Saúde

Mesmo sem casos de coronavírus confirmados, procura por máscaras hospitalares aumenta no RS

Quatro casos suspeitos no estado são monitorados. Entre os hospitais, distribuição é conforme a necessidade
03/02/2020 - 08h16min Corrigir

O aumento da propagação do novo coronavírus 2019 n-CoV e os primeiros registros de suspeitas no Brasil e no estado fizeram com que a procura por prevenção aumentasse entre os gaúchos. A estimativa de crescimento na venda de máscaras hospitalares, embora não oficial, é compartilhada entre distribuidoras e redes de farmácias do Rio Grande do Sul. Já entre os hospitais, a demanda da peça é regular e a distribuição é feita mediante necessidade.

A Isaclin, empresa de produtos hospitalares, teve um aumento grande nas vendas nas duas últimas semanas. Segundo Rosiléia Kurtz, auxiliar administrativo da unidade de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foram mais de 100 caixas vendidas após o surgimento de casos suspeitos de coronavírus.

"São máscaras para quem tem problema respiratório, tuberculose, que estava no hospital ou fazendo tratamento. Agora, está vendendo mais para pessoa física, que está indo viajar ou para o aeroporto. E não só pra China, no geral", diz Rosiléia.

A procura de clientes mexe com o mercado, conforme o comerciante Eduardo Russowsky. Responsável pelo setor de vendas da Ortoponto, em Porto Alegre, ele assegura que a empresa está sem nenhum estoque de máscaras neste momento, já que os fabricantes e distribuidores encareceram o produto após o aumento na demanda.

"Os custos subiram bastante. Dobraram os valores", diz.

Ele justifica que itens como este não costumam faltar na loja. Porém, com a alta nos preços, precisou garimpar em importadoras para conseguir atender aos clientes desde a circulação da notícia. "Ninguém especifica o motivo, mas, no balcão, é nítido o aumento", descreve.

Nos hospitais, demanda é baixa

Por outro lado, nos hospitais públicos, unidades básicas de saúde e unidades de pronto atendimento, a procura é menor. A Secretaria de Saúde de Porto Alegre diz que este é um período de baixa circulação de vírus semelhantes devido à temperatura, o que diminui a procura de pacientes por atendimento em decorrência de problemas respiratórios.

De qualquer maneira, o Grupo Hospital Conceição, por exemplo, prepara os profissionais para o atendimento especializado e orienta os pacientes de hospitais e postos de saúde comunitária com cartazes.

As máscaras serão distribuídas gratuitamente, embora, neste momento, o aumento na procura não seja significativo. “Serão distribuídas a pacientes sintomáticos. Por enquanto, não há demanda”, justifica Francisco Zancan Paz, diretor técnico do Grupo Hospitalar Conceição.

RS teve caso descartado

O Rio Grande do Sul tem quatro casos de suspeita de coronavírus em investigação, segundo levantamento do Ministério da Saúde, divulgado neste domingo (2).

Conforme a Secretaria de Saúde do RS, trata-se de um casal, de Canoas, que esteve em Hong Kong e Macau, um homem de Novo Hamburgo que reside em Hong Kong e apresentou sintomas em visita a cidade, e uma criança, moradora de Morro Reuter, que esteve na China recentemente.

Três casos registrados foram descartados. No Brasil, são 16 casos investigados até o momento.

Os balanços do governo federal e das secretarias estaduais ou municipais podem ter números diferentes. Eventuais divergências ocorrem porque os boletins diários, que passarão a ser informados diariamente às 16h, se baseiam em informações coletadas até o meio-dia. Segundo o ministério, notificações enviadas após o meio-dia constarão no boletim do dia seguinte.

Mais de 300 pessoas morreram por causa da doença até agora —a maioria da província onde fica Wuhan, Hubei, na China. Mais de 14 mil pessoas foram infectadas.

Neste domingo, a primeira morte fora da China foi confirmada, o caso de um chinês, de 44 anos, que estava em Manila, na Filipinas. A Organização Mundial de Saúde declarou que a doença é emergência de saúde pública de interesse internacional.

 

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