Saúde

Janeiro Branco: precisamos falar sobre Saúde Mental

A virada do ano é vista como um ciclo que se fecha para que outro se abra
13/01/2020 - 08h14min Jornal Minuano Corrigir

A campanha Janeiro Branco iniciou em 2014, quando duas psicólogas de Uberlândia, Minas Gerais, inspiradas pelo Outubro Rosa, pensaram no primeiro mês do ano (que já é terapêutico por natureza), como o mês mais propício para uma reflexão sobre a saúde mental, considerando que é neste período, pós avaliação e feedback de 12 meses, que as pessoas estão mais introspectivas e conectadas às questões existenciais, após o balanço de suas vidas na virada do ano. A virada do ano é vista como um ciclo que se fecha para que outro se abra. Assim, já não é de hoje que as pessoas aproveitam a finalização de um ano para rever propósitos e a chegada de um novo ano para novas metas.

A proposta da campanha é uma maior conscientização sobre a importância da saúde mental, atuando também como prevenção. Nas primeiras edições, foram realizadas palestras, rodas de conversa, dinâmicas de grupo e intervenções urbanas em espaços públicos e privados das cidades que aderiram à campanha, no intuito de trazer à tona a reflexão de como está a saúde mental das pessoas. As psicólogas Fabiane Caillava e Sílvia Vargas, professoras da Urcamp, irão falar sobre esse tema na edição de hoje, do Minuano Saúde.

Conscientização sobre Saúde Mental

Inicialmente, as ações incluíram desde palestras-relâmpago em salas de espera de hospitais e escolas, até pontos de ônibus e restaurantes populares, passando pelas universidades, empresas, igrejas, praças e bancos. Também foi utilizada a mídia (tradicional e digital) para divulgar a campanha, o que fez com que a mesma atingisse uma abrangência nacional e internacional, com apoio de vários órgãos. Conforme as profissionais, a campanha se faz de suma importância neste momento em que nos deparamos com altas taxas de suicídio, depressão e ansiedade, só para citar algumas das problemáticas mais prevalentes. A campanha janeiro branco se propõe a uma psicoeducação, no sentido de promover a saúde mental, buscando diminuir o aumento dos transtornos mentais através da prevenção e valorizando a subjetividade humana. “É uma campanha gratuita, democrática, descentralizada, social, solidária, voluntária, inclusiva, laica, humanista, apartidária, transdisciplinar, colaborativa e caracterizada pela pluralidade e diversidade de temas”.

O curso de Psicologia da Urcamp não possui uma ação específica em relação à campanha no mês de janeiro, por ser um mês de férias acadêmicas, mas preocupa-se em planejar atividades de prevenção e promoção da saúde mental durante todo o ano, tais como o Projeto Pré-Natal Psicológico, Projeto da Casa da Menina, Projeto Humanização Hospitalar, Projeto de Orientação Vocacional, Oficina Sensorial (inclusão e empatia), ações dos Projetos Integradores focados em prevenção – estimulação cognitiva de idosos, esclarecimento sobre o uso de telas na infância, doe vida, inventário REC (rua-escola-casa) de vulnerabilidade social, protocolo de integração dos serviços de porta de entrada para atendimento de pacientes com tentativa de suicídio e palestras voltadas a comunidade, dentre outros.

Assim, sendo a Urcamp uma instituição comunitária referência na área da saúde na região, está sempre preocupada em atuar junto a comunidade no sentido de promoção e prevenção de saúde mental. É importante que todas as pessoas aprendam a cuidar de sua saúde mental, bem como daqueles com os quais convive e se relaciona. Quanto mais se fala sobre o assunto, mais esclarecidas e conscientes as pessoas se tornam para, assim, construir um mundo onde as diferenças sejam realmente respeitadas e aceitas.

Objetivos da campanha

1) Aproveitar o mês de janeiro como uma representação de (re)início para que haja um maior debate e, a partir daí, sejam planejadas ações de prevenção e promoção no âmbito da saúde mental;

2) Dar visibilidade para a importância das emoções e da saúde mental das pessoas;

3) Convidar as pessoas a (re)pensarem suas vidas, seus relacionamentos, suas prioridades, quais investimentos estão fazendo e se os mesmos representam o que realmente querem para si, como pensam a saúde mental nas suas vidas e na daqueles que a cercam;

4) Evidenciar a importância do combate ao adoecimento emocional, bem como de suas repercussões individuais e coletivas;

5) Contribuir para a disseminação da importância da saúde mental no contexto das políticas públicas para, assim, efetivar ações que promovam o bem-estar das pessoas.

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