois anos ou mais, juntamente com o uso de alimentos complementares adequados.

A Primeira Mamada:

Momento de afeto entre a mãe e o bebê que os ajuda a alcançarem a amamentação ótima.

É indicado que ainda na sala de parto, nos primeiros minutos das primeiras horas de vida, aconteça a primeira ida ao seio materno. É nesse momento com o contato pele a pele, o toque suave do corpo do bebê sobre o da mãe e em especial sobre o peito, estimulam na mulher a liberação de um hormônio (ocitocina) começando assim a descida do leite e também a contração uterina.
O leite nos primeiros dias pós-parto é chamado de colostro. Nele os fatores que protegem contra doenças estão em grande quantidade, funcionando como a primeira vacina para o bebê.

O bebê tem hora certa para mamar?

Nos primeiros dias o bebê mama freqüentemente. O intervalo entre as mamadas costuma ser curto e irregular, porque o bebê está se adaptando e ainda suga lentamente.

Com a continuação da amamentação, o bebê começa a sugar com maior eficiência, retirando maior volume de leite. Isso fará com que o bebê fique satisfeito por mais tempo e, conseqüentemente, o intervalo entre mamadas será maior, seguindo o ritmo de cada criança. Porque cada uma tem o seu próprio ritmo e por isso não devemos marcar o tempo de duração da mamada.

Aos poucos a mulher vai conhecendo o seu bebê e percebendo o seu ritmo. Algumas crianças mamam das duas mamas a cada refeição, outras ficam satisfeitas mamando somente de uma.
Então, podemos dizer que a amamentação deve ser em livre demanda.

Livre demanda: quando a amamentação segue o ritmo do bebê, sem se preocupar em seguir horário e duração pré-determinados.

Quando termina a mamada?

O bebê é quem marca o tempo da mamada. Então, cada mamada termina quando o bebê para espontaneamente de mamar e solta o seio materno.

É muito importante que o bebê esvazie uma das mamas porque o leite do final da mamada contém maior quantidade de gordura, fazendo o bebê ganhar peso e ficar satisfeito.

Assim, em cada mamada o bebê pode sugar somente um dos seios e ficar satisfeito ou pode precisar sugar o outro seio também.

O leite do começo é diferente do leite do final da mamada?

Quando a mamada começa, o leite é rico em proteína, lactose, vitamina, minerais, água e muitos fatores de proteção. No final da mamada o leite contém mais gordura e por isso fornece mais energia e permite que o bebê fique satisfeito

Por este motivo é importante que a mamada não seja interrompida, caso contrário o bebê pode mamar pouco do leite do final.

O que fazer quando a mulher está com muito leite?

Quando a mulher produz muito leite, pode acontecer de o bebê não conseguir mamar o leite com mais gordura e isso influencia no seu ganho de peso. Neste caso a mulher deve retirar um pouco do leite antes da mamada, possibilitando que seu bebê receba também o leite mais gordo, com mais energia e se desenvolva satisfatoriamente.

A mulher não deve deixar a mama muito cheia de leite (ingurgitadas) porque o leite parado dentro da mama pode “empedrar”. Sempre que a mulher perceber os seios pesados, doloridos ou com nódulos endurecidos, é necessário fazer massagem e retirar o leite, evitando a dor e o desconforto que o ingurgitamento costuma provocar.

Quando ocorre o ingurgitamento?

As mamas podem ficar endurecidas em torno do quarto dia pós-parto. É quando o leite desce em volume maior e o bebê não dá conta de mamar todo o leite produzido. É uma situação que perdura alguns dias onde a oferta (produção de leite) é maior do que a procura (necessidade do bebê) até que seja regularizada.

Nesse momento a mulher deve fazer massagem e retirar o excesso de leite, podendo doar o leite para o Banco de Leite Humano mais próximo de sua residência.

Durante o período de amamentação, quando houver aumento da produção de leite ou quando o bebê mamar menos do que o habitual pode ocorrer acúmulo de leite nas mamas. Por isso, é aconselhável que a mulher realize massagem e retire o leite sempre que perceber que a mama está ficando muito cheia e endurecida.

Sempre que a mulher não conseguir fazer a massagem e retirar o seu leite, ela precisa procurar ajuda em um Banco de Leite Humano, Salas de Amamentação, Unidades Básicas de Saúde ou com um profissional (médico, enfermeiro, fonoaudiólogo, nutricionista, etc.) capacitado para essa ajuda.

Como segurar o bebê para amamentar?

Na amamentação é muito importante a forma que o bebê suga o peito, a pega (como chamamos) deve ser na aréola e não no mamilo (bico do peito). Por isso o tamanho ou forma do mamilo não tem influência e quando a pega é feita com o bebê abocanhando a aréola, o leite sai com facilidade.

Pega correta

Para ajudar ao bebê a ter uma pega correta, é importante o jeito como a mulher segura seu filho para amamentar.

O bebê precisa ficar de frente para ela (isto é, a barriga do bebê de frente para barriga da mãe) e também bem próximo ao peito. Para ficar próximo a mãe deve abraçar seu filho, envolve-lo com seus braços e sustenta-lo em seu colo e não em suas pernas.

Então, para facilitar ambos, mãe e filho, indicamos que seja colocado um travesseiro em cima das pernas da mãe onde ela poderá apoiar seu braço e ao mesmo tempo manter seu bebê ao colo e mamando.

A posição da mulher e do bebê na amamentação pode variar?

Sim, tanto a mulher quanto o bebê podem variar suas posições, mas é necessário que em qualquer posição o bebê esteja de frente para sua mãe (a barriga do bebê de frente para barriga da mãe), para favorecer que ele tenha uma pega correta.

A mulher pode estar sentada ou deitada;
A criança pode estar na posição mais tradicional ou em posição invertida;
Pode estar sentada em cavalinho ou deitada na cama com sua mãe.

O importante é que estejam confortáveis.

Como o leite humano é produzido?

Logo após o nascimento do bebê as mamas podem parecer vazias, mas estão produzindo o volume de leite que o bebê necessita. Após alguns dias, as mamas começam a ficar mais cheias, podendo ser necessário que a mulher retire um pouco do leite que está sobrando na mama.

Em geral, após as primeiras semanas, apesar de continuar a produzir o leite suficiente para o bebê, as mamas parecem menos cheias e ficam mais macias, parecidas como eram antes da gestação. Isto faz com que as mulheres pensem que não estão mais produzindo leite suficiente.

Mas estão produzindo sim. Nessa fase funciona a “lei da oferta e procura”: o leite é produzido de acordo com o que o bebê mama e a cada mamada.

Existe leite fraco?

Não. Toda mulher produz o leite adequado para o seu filho.

A nutricionista Paula Bittencourt atende na Clínica Max Peres Dias

Av. Bento Gonçalves, nº 759 em Camaquã/RS. Fones: (51) 3671-6843 / 9722-2377

Atendimento na Academia Corpo e Ação Fitness

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