Esportes

Beijo na taça de Geromel e Kannemann é a marca dos títulos do Grêmio

Defesa do Grêmio foi base para conquista do Gauchão sobre o Inter
18/04/2019 - 22h34min Correio do Povo / Foto: Lucas Uebel / Grêmio Corrigir

Uma dupla de muito sucesso. Assim pode ser definida a parceria entre Pedro Geromel e Walter Kannemann na zaga do Grêmio. Enquanto o status de ídolo da torcida geralmente fica com os jogadores do setor ofensivo, o Tricolor gaúcho tem em seus defensores grandes referências. Na história, já teve Rivarola, Baidek, De León e Ancheta. Agora, é a vez do camisa 3, magrinho, sem muita pinta de craque, que encanta pela técnica e precisão, e do companheiro, mais combativo, que traz a raça argentina e atua como o “xerifão” na retaguarda. Uma espécie de Yin-Yang do futebol. Juntos, estiveram nas mais recentes conquistas do clube e, ao lado de cada taça levantada, protagonizaram um cena que virou tradição: beijar o troféu.

Na noite de quarta-feira, a cena se repetiu. Durante a volta olímpica para comemorar o Campeonato Gaúcho sobre o arquirrival Inter nos pênaltis, eles ergueram o caneco e repetiram a cena. Não bastasse o título de forma invicta, um feito que o time não repetia desde 1965, os celestes terminaram como melhor defesa e ataque da competição. 

Desde que Kannemann chegou ao Tricolor, em 2016, o miolo da zaga se tornou a base para as recentes conquistas do time de Renato Portaluppi, desde Copa do Brasil, passando pela Libertadores e pela Recopa e culminando na hegemonia estadual dos últimos dois anos. Além disso, quando atuam juntos, Geromel e Kannemann seguem invictos em Gre-Nais. Com os dois zagueiros titulares, o Grêmio enfrentou o Inter em sete oportunidades desde 2016 e nunca perdeu. O Tricolor sofreu apenas três gols. 

A tradição de beijar a taça começou na Copa do Brasil, o primeiro título do Grêmio sob o comando de Renato Portaluppi. No jogo de ida da final, contra o Atlético-MG, em Belo Horizonte, o Tricolor havia vencido por 3 a 1, com dois de Pedro Rocha e um de Everton, aos 45 do segundo tempo. No tento de Cebolinha, foi justamente Geromel quem deu o passe: arrancou pela direita após receber de Jaílson, ainda no campo de defesa. Na decisão em casa, 1 a 1. Bolaños marcou 43 da etapa final e Cazares tudo igual já nos acréscimos. Ao apito final, foi só erguer o troféu e dar início ao momento que se repetiria a cada nova conquista.


Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação / CP

Os zagueiros internacionalizaram a cena em novembro de 2017, após o Tricolor se sagrar campeão da Libertadores em partida contra o Lanús, na província homônima de Buenos Aires. No jogo de ida, na Arena, Cícero havia anotado após assistência de Jael e garantira uma vantagem simples. Então, a delegação gremista embarcou para a Argentina podendo até a empatar, mas venceu. Fernandinho e Luan marcaram na primeira etapa. No segundo tempo, Jaílson fez pênalti e José Sand diminuiu a vantagem. Placar final: 2 a 1 e mais um beijo no troféu.

Geromel e Kanemman beijam a taça da Libertadores

Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação / CP

Poucos meses depois, em fevereiro de 2018, foi a vez da Recopa Sul-Americana. O torneio curto, disputado em duas partidas entre o vencedor da Sul-Americana (Independiente) e da Libertadores do ano anterior foi conquistado no sufoco. Fora de casa, na cidade de Avellaneda, Província de Buenos Aires, 1 a 1. Em casa, outro empate, desta vez sem gols. A decisão foi para os pênaltis e, então, a Arena ganhou espírito extra com a torcida. Grohe brilhou, pegou a última cobrança e o Tricolor venceu por 5 a 4.

Kannemann e Geromel beijam a taça da Recopa

Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação / CP

O Gauchão do ano passado foi o título mais fácil dos conquistados pelo Tricolor. Após uma campanha irregular na fase de grupos, na qual terminou em sexto lugar, o Grêmio evoluiu no mata-mata. Nas oitavas de final, clássico Gre-Nal. Na partida, de ida, na Arena, vitória por 3 a 0. No Beira-Rio, Geromel não atuou em função de uma convocação para a Seleção e o time foi derrotado por 2 a 0. Nas semifinais, o clube passou pelo Avenida e enfrentou o Brasil de Pelotas na final do campeonato. Foram duas goleadas na partida decisiva: 4 a 0 na Arena e 3 a 0 no Estádio Bento Freitas.  Depois da conquista, no Instagram, Livia e Carolina, esposas de Geromel e Kannemann, entraram na brincadeira e postaram uma foto imitando os maridos.

Geromel e Kannemann beijam a taça do Gauchão 2018

Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação / CP

Começo do "casamento"

O torcedor mal sabia a grandiosidade que se formaria na zaga gremista quando, em 19 de julho de 2016, Kannemann, campeão da Libertadores pelo San Lorenzo em 2014, foi apresentado como reforço após compra por R$ 3,9 milhões junto ao Atlas do México. Geromel já fazia boas partidas e era titular incontestável. Tinha chegado ao clube em 27 de dezembro de 2013, indicado pelo técnico Felipão. Foi em agosto de 2016, sob o comando de Roger Machado, que eles atuaram juntos pela primeira vez, na vitória por 1 a 0 sobre o Athletico Paranaense (na época ainda Atlético), pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Poucos meses depois, já estavam entrosados e beijando taças.

Os Gre-Nais com Geromel e Kannemann

23/11/2016 - Brasileirão - Grêmio 0 x 0 Inter
04/03/2017 - Gauchão - Grêmio 2 x 2 Inter
11/03/2018 - Gauchão - Inter 1 x 2 Grêmio
18/03/2018 - Gauchão - Grêmio 3 x 0 Inter
12/05/2018 – Brasileirão - Grêmio 0 x 0 Inter
14/04/2019 – Gauchão - Inter 0 x 0 Grêmio
17/04/2019 – Gauchão - Inter 0 x 0 Grêmio

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