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Alceu Amaral - Literatura e Cultura

Alceu Amaral da Silva é natural de Pelotas-RS, formado em Letras. Professor, Pós-graduando em Educação de Jovens e Adultos pela FURG. Funcionário público, escritor amador, ativista Cultural. Administrador do Festival Rock e Poesia em Camaquã, Coautor do Livro Eclipses e Elipses e Destilando Poesias e contos no Blog Mouroblog.com .

Consciência nova

23/11/2018 | 17h40 | Fonte: Alceu Amaral / Fotos: Divulgação
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O Dia da Consciência Negra é uma data celebrada no Brasil no dia 20 de Novembro. Este dia está incluído na semana da Consciência Negra e tem como objetivo um reflexão sobre a introdução dos negros na sociedade brasileira. Mas avançar em conquistas e em reflexões se torna fundamental para não repetir discursos datados, e que não primem por nos elevar como cidadãos.

Creio que palavras chaves podem jogar luz sobre o interstício que é a busca pela igualdade, sim vejo esta data como uma eterna busca pela igualdade dentro do caldeirão étnico cultural que vivemos.

Uma destas palavras chave que uso como mantra é: Reconhecimento. Reconhecer nosso papel como herdeiros de um povo multiétnico e que se equilibra em características heterogênicas globais, o mundo está aqui. Reconhecer é ter orgulho e perder a timidez do encontro, se encontrar perante a multidão e então caminharmos juntos.

Pertencimento, é outra capciosa palavra que deve ser baseada na primeira, para que sejamos impulsionados para saber onde estamos e para onde vamos. Logo poder concorrer para preencher os hiatos que nossa sociedade possui. Pertencer a algo é a crença subjetiva numa origem incomum que une distintos indivíduos.

Vigilância, a sobra nefasta do passado distintivo ainda está ai, sabemos. Velar o sono do futuro é um dever, não devemos ser coniventes com nossa própria condescendência, pessoas culturalmente excludentes existem e devemos cercear seus espaços, contribuir para a pluralidade de todas as etnias sufocará de forma positiva tais indivíduos nefastos, que demonizam o outro.
Para isso declarações, opiniões, posições, leis, obras, tem que ser analisadas com o crivo da desconfiança. Atentar também com o efeito cascata dos poderosos, que não medem sua altura e quem abaixo de si está. Racismo não, independente de quem seja.
Repertório. Se abrir para novas experiências, novas culturas forma seres melhores, discussões melhores, e fomenta duvidas saudáveis. Repertório é cultura.

Por fim, mais que um feriado ou uma comemoração é tempo de refletir sobre este nosso Brasil, tão dividido mas que se une dentro de cada um de nós involuntariamente, e lembrar que os negros representarem 54% da população, que temos a segunda maior população negra do mundo, que a cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no Brasil, mas que negros não estampam as manchetes em casos de corrupção como a Lava Jato por exemplo. Em fim salve o 20 de Novembro.

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