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Alceu Amaral - Literatura e Cultura

Alceu Amaral - Literatura e Cultura

Alceu Amaral da Silva é natural de Pelotas-RS, formado em Letras. Professor, Pós-graduando em Educação de Jovens e Adultos pela FURG. Funcionário público, escritor amador, ativista Cultural. Administrador do Festival Rock e Poesia em Camaquã, Coautor do Livro Eclipses e Elipses e Destilando Poesias e contos no Blog Mouroblog.com .

SOS Educação

01/12/2019 - 12h47min Alceu Amaral / Foto: Divulgação

A água mole bate na pedra novamente, necessito falar novamente sobre educação.

Esta luta que vai além de um dito popular, no Rio Grande do Sul toma ares de drama shakespeariano, não minto, é um dramalhão mexicano de qualidade duvidosa. E duvidosas são as razões que me levam a tecer este emaranhado de queixas.
Sou professor da rede estadual, e a cultura é um tema transversal em minha vida, ou seja, ela não paga minhas contas, mas educação e cultura são irmãs de mesma mãe, a humanidade e civilização.

Esta mesma que falta ao mandatário do Piratini, que penaliza de forma acintosa a classe dos professores, com um projeto que avilta de forma mortal os ganhos e o futuro dos professores do RS.

Não explorarei os dados do projeto, outro sim, falarei de uma ideia, que vem sido vendida por quem detém o poder como um cajado de superpoderes, que é, funcionário são o motivo de crises fiscais e econômicas do estado.

Não lembro de professores envolvidos em mega escândalos de nível nacional, não lembro de funcionário públicos aviltando malas de dinheiro às escuras, não lembro professores condenados por desvios que deixam na seca a saúde, educação e segurança. Em uma vergonha fluvial e diária, como uma sangria exposta quem detém este estigma é a classe política.

Logo o dedo na caneta que nos levou a este arroxo não foi de nenhum destes que serão duramente penalizados, pois nós somos a força motriz de um povo, quem respeita e valoriza seus educadores planta sementes de esperança. Castiga-los é cruel, e desumano.

A visão ultrapassada de um neoliberalismo já questionado pelo próprio FMI, em um artigo de 2016 e escrito por três economistas da instituição sugere que o receituário neoliberal prescrito para o crescimento econômico sustentável em países em desenvolvimento pode ter efeitos nocivos de longo prazo.
Então estamos desatualizados.

Logo fica claro que a classe política vem fazendo uma casa as bruxas e mirando os funcionários públicos de carreira com algozes da vez, desviando de si o foco desta mazela que é a corrupção.

Outro dado importante é que uma particularidade do ensino gaúcho reside na dependência de professores contratados, que com o projeto, serão demitidos no final do ano letivo e recontratados em março. Você come, se veste, paga contas sem salário? O professor não vive de vento. Cultura para repassar aos alunos? Uma utopia.

Por fim não venho aqui questionar a situação financeira do estado, mas pedir que quem esteja lendo não use a lente do dinheiro, mas sim da valorização do ser humano que só o ensino proporciona, é isto que esta em jogo, pois algumas perguntas deixarei para que a água mole responda para pedra dura.

Qual profissional resistirá nas escolas públicas?

Que motivação ele terá?

Por que o maior corte é na educação?

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