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Alceu Amaral - Literatura e Cultura

Alceu Amaral - Literatura e Cultura

Alceu Amaral da Silva é natural de Pelotas-RS, formado em Letras. Professor, Pós-graduando em Educação de Jovens e Adultos pela FURG. Funcionário público, escritor amador, ativista Cultural. Administrador do Festival Rock e Poesia em Camaquã, Coautor do Livro Eclipses e Elipses e Destilando Poesias e contos no Blog Mouroblog.com .

Carnaval não faz mal

22/01/2019 - 17h05min Alceu Amaral / Fotos: Reprodução
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Camaquã vai ter carnaval de clubes novamente. Uma ótima notícia, mas que também vem com um alerta embutido. Tem se tornado uma tendência de diversos órgãos públicos e por consequência da população, excluir o carnaval das benesses tanto financeiras como culturais. Mas temos que fazer uma reflexão mais profunda sobre esta inclinação excludente.

Antes temos que esclarecer que o samba que é a trilha sonora de nosso carnaval, é uma dança e um gênero musical considerado um dos elementos mais representativos da cultura popular brasileira existente em várias partes do país.

O samba foi introduzido no Brasil no século 19 pelos africanos sendo portanto um estilo que provém da fusão entre as culturas africana e brasileira.

A manifestação durante muito tempo foi considerada um estilo de música e dança criminalizado e visto com preconceito, devido às suas origens negras.

Com o passar do tempo, o samba foi conquistando o público em geral e adquirindo um lugar de destaque entre os principais elementos da identidade cultural brasileira, sendo considerado um ritmo musical originalmente nosso.

Daí partimos para enaltecer tal estilo musical, e lembrar aos defensores que os órgãos públicos não devam ajudar tal evento tão popular, que a festa de momo é uma marca indelével de nosso cultura, denegri-la é ir contra tudo que forma esta nação, é temerário pois discriminar por causa de motivos financeiros um valor tão nobre que não pode ser medido em notas de cem e que desafia o tempo no Brasil.

Outro esclarecimento é dizer que o dinheiro muitas vezes alardeado como economia muitas vezes tem um destino escuso, ou é importante saber que o dinheiro de cultura é impossibilitado de transitar em outras pastas como saúde ou educação por exemplo, caindo por terra a falácia que ouvimos “vamos investir em outras áreas”.

Se olharmos que cultura é investimento então colocamos em cheque os argumentos meramente regidos pelo cifrão,um exemplo é que a cada R$ 1 investido por patrocinadores em projetos culturais por meio da Lei Rouanet, R$ 1,59 retorna para a economia do país. O dado é resultado de um estudo sobre o mecanismo de incentivo divulgado pelo MIC ( Ministério da Cultura). Ou seja, ao criticar cultura e o carnaval esquecemos da costureira que faz fantasias, do iluminador, do segurança, do vendedor ambulante, do cenógrafo, do músico, da camareira do cozinheiro e toda uma gama de profissionais que fazem girar a roda da economia criativa.
Tal tema me é caro, pois, gosto do carnaval e me sinto imbuído de trazer luz confete e serpentina ao tema.

Ah! Gostaria de convidar a todos e todas para o Grito de Carnaval Camaquã 2019 que se realizará dia 09 de fevereiro no Eisenbar, com banda muita marchinha, samba e fantasia.

Um empreendimento cultural de meu amigo pessoal Joel Junior (Pretobamba) que vem sendo preparado com muito carinho e devoção ao samba e a vontade de pular carnal como antigamente, mais que um baile um resgate de uma alegria tão nossa.

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