Polícia

Dois homens são indiciados por morte de adolescente de 15 anos em motel no RS

Segundo a polícia, eles vão responder por estupro de vulnerável, além de serem enquadrados no artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que proíbe fornecer bebidas alcoólicas e substâncias ilícitas para menor
10/03/2020 - 12h26min Corrigir

Dois homens foram indiciados pela morte de uma adolescente de 15 anos, em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O caso ocorreu no dia 13 de fevereiro, em um motel.

De acordo com a delegada Raquel Peixoto, os dois homens, de 29 anos, foram indiciados por estupro de vulnerável. “Porque ela estava completamente alcoolizada e sob substância entorpecente e não tinha condições de entender seus atos”, explicou a delegada.

Eles também foram enquadrados pelo artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que não permite fornecer bebidas alcoólicas e substâncias ilícitas para menor.

“Um deles consumou a relação e o outro, quando foi ter relações com ela, ela entrou em óbito, teve uma overdose”, disse a delegada.

Segundo a polícia, os homens chamaram a portaria do motel, que acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

No dia do crime, os suspeitos relataram ao delegado que atendeu a ocorrência, Rogério Baggio, que a adolescente havia marcado o encontro com eles por mensagens de celular.

“Eles foram buscar ela e uma amiga em Lomba Grande, mas quando chegaram, estava só ela”, disse o delegado no dia do caso.

As imagens das câmeras de segurança do motel, que fica localizado no bairro São Jorge, cerca de 200 metros da ERS-239, mostraram apenas uma pessoa, o motorista, entrando no local.

“Os homens confirmaram que chegando no local, a menina e um deles se esconderam no banco de trás”, afirmou Baggio.

Não havia marca de violência no corpo da vítima. “Apenas o nariz sangrava, consequência do uso de drogas”, relatou o delegado.

Os homens foram presos no dia da morte da adolescente, mas foram soltos pela Justiça no dia seguinte. A juíza Andréa Hoch Cenne entendeu que a polícia não apresentou indícios de que a jovem teria sido estuprada. Além disso, levou em consideração que os suspeitos chamaram socorro quando a adolescente passou mal, e que eles não possuem antecedentes criminais.

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