Geral

Sete anos da tragédia na Kiss

Governo do Estado prorroga por mais quatro anos a adequação de edificações públicas e privadas à Lei Kiss e familiares das vítimas e sobreviventes do incêndio cobram explicações
27/01/2020 - 08h04min Matheus Garcia / Blog do Juares Corrigir

Hoje, 27 de janeiro, marca sete anos do incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria, que vitimou 242 pessoas. Para lembrar o ocorrido, uma vigília em frente à tenda da Kiss, localizada no centro da cidade, teve início na sexta-feira (24) e contou com a presença de sobreviventes, familiares e amigos das vítimas. A programação se encerra na noite desta segunda-feira, na Praça Saldanha Marinho.

Durante as várias atividades in memória da tragédia, o presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), Flavio Silva, disse que emitiu uma carta aberta direcionada ao governador do Estado, Eduardo Leite, cobrando explicações a respeito da prorrogação da Lei Kiss. Para ele, o Estado não deveria tomar uma decisão que, segundo a carta, tem “justificativas estúpidas e assassinas contra a prevenção de vidas humanas”.

O decreto 54.942/19, publicado no Diário Oficial do Estado em 23 de dezembro de 2019, prevê a alteração na legislação que regulamenta a Lei Complementar 14.376/13, que trata sobre as normas de segurança, prevenção e proteção contra incêndio em construções e áreas de risco de incêndio. O prazo limite para adequação de empreendimentos públicos e privados à Lei Kiss foi estendido por mais quatro anos. Para as edificações de alto risco, como casas noturnas, não houve mudanças. 

O processo, que ainda está em andamento, apontou quatro culpados pelo incêndio: os sócios da boate, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, e os músicos da banda Gurizada Fandangueira, que se apresentava na Kiss naquela noite, Marcelo de Jesus dos Santos e Augusto Bonilha Leão. Os quatro podem responder por homicídio duplamente qualificado, sendo 242 de fato e 636 tentativas. Três deles serão julgados no dia 16 de março no Centro de Convenções da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Durante o show, os músicos utilizaram chuva de prata (uma espécie de fogos de artifício), que entrou em contato com o isolamento acústico irregular da boate, de material altamente inflamável e tóxico. O fogo se espalhou rapidamente e o local, com permissão para receber 700 pessoas, naquela noite, comportava 1.061. 

Com informações do jornal Correio do Povo

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