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18/03/2019

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Alceu Amaral - Literatura e Cultura

Alceu Amaral da Silva é natural de Pelotas-RS, formado em Letras. Professor, Pós-graduando em Educação de Jovens e Adultos pela FURG. Funcionário público, escritor amador, ativista Cultural. Administrador do Festival Rock e Poesia em Camaquã, Coautor do Livro Eclipses e Elipses e Destilando Poesias e contos no Blog Mouroblog.com .

Arte e divulgação

03/03/2019 | 21h15
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Em tempos bicudos para a arte e cultura é necessário para o artista minimamente organizado estratégias para que seu público conheça seu trabalho.

A autoestima do artista é um fator preponderante, não sou autor de autoajuda, mas pensamento positivo é o primeiro passo para êxito em vendas e reconhecimento. Embora a palavra vendas exalte valores capitalista, é sabido que artista também vive, se alimenta, paga contas. Logo é preciso se organizar e mostrar para o mundo seu talento.

Longe de ser um tratado definitivo, minhas dicas aqui são um guia básico para quem esta iniciando na economia criativa cultural.
Mas que bixo é esse? Economia criativa é o conjunto de negócios baseados no capital intelectual e cultural e na criatividade que gera valor econômico.

A indústria criativa estimula a geração de renda, cria empregos e produz receitas de exportação, enquanto promove a diversidade cultural e o desenvolvimento humano.

A Economia Criativa abrange os ciclos de criação, produção e distribuição de bens e serviços que usam criatividade, cultura e capital intelectual como insumos primários.

Concretamente, a área criativa gerou uma riqueza de R$ 155,6 bilhões para a economia brasileira em 2015, segundo “Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil” publicado pela Firjan em dezembro de 2016.

A grande verdade é que, nos dias de hoje, a melhor forma de conseguir que o publico ou compradores de arte em potencial encontrem sua arte, é mostrando-a na internet. No entanto, outra grande verdade é que fechar uma venda de arte online é bem mais difícil do que pessoalmente, quando o comprador em potencial pode ver de perto do que se trata o trabalho, tocar e, até mesmo, tirar diversas dúvidas sobre esse trabalho ou sobre o artista em questão.

Como nem tudo pode ser perfeito e estamos vivendo em uma ‘era digital’, precisamos saber bem como escolher um ambiente virtual adequado que possa valorizar, ao invés de depreciar, nossa arte.

1. Tenha seu próprio site!

Até não muito tempo atrás quando se falava em ‘ter um site’ era a mesma coisa que falar em gastar muito dinheiro, contratar uma agência, contratar um designer, etc . Entretanto, se você está com o orçamento apertado e acredita, sinceramente, que tem condições de fazer isso sozinho, existem diversas plataformas com templates maravilhosos que irão te ajudar muito: wix.com, squarespace.com, wordpress.org, etc. Mas, por favor, certifique-se de que as imagens que irá usar estão boas (bem focadas, bem enquadradas, bem iluminadas).

2. Tenha sua página no Facebook!

Outra excelente maneira de divulgar sua arte, a princípio gratuita, começando com seus amigos e conhecidos, é criar sua própria página no Facebook, como artista, que seja separada de seu perfil pessoal. Nessa página evite colocar suas opiniões políticas, considerações sobre seu time favorito, piadas de gosto duvidoso, etc. Mantenha a página exclusivamente com conteúdo relacionado à sua arte, a você enquanto artista, seu processo criativo, suas principais referências, suas considerações, etc.

3. Divulgue seus trabalhos em uma galeria de arte online!

Isso mesmo! Uma das formas mais eficientes de ser ‘achado’ é estando junto com outros artistas que também estão mostrando sua arte.
Uma boa dica é a : DOMI galeria de arte online - simples, charmosa, sem aquele monte de propagandas poluindo todo o visual, ...

4. Crie um portfólio organizado e com seus melhore trabalhos, vídeos e contatos.

Você deve entender que a venda pela internet é uma coisa extremamente séria. Então, antes de colocar qualquer produto à venda, tenha certeza de que vai conseguir entregar a qualidade esperada e cumprir os prazos de entrega estabelecidos.

Outra dica importante é fazer um planejamento. Pense nos seus objetivos e quais serão os meios utilizados para alcançá-los. É extremamente recomendável fazer um plano de negócios para definir todos os detalhes. Visite o site do Sebrae e veja mais informações sobre isso.

Por fim, lembre-se de um ditado clichê mas verdadeiro. A arte é 1% de inspiração e 99% de transpiração.

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Carnaval não faz mal

22/01/2019 | 17h07
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Camaquã vai ter carnaval de clubes novamente. Uma ótima notícia, mas que também vem com um alerta embutido. Tem se tornado uma tendência de diversos órgãos públicos e por consequência da população, excluir o carnaval das benesses tanto financeiras como culturais. Mas temos que fazer uma reflexão mais profunda sobre esta inclinação excludente.

Antes temos que esclarecer que o samba que é a trilha sonora de nosso carnaval, é uma dança e um gênero musical considerado um dos elementos mais representativos da cultura popular brasileira existente em várias partes do país.

O samba foi introduzido no Brasil no século 19 pelos africanos sendo portanto um estilo que provém da fusão entre as culturas africana e brasileira.

A manifestação durante muito tempo foi considerada um estilo de música e dança criminalizado e visto com preconceito, devido às suas origens negras.

Com o passar do tempo, o samba foi conquistando o público em geral e adquirindo um lugar de destaque entre os principais elementos da identidade cultural brasileira, sendo considerado um ritmo musical originalmente nosso.

Daí partimos para enaltecer tal estilo musical, e lembrar aos defensores que os órgãos públicos não devam ajudar tal evento tão popular, que a festa de momo é uma marca indelével de nosso cultura, denegri-la é ir contra tudo que forma esta nação, é temerário pois discriminar por causa de motivos financeiros um valor tão nobre que não pode ser medido em notas de cem e que desafia o tempo no Brasil.

Outro esclarecimento é dizer que o dinheiro muitas vezes alardeado como economia muitas vezes tem um destino escuso, ou é importante saber que o dinheiro de cultura é impossibilitado de transitar em outras pastas como saúde ou educação por exemplo, caindo por terra a falácia que ouvimos “vamos investir em outras áreas”.

Se olharmos que cultura é investimento então colocamos em cheque os argumentos meramente regidos pelo cifrão,um exemplo é que a cada R$ 1 investido por patrocinadores em projetos culturais por meio da Lei Rouanet, R$ 1,59 retorna para a economia do país. O dado é resultado de um estudo sobre o mecanismo de incentivo divulgado pelo MIC ( Ministério da Cultura). Ou seja, ao criticar cultura e o carnaval esquecemos da costureira que faz fantasias, do iluminador, do segurança, do vendedor ambulante, do cenógrafo, do músico, da camareira do cozinheiro e toda uma gama de profissionais que fazem girar a roda da economia criativa.
Tal tema me é caro, pois, gosto do carnaval e me sinto imbuído de trazer luz confete e serpentina ao tema.

Ah! Gostaria de convidar a todos e todas para o Grito de Carnaval Camaquã 2019 que se realizará dia 09 de fevereiro no Eisenbar, com banda muita marchinha, samba e fantasia.

Um empreendimento cultural de meu amigo pessoal Joel Junior (Pretobamba) que vem sendo preparado com muito carinho e devoção ao samba e a vontade de pular carnal como antigamente, mais que um baile um resgate de uma alegria tão nossa.

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Entrevista com a Banda camaquense 4Black

29/12/2018 | 16h37
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Para encerrar o ano com chave de ouro, gostaríamos de valorizar uma das melhores bandas de Camaquã, que vem se destacando além de nossas fronteiras. Segue então uma breve entrevista com a 4Black.

Fundada em março de 2014 com os músicos Noroel (vocal), Andinho (guitarra e vocal), Wagner (bateria), Fabrício (baixo). A Banda ainda conta com Pablo Voloski (teclado), Chrystianfer Laguna (saxofone), Romário Silva (Trumpet) e Camila Rodrigues (backing vocal), que se destacam no cenário local e até mesmo gaúcho por fazerem e executarem com maestria uma MPB, Black Soul Music, carregado de muito swing.

Então para fechar o ano cultural aqui no portal de notícias Blog do Juares e preparar 2019, acompanhem esta entrevista com a 4Black. Feliz ano novo com muita arte e cultura.

Blog do Juares: Como vocês definem o estilo musical que a banda emprega?

4Black: Black, soul.

Blog do Juares: Qual o momento mais gratificante artisticamente que vocês vivenciaram?

4Black: O momento mais gratificante foi lançar o primeiro cd, e sentir a recepção das pessoas.

Blog do Juares: Como vocês veem a cena musical e artística em Camaquã?

4Black: A cena está num período muito bom, um cenário de troca de experiências, de parcerias acontecendo, e isto reflete lá na frente, num grupo mais firme, lutando por algo comum.

Blog do Juares: Como vocês veem a cena musical e artística no Brasil?

4Black: Poderia dizer que muitas vezes o bom não tem a mesma visibilidade do que a mídia coloca na nossa frente, tem muita música boa sendo criada, muito músico bom no cenário, neste ponto que a troca de experiência que comentava ajuda a descobrir e espalhar.

Blog do Juares: Quais as influências musicais da banda?

4Black: Cada integrante da banda tem uma influencia musical, alguns nasceram no samba, outros MPB, Blues. Escutamos muito Djavan, Stevie Wonder, Bebeto. Mas está troca de experiência nos ajuda a criar nossa identidade musical.

Blog do Juares: Vocês se identificam com uma banda de música Black soul, mas creio que não é só isso percebo na música de vocês muito mais, mas como vocês veem a música Black hoje em dia?

4Black: Existem muitas bandas Black ótimas, mas o espaço pra divulgação não é o mesmo de outros estilos, estamos lutando para melhorar essa cena musical.

Blog do Juares: Quais os planos da banda para o futuro?

4Black: Agora em 2019 o plano é divulgar o nosso trabalho, as nossas musicas e fazer o pessoal conhecê-las, continuar a rotina de composições.

Blog do Juares: A 4Black tem vários integrantes, como é lidar com esta colcha de retalhos que é uma banda desta envergadura com sopro, teclado, backing vocal ?

4Black: A banda conta com 4 integrantes que cuidam de toda parte organizacional e mais 4 freelances, mas os 8 convivemos no mínimo 2 x por semana, e já conhecemos a personalidade de cada um, e desde o início o principal entre nós é a verdade é a clareza no que acontece, todos têm a liberdade de falar, de dar ideias, e decidimos que nada pode ficar sem ser dito, e está forma dá muito certo, pois nos leva a caminhar juntos.

Blog do Juares: Como a banda vê a situação atual do país?

4Black: Estamos apreensivos com essa nova cara do Brasil, rezando para que tudo dê certo nos próximos 4 anos, sempre priorizando a educação e um maior incentivo à cultura.

Blog do Juares: Por fim deixe uma mensagem para os leitores da coluna e os contatos da 4Black.

4Black: Primeiramente não podemos deixar de agradecer todo o carinho, receptividade e incentivo que recebemos de todos, pois somos um exemplo de que santo de casa faz milagres sim, queremos deixar um grande abraço e o mais sincero desejo de felicidade, prosperidade e claro muita música, pois o som não pode parar...

Contatos e Mídia.

(51) 982131217

https://www.youtube.com/watch?v=VcLy7XNXMBY

https://www.youtube.com/watch?v=QcyPimzapqo

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Consciência nova

23/11/2018 | 17h40
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O Dia da Consciência Negra é uma data celebrada no Brasil no dia 20 de Novembro. Este dia está incluído na semana da Consciência Negra e tem como objetivo um reflexão sobre a introdução dos negros na sociedade brasileira. Mas avançar em conquistas e em reflexões se torna fundamental para não repetir discursos datados, e que não primem por nos elevar como cidadãos.

Creio que palavras chaves podem jogar luz sobre o interstício que é a busca pela igualdade, sim vejo esta data como uma eterna busca pela igualdade dentro do caldeirão étnico cultural que vivemos.

Uma destas palavras chave que uso como mantra é: Reconhecimento. Reconhecer nosso papel como herdeiros de um povo multiétnico e que se equilibra em características heterogênicas globais, o mundo está aqui. Reconhecer é ter orgulho e perder a timidez do encontro, se encontrar perante a multidão e então caminharmos juntos.

Pertencimento, é outra capciosa palavra que deve ser baseada na primeira, para que sejamos impulsionados para saber onde estamos e para onde vamos. Logo poder concorrer para preencher os hiatos que nossa sociedade possui. Pertencer a algo é a crença subjetiva numa origem incomum que une distintos indivíduos.

Vigilância, a sobra nefasta do passado distintivo ainda está ai, sabemos. Velar o sono do futuro é um dever, não devemos ser coniventes com nossa própria condescendência, pessoas culturalmente excludentes existem e devemos cercear seus espaços, contribuir para a pluralidade de todas as etnias sufocará de forma positiva tais indivíduos nefastos, que demonizam o outro.
Para isso declarações, opiniões, posições, leis, obras, tem que ser analisadas com o crivo da desconfiança. Atentar também com o efeito cascata dos poderosos, que não medem sua altura e quem abaixo de si está. Racismo não, independente de quem seja.
Repertório. Se abrir para novas experiências, novas culturas forma seres melhores, discussões melhores, e fomenta duvidas saudáveis. Repertório é cultura.

Por fim, mais que um feriado ou uma comemoração é tempo de refletir sobre este nosso Brasil, tão dividido mas que se une dentro de cada um de nós involuntariamente, e lembrar que os negros representarem 54% da população, que temos a segunda maior população negra do mundo, que a cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no Brasil, mas que negros não estampam as manchetes em casos de corrupção como a Lava Jato por exemplo. Em fim salve o 20 de Novembro.

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Praça sem graça

24/09/2018 | 12h01
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Fui a praça com a criança mais importante.
Mostrar o presente alegre para a semente que plantei.
Engano colhi. Vi.
Praça vizinha da desgraça
Por ser sem graça
Praça dos brinquedos nublados
Do balanço no chão
De quebrado o riso surdo
Feio é o adulto mudo ao absurdo
Cinza suas cores
Não recebe criança, pois lá a alegria requer fiança
Praça de todos nós
Que amarrados a deixamos ao léu
Vítimas deste cruel ilhéu do descaso
Praça sem graça.
Escorregador com dor
Vai e vem estático
Carrossel asmático
Gangorra seviciada
Playground do futuro de fruto duro
Deveria ter passarela tão bela
Mas se forma baldio local de folhas sem nome
Praça sem graça.
Criança enferrujada desamada
Espelho de mim que não sei mais brincar.
Mostra uma perspectiva enleada
Meu filho foi embora, cabeça baixa
De passos miúdos.
Saio querendo um dia voltar aos dias,
Que deveria te construído.
Praça sem graça.
Praça sem crianças
Praça sem alegria.

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