Polícia

Policiais em igreja e comunidade mobilizada: como está a rotina em Dom Feliciano duas semanas após assalto

Comunidade tem auxiliado policiais alojados em salão de igreja que participam de cerco a bandidos
19/07/2019 - 15h25min Corrigir

Há duas semanas, o município de Dom Feliciano, com pouco mais de 14 mil habitantes, vive às voltas com o cerco policial que busca os envolvidos com o assalto a uma agência bancária local. Um número não divulgado de Policiais Militares vive, desde então, alojado no salão da Paróquia Nossa Senhora Czestochowa, no centro.

Usando o que antes era o salão de festas da igreja, os policiais dormem e fazem as refeições no local. Por uma basculante, é possível enxergar os colchões, algumas barracas e as cadeiras de madeira, que fazem as vezes de varal para toalhas. Nos fundos da casa paroquial, uma corda estende os uniformes dos agentes.

— Temos que agradecer à comunidade, que nos ajuda nas barreiras e nos recebeu muito bem — destaca o major Ferreira.

O administrador Sérgio Luiz Dorneles, morador de Dom Feliciano há 15 anos, se juntou à força-tarefa. Diariamente adentra a cozinha do salão para preparar as refeições dos policiais.

— Desde terça da semana passada, nossa tarefa é cozinhar para a turma. Vim por dois motivos: um por altruísmo e outro, emocional. Gosto de cozinhar e de estar a serviço da comunidade. E meu pai serviu à Policia Militar por 40 anos, então, estou aqui pelo lado emocional também.

Segundo Dorneles, além de preparar a comida, os ajudantes ainda dão suporte emocional aos policiais.

— Existe carência, eles estão longe dos filhos, esposas. Então, a gente tenta passar esse carinho para que eles se sintam em casa, com uma comida quentinha. A comunidade está sendo incansável.

Como estão as buscas

Com barreiras montadas 24 horas por dia, a Brigada Militar trabalha com indícios de que os fugitivos seguem na região. De acordo com o major Ferreira, a inteligência da Polícia Federal repassa informações que o bando está nas redondezas, portanto, a operação deve seguir.

— Temos reuniões diárias de avaliação. Por aqui, há muitas áreas abandonadas, galpões, estufas de fumo abandonadas em que eles podem se abrigar. Tanto estão, que um grupo veio tentar resgatá-los — comentou, relembrando o grupo que furou uma barreira policial em Cristal na última terça-feira (14).

Os locais das barreiras não são divulgadas, no entanto, sabe-se que elas estão espalhadas por uma área de cerca de 30 quilômetros, entre Dom Feliciano e Amaral Ferrador.

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