Política

Para o prefeito Ivo, governo de Cerro Grande do Sul pecou no enfrentamento da covid-19

Por conta de o município vizinho não adotar medidas enérgicas para conter o novo vírus, o chefe do Executivo camaquense acredita que isso possa afetar os demais
25/03/2020 - 18h12min Corrigir

Ainda dentro dos assuntos discutidos na coletiva de imprensa da tarde desta quarta-feira (25), o prefeito de Camaquã, Ivo de Lima Ferreira, teceu algumas críticas ao governo de Cerro Grande do Sul depois da confirmação do primeiro caso de covid-19 na região.

Segundo o prefeito, tanto o chefe do Executivo quanto a secretária de saúde do município vizinho pecaram na gestão de enfrentamento do novo coronavírus. Sem citar o nome de ninguém, Ivo disse que todos os municípios do Consórcio Intermunicipal da Região Centro Sul adotaram medidas inspiradas nos demais municípios do Brasil que já vinham enfrentando a doença, menos Cerro Grande do Sul.

Entre elas está o não fechamento do comércio. Para o prefeito Ivo, essa falta de ação afetou diretamente Camaquã, mas que também pode abranger os demais municípios do entorno.

Entenda:

Na tarde de ontem (24), um caso de coronavírus foi confirmado em Camaquã pela secretária de saúde do RS, Arita Bergmann. Porém, ao consultar a ficha técnica, a Secretaria Municipal de Saúde identificou que a paciente de 58 anos pertencia a Cerro Grande do Sul.

Ela só entrou para a estatística de caso confirmado em Camaquã porque as amostras de material foram coletadas aqui, uma vez que a mulher estava internada no Hospital Nossa Senhora Aparecida (HNSA). "Estamos muito preocupados que essa pessoa tenha espalhado o vírus por aqui, pois teve contato com muita gente no tempo em que esteve internada no hospital daqui", afirmou o prefeito.

Até agora, já foram descartados 10 casos suspeitos de covid-19 em Camaquã. Ainda faltam os resultados de mais quatro dos 19 que estavam sendo monitorados pela Secretaria Municipal de Saúde, mesmo que alguns deles não sejam naturais do município. "Estamos otimistas com os resultados. Com a força da comunidade, vamos vencer esse vírus", concluiu o chefe do executivo. Atualmente, são mais 62 pessoas que estão em investigação por terem apresentado sintomas ou convivido com pacientes suspeitos de estarem com a covid-19.

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