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Pedro Bugs - A vida sobre a tela

Pedro Bugs - A vida sobre a tela

Pedro Bugs é um estudante de jornalismo que trabalha como redator e repórter do Grupo Blog do Juares de Comunicações. A coluna “A vida sobre a tela” faz um paralelo entre obras cinematográficas e a vida real.

A vida sobre a tela: Caminhos da Sobrevivência

10/02/2024 - 14h10min Pedro Bugs / Foto: Reprodução

Mostrando de uma forma cruel e precisa, Caminhos da Sobrevivência aborda uma época cruel da humanidade. Uma parte sombria que muitas vezes é deixada de lado. A questão principal da obra é que estar em um regime totalitário não significa que o cidadão concorde com esse jeito de governo. O filme aborda uma Antuérpia tomada por nazistas, onde jovens precisam ajudar o exército ariano na guerra.

O filme está disponível na Netflix.

A película aborda a vida de dois jovens, que serviam o exército belga, ambos são judeus e não acreditam nas ideias dos comandados por Hitler. O protagonista Wilfried Wils, interpretado pelo ator Stef Aerts, passa o filme todo com dilemas morais complexos para alguém de pouca idade e já com muitas responsabilidades.

Na época da invasão dos nazistas na Bélgica, no de 1941, os jovens militares precisavam trabalhar em colaboração com os seus demônios. O dilema em questão aborda seguir os princípios do seu povo, ou se curvar a um sistema de dominação imposto pelo país germânico.

A filme é envolto na história inicial, quando dois soldados de baixa patente da Antuérpia precisam colaborar em uma investigação com um militar nazista. Os três vão até a casa de uma família, segundo a prerrogativa, para fazer cobranças, porém os métodos não são bem vistos pelos jovens. O policial realiza agressões em um casal, e os retira de sua casa para fazer uma execução. Por não concordar com as medidas, um dos jovens decide atacar o militar, e em um acidente, o oficial morre.

O pânico pelos problemas causados pela morte faz com que os soldados deixem o corpo em uma vala, sem medir as consequências.

O restante da obra se passa ainda neste dilema. Do certo e errado com o seu povo. Essa questão é abordada até mesmo nos dias atuais. As políticas na maioria das vezes não representam o pensamento do coletivo ou do indivíduo. Então, o homem não deve definido por quem ele representa e por onde vive. Cada um precisa ser individualizado.

A repressão segue, o crime é descoberto, e graves consequências acontecem. A ideia não é mostrar o certo ou o errado, e sim a questão moral e ética do cidadão em meio a uma guerra de proporções globais.

Crítica:

Calmo e com pouca emoção, o filme consegue mostrar uma realidade pesada. Sem diálogos aprofundados, mas com bastante apego a quem está assistindo a obra ver o que de fato acontecia no período.

Edição 3 - Arte: Nickolas Padilha

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