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Após 18 dias internado, morre jovem espancado por quebrar cadeira em trailer no RS

Lucas Baroni, 25 anos, teve falência múltipla de órgãos devido aos ferimentos sofridos pelas agressões. Polícia investiga se caso é de lesão corporal seguida de morte ou homicídio
24/02/2020 - 14h26min Corrigir

Um jovem de 25 anos morreu no sábado (22), em Santana do Livramento, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, após ficar 18 dias internado. O garçom e organizador de festas Lucas Baroni foi espancado por pelo menos quatro pessoas no dia 4 de fevereiro.

Ele estava internado na Santa Casa com múltiplas fraturas, mas não resistiu e morreu.

"Ficou na UTI com o pulmão moído, várias quebraduras pela cabeça, nariz quebrado, mandíbula quebrada", diz o irmão, Felipe Baroni.

Conforme testemunhas, Lucas teria sido agredido após quebrar uma cadeira de um trailer de lanches localizado no lado uruguaio da Praça Internacional.

"Esse fato aconteceu no lado uruguaio, porém, os autores do crime são brasileiros. Foi instaurado inquérito aqui na delegacia e estamos trabalhando também para ouvir todo mundo, tipificar o crime e encaminhar", diz a delegada Giovana Muller.

Um amigo da vítima, que prefere não ser identificado, conta que ele quebrou a cadeira por acidente enquanto brincava com alguns cachorros de rua que vivem na praça e haviam se aproximado da mesa onde estavam. Um dos funcionários do trailer teria iniciado a briga mesmo após Lucas teria dito que pagaria pelo prejuízo

Testemunhas teriam relatado ao irmão de Lucas que, além do funcionário, pelo menos outros três homens teriam ajudado a espancar o jovem.

"Um deles deu um soco na nuca, ele desmaiou e ficou ali. Ficaram batendo nele. Covardia, né? Sem defesa nenhuma", revolta-se Felipe.

Lucas foi levado desmaiado para o Hospital Departamental de Rivera e, em seguida, transferido para a Santa Casa de Santana do Livramento. Apesar de o crime ter ocorrido no lado uruguaio, como a vítima e os suspeitos são brasileiros, o caso é investigado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

"Nós ainda vamos ter que verificar se foi tentativa de homicídio ou lesão corporal seguida de morte. O que nós temos é a autoria apurada", afirma a delegada.

Segundo Giovana, o advogado de um dos suspeitos procurou a polícia para se disponibilizar para esclarecimentos. Ele deve ser chamado para prestar depoimento. Até o momento, porém, ninguém foi preso.

"Até agora, não foi feito nada. Os agressores estão na rua, circulando, até em balada vão. E eu, enterrando meu irmão", protesta Felipe.

Lucas Baroni era o caçula de cinco irmãos e responsável pelos cuidados da mãe, com quem morava. Ele deixa um filho de 11 meses.

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