Polícia

Suspeito é preso em Cachoeirinha durante operação que investiga empresa de criptomoedas

Segundo a polícia, homem preso tem ligação com sócios da empresa investigada e teria tentado obter informações antecipadas sobre medidas contra os diretores
03/12/2019 - 13h43min Corrigir

A Polícia Federal realizou, nesta terça-feira (3), a segunda fase da Operação Egypto, que investiga crimes de violação de sigilo funcional e organização criminosa. O grupo atuava sem a autorização do Banco Central em uma empresa de criptomoedas de Novo Hamburgo.

O mandado de prisão foi cumprido em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Outros três mandatos de busca e apreensão foram cumpridos em Porto Alegre e Cachoeirinha. Os policiais apreenderam celulares e documentos.

De acordo com a PF, a investigação indicou que um homem, ligado a sócios da empresa alvo da operação, teria tentado obter informações antecipadas sobre medidas contra os sócios da empresa. Ele teria recebido grandes quantidades de dinheiro por meio de transferências em nome de terceiros. 

Investigação 

O grupo captava recursos de terceiros, sem a autorização do Banco Central, e investia no mercado de criptomoedas, uma delas a bitcoin. Entenda abaixo como funciona a moeda.

O inquérito policial foi instaurado em janeiro de 2019. De acordo com a Polícia Federal, a empresa, com sede em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, tinha 55 mil clientes em 26 estados do Brasil. Cerca de 80% deles teriam investido até R$ 20 mil. O grupo prometia retorno de 15%, ao menos, no primeiro mês de aplicação.

A empresa não usava o dinheiro para a compra de criptomoedas, mas, sim, para investimentos convencionais, como de renda fixa, que rendiam menos de 1%.

Conforme a Receita Federal, uma das contas da empresa teria recebido créditos de mais de R$ 700 milhões entre agosto de 2018 e fevereiro de 2019. Destes, R$ 500 milhões estavam investidos em renda fixa.

Quinze pessoas investigadas respondem na Justiça Federal do Rio Grande do Sul por operarem na financeira clandestina. A 7ª Vara Federal de Porto Alegre recebeu, no total, 17 denúncias do Ministério Público Federal, em julho. Duas delas foram rejeitadas, porque o juízo entendeu que não foi atribuído nenhum delito ou conduta criminosa às rés.

Primeira fase da Operação

Agentes da Polícia Federal e da Receita Federal, com apoio de policiais civis, prenderam preventivamente 10 pessoas durante uma operação, em maio. Foram cumpridos ainda 25 mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, Novo Hamburgo, Esteio, Estância Velha e Campo Bom, além de Laguna e Florianópolis, em Santa Catarina, e em São Paulo.

A ação recolheu o total de R$ 1.154.489, além de US$ 31.953, 12.310 euros e 5.340 francos suíços, 36 veículos, 1 kg de pedras preciosas, joias, esmeraldas, relógios, bolsas e roupas de grife, entre elas, uma blusa feminina no valor de R$ 7 mil.

Os automóveis, com valores que chegam a R$ 500 mil, ocupam uma quadra inteira da sede da PF, em Porto Alegre.

Na época, a polícia bloqueou de ativos financeiros em nome de pessoas físicas e jurídicas, além de mais de 60 imóveis, um deles deles no valor de R$ 6 milhões, espalhados pelos estados do RS, SC, SP e RJ.

Os policiais descobriram ainda que os sócios da instituição financeira tinham alto ganho patrimonial, passando de menos de R$ 100 mil para dezenas de milhões de reais em cerca de um ano.

Além dos crimes de operação de instituição financeira sem autorização legal, gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira, lavagem de dinheiro e organização criminosa, o inquérito apura o envolvimento de pessoas que teriam tentado obter informações sigilosas da investigação e que foram identificadas.

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