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Alceu Amaral - Literatura e Cultura

Alceu Amaral - Literatura e Cultura

Alceu Amaral da Silva é natural de Pelotas-RS, formado em Letras. Professor, Pós-graduando em Educação de Jovens e Adultos pela FURG. Funcionário público, escritor amador, ativista Cultural. Administrador do Festival Rock e Poesia em Camaquã, Coautor do Livro Eclipses e Elipses e Destilando Poesias e contos no Blog Mouroblog.com .

A volta do disco de vinil

11/09/2019 - 22h25min Alceu Amaral / Foto: Divulgação
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Na coluna de hoje irei escrever sobre um fenômeno cultural e social raro e que vivencio bem, a volta do vinil. De acordo com o número de vendas de música da Associação da Indústria Fonográfica dos Estados Unidos em 2018, as vendas de CDs nos EUA caíram 34%, para US $ 698 milhões, enquanto as vendas de vinil aumentaram 8%, para US $ 419 milhões. Se a tendência continuar – e não há razão para pensar que não – as receitas de vinil poderiam superar a dos CDs antes mesmo de chegarmos a 2020.A última vez que os discos de vinil vendem mais do que os CDs foi por volta do ano de 1986 .

Na verdade, o mercado de vinil é, sem dúvida, já maior do que CDs se você levar em conta o comércio de vinil usados em lojas de discos e online.

E não se esqueça que muitas lojas independentes que vendem discos novos de vinil não se reportam ao SoundScan – o contador oficial de todas as músicas vendidas nas Terras do Tio Sam.O motivo da morte lenta do CD para Cross é o streaming de música. Havia 1.2 trilhões de fluxos nos Estados Unidos no ano passado, representando 75% de toda a receita de vendas de música. Compare isso com formatos físicos (CDs, vinil) a 12% e downloads digitais a 11%. Um pouco mais de 50 milhões de americanos estão pagando assinaturas de serviços como o Spotify e o Apple Music, com uma média de um milhão de novos assinantes entrando online todos os meses.

Sou entusiasta deste tipo de mídia que ultrapassa o simples fato de escutar música, pois o manuseio, as capas e encartes que muitas vezes são obras de arte, motivam até mesmo encontros entre amigos orbitando entre eles os Vinis, eu tenho este saudável habito e compartilho com amigos encontros aperiódicos para apreciar os bolachões.

Entre raros e outros nem tato possuo mais de 80 discos e um equipamento víntage razoável que também faz a diferença par audição. Para aquisição surfo na onda das lojas online e nos sebos que se multiplicam nos grandes centros. Em Camaquã temos o Sebo Dom Quixote que possui alguns títulos.

No Brasil já temos duas fábricas de vinil e outra mias de toca discos,ou seja é um comportamento que timidamente tende a representar economicamente algo importante, mas como o comércio ainda é um nicho os preços ainda são salgados e os mias procurados são os artistas e bandas de Rock e Heavy Metal, com títulos chegando aos absurdos R$ 7.000,00 Reais. Bandas como Iron Maiden, Beatles ,Rolling Stones, Led Zeppelin, Black Sabbath Pink Floyd lideram o comércio.

Por fim é importante ressaltar que a experiência auditiva do vinil é um prazer e um hobby saudável e que demonstra a intenção das pessoas em manter um contato mais profundo com seus artistas e menos digital com a música.

Seguem algumas fotos de minha coleção particular e de Sebos em Camaquã, Porto Alegre e Pelotas.

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