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Alceu Amaral - Literatura e Cultura

Alceu Amaral - Literatura e Cultura

Alceu Amaral da Silva é natural de Pelotas-RS, formado em Letras. Professor, Pós-graduando em Educação de Jovens e Adultos pela FURG. Funcionário público, escritor amador, ativista Cultural. Administrador do Festival Rock e Poesia em Camaquã, Coautor do Livro Eclipses e Elipses e Destilando Poesias e contos no Blog Mouroblog.com .

A arte é uma necessidade

01/04/2020 - 22h03min Alceu Amaral / Foto: Divulgação
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Mal vista por pessoas mal intencionadas, preconceituosas ou descrentes ou ainda ignorantes, a arte tem um valor inestimável na história da humanidade.

Ela sempre foi e sempre será o reflexo empírico ou escarrado do andar humano, seus erros, devaneios, conquistas e sonhos, mas na sociedade do espetáculo tudo é Entretenimento, e este valor agregado da arte se torna ainda mais latente, nestes tempos onde somos obrigados a ficar reclusos em nossos sacros santos lares, onde as paredes pouco distraem e nosso rosto no espelho é tão pesado quanto nossa culpa.

Não há espaço na arte para adivinhações e charlatanismo, as previsões traduzidas em obras como, O dia em que a terra parou de Raul Seixas , o Ensaio Sobre a Cegueira de José Saramago ou no romance de Érico Veríssimo Incidente em Antares , no O conto da aia, da canadense Margaret Atwood, nas tragédias Gregas, nos Quatro Cavaleiros do Apocalipse de Albrecht Dürer, ou por fim nos incontáveis filmes de Hollywood, são o spoiler que arte nos deu todos estes anos.

Alertas agridoces sobre nossa carência por educação, nossa vontade mimada, sem responsabilidade com o próximo ou com nossa sombra, sinais envoltos em acordes, cores e formas, que nossa vida na terra deve ser questionada e cerceada de sua licença para matar.

Privilégio não é ver um filme arrasa quarteirão no conforto de seu sofá tecido e banhado em suor análogo a escravidão, nossa prerrogativa para selecionar nossa compaixão é também um crime e também não é a verdade que se impõe a todos. Vantagem é sim ser extraordinário e não ordinário, na fila da mesmice.

Somos humanos e complexos, crer na simplicidade dos sentimentos é regredir ao Neandertal, e reproduzir estas simplicidades em seus grupos ou redes sociais uma contravenção.

A reclusão nos faz pensar, trava o ritmo mecânico e encaixotado que os do topo despejam como se fosse santo ou divino escravizar-se, mas neste espaço a arte se embrenha, se espreme no hiato de suas duvidas e como num monologo questionador, começamos a multiplicar as lives em redes sociais e vemos colorido o que antes era monocromático.

Muitos artistas inclusive camaquenses, atentos a pandemia e seus desdobramentos doaram seus talentos em nome do conjunto, os que questionam esta mesma arte fizera algo assim?

Arte não é de esquerda ou direita, seu partido é a liberdade, o questionamento, enfrentamento do estático e do comum.
Pare e pense, o que seria de sua vida sem sua novela favorita(nela existem muitos outros artistas além doa atores), de sua série favorita, de seu jogo, da estampa de sua camisa, sem nós estes inconvenientes, pejorativamente chamados de VA GA BUN DOS você seria uma ameba, (desculpem amebas).

Arte alfineta, consciência aponta dedos, liberdade é laboral e solidariedade não é seletiva, salve os artistas do mundo e em especial os camaquenses.

Arte disponível em: https://fhox.com.br/news/covid-19-artista-cria-conta-no-instagram-para-recriar-obras-de-artes-nesses-tempos-de-coronavirus/

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