Saúde

RS tem mais de 1,2 mil casos de dengue confirmados em 2019

Em torno de 28% do total de casos são autóctones, ou seja, originários no território gaúcho
13/09/2019 - 15h59min Corrigir

Entre janeiro e agosto deste ano, foram notificados 3.756 casos de suspeita de dengue no Rio Grande do Sul. Mais de 1/3 deles foram confirmados: 1.278, no total. O que acende o alerta da Secretaria Estadual de Saúde (SES-RS) é que 1.069 deles, algo em torno de 28% do total, são casos autóctones, ou seja, adquiridos dentro do território gaúcho.

Segundo o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS/RS), isto não foi identificado nos primeiros oito meses do ano tanto em 2018 como em 2017. Desde 2016 não era registrado um caso autóctone até a semana 35.

No ano passado, por exemplo, apenas 20 casos foram confirmados, e todos foram importados. Em 2019, já são 43 cidades com, pelo menos, um caso confirmado da doença desenvolvido ali mesmo.

"Nos outros anos, não tivemos praticamente dengue aqui. Então, as pessoas imaginaram que tivesse acabado", afirma Lúcia Mardini, coordenadora da Vigilância Ambiental em Saúde. "A população fica esperando que alguém venha à sua casa resolver o problema. É uma questão muito séria. Precisa que todo mundo esteja atento. O mosquito é muito democrático: atinge bairros pouco organizados e outros muito organizados."

A maioria dos casos confirmados foi em Porto Alegre ou cidades da Região Metropolitana, como Canoas e Esteio. No entanto, municípios do norte, como Ijuí, Três Passos e Sarandi, tiveram altos índices da presença da doença.

Além disso, a SES destaca que 372 municípios gaúchos estão infestados pelo mosquito Aedes aegypti.

Mais da metade dos casos (51,8%), no entanto, foram descartados após exames em laboratórios. Outros 131 (3,5%) ainda estão sob investigação.

Por ser uma doença sazonal, este não é um período de pico da doença. Os casos de dengue costumam aumentar em meses mais quente, como entre novembro e maio. De qualquer maneira, o ano de 2019 já é o terceiro com mais casos notificados na década.

"A gente tem um aumento de casos na Região Sul, que é um fenômeno, o mosquito se aclimatando. Nenhuma cidade pode dizer que não vai ter", afirma o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Dicas para eliminar o mosquito

Os depósitos preferenciais para os ovos do Aedes aegypti são recipientes domiciliares com água parada ou até na parede destes, mesmo quando secos. Os principais exemplos são pneus, latas, vidros, cacos de garrafa, pratos de vasos, caixas d'água ou outros reservatórios. Por isso, é necessário:

  • tampar caixas d’água, toneis e latões
  • manter limpos os bebedouros de animais
  • guardar garrafas vazias com o gargalo para baixo
  • guardar pneus sob abrigos
  • manter desentupidos ralos, canos, calhas, toldos e marquises
  • não acumular água nos vasos de plantas
  • manter a piscina tratada durante todo o ano
  • colocar embalagens de vidro, lata e plástico em lixeiras fechadas.

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