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Casal que perdeu dois filhos por doença genética busca doador de medula para salvar caçula em Jaguarão

Vanessa e Valderes descobriram que os filhos tinham uma doença genética quando Madalena, a filha mais nova, estava quase nascendo
20/01/2020 - 16h03min Corrigir

Um casal de Jaguarão, na Fronteira Sul do estado, enfrenta há dez anos uma história de luta e sobrevivência. Após perderem dois filhos por uma doença genética, Vanessa da Silva Becker Cunha e Valderes da Silva Cunha buscam doadores de medula para salvar a caçula, Madalena.

A primeira filha do casal, Manu, morreu no Dia das Crianças, em 2010, com apenas 3 anos de idade. Eles ainda não sabiam que o motivo era a doença genética.

“A gente ficou com diagnóstico de uma imunodeficiência, uma coisa que poderia acontecer um caso em muitos e que não teria porque acontecer com a gente de novo”, diz Vanessa.

Depois de sete anos, o casal reuniu forças e decidiu ter mais um filho. Foi então que nasceu o Miguel, em 2018. “Ele nasceu perfeito. Tudo maravilhoso”, conta Vanessa. “Quando ele tinha seis meses a gente resolver fazer um check-up de exames, e em seguida eu já engravidei da Madalena”, completa.

Foi em 2019 que surgiram as preocupações com Miguel, que começou a apresentar problemas de saúde. “Foi um pesadelo, pois eu já estava para ganhar a Madalena, com quase 38 semanas de gestação. Tivemos que ir para Porto Alegre porque o Miguel adoeceu de novo. Então o médico começou a suspeitar que fosse uma doença genética”, diz Vanessa.

O pai Valderes foi chamado pelos médicos. “Eles me chamaram e disseram que o Miguelzinho não tinha mais volta. Que ele teve morte cerebral e estava sobrevivendo por maquinário”, conta.

Mas o casal tinha uma missão, porque a terceira filha Madalena acabava de nascer. Recentemente, os médicos descobriram o verdadeiro diagnóstico comum aos três, da Manu, do Miguel e agora da Madalena.

“Ele nos explicou que é uma doença genética. Que, no caso, eu e meu marido, juntos, acontece isso. Eu perguntei se os três era a mesma coisa e ele me disse que sim”, conta Vanessa.

O tratamento para a doença genética, segundo o casal, é o transplante de medula. Por isso, agora tudo que eles querem e precisam é encontrar uma medula óssea compatível para Madalena.

Com uma campanha iniciada pelo casal, o Hemocentro de Pelotas irá até Jaguarão para fazer a coleta do material de interessados. A lista de cadastro já conta com 100 pessoas querendo doar.

A coordenadora de enfermagem da Santa Casa de Jaguarão, Franciele Gonçalves, explica que quem fizer a coleta tem a possibilidade de entrar em um cadastro nacional de medula óssea. “Eles vão ajudar não só a Madalena, mas podemos achar compatibilidade com outras pessoas”, diz.

“A gente vai achar essa medula 100% compatível. Ela vai passar pelo transplante e vida normal pra ela e pra nós também”, desabafa Vanessa.

Como se tornar um doador de medula óssea:

Procure o hemocentro do seu estado e agende uma consulta;

São retirados 10 ml de sangue do candidato a doador;

Os dados pessoais e o tipo de compatibilidade são incluídos no Redome (cadastro nacional);

Quando houver um paciente com possível compatibilidade, o doador é consultado.

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