Política

“Não tenho medo de represália, não. Quando tiver que ter pulso firme, eu vou ter”, diz prefeito de Camaquã

Essa foi a fala de Ivo de Lima Ferreira sobre a fiscalização do comércio na quarentena, durante a coletiva de imprensa de hoje (26)
26/03/2020 - 20h19min Corrigir

No pronunciamento da tarde desta quarta-feira (26), o prefeito de Camaquã, Ivo de Lima Ferreira, disse que continuará sendo rígido na fiscalização dos comércios camaquenses neste período de quarentena que, a princípio, durará até a próxima sexta-feira (3). “É uma determinação dos órgãos de saúde. Nós não queríamos fechar nenhum comércio, mas as pessoas abusam. Baixam a porta e colocam os funcionários a trabalharem internamente, saem a distribuir de caminhão. A gente sabe de casos que foram distribuir em Arambaré. Então, tem horas que tem que ter pulso firme”, afirmou ele.

O chefe do Executivo seguiu dizendo que pediu a colaboração da população, incluindo os comerciantes, mas que não houve o cumprimento dos decretos publicados para frear a propagação do novo coronavírus. “Chegou uma hora que precisou endurecer a fiscalização. Foram 18 (estabelecimentos interditados) ontem, com alvará recolhido e essas empresas vão ter que passar por um processo burocrático para voltar a trabalhar. Não vai ser eu decretar a reabertura do comércio e eles simplesmente saírem funcionando. Primeiro que a nota (fiscal) deles vai ser cancelada na prefeitura”, disse Ivo.

Durante sua fala, o prefeito afirmou que ainda não foi tratado como funcionará o processo de reabertura desses estabelecimentos que infringiram o decreto de nº 23.287, mas que todas essas medidas enérgicas estão sendo tomadas pensando na saúde pública e na vida da população camaquense. “Se nós não fizermos agora, não adianta deixar para amanhã. Tem que ser agora. A gente pediu, orientou e não adiantou. Todos os lugares que foram fiscalizados vieram através de denúncia. Primeiro se notificou, mas houve incidência, deu no que deu... Parece que até uma prisão ocorreu ontem (25)”, completou o parlamentar.

Segundo Ivo, se essas empresas burlarem mais uma vez o decreto, haverá prisões para que sejam respeitados os decretos, mas somente caso aconteça alguma outra denúncia. “Essa é a hora de somar todos juntos e não de dividir. Eu não estou pedindo para mim, mas ajudem Camaquã”. “São medidas duras, eu sei, só que necessárias para sairmos sem nenhuma epidemia no nosso município e é para isso que estamos trabalhando”, salientou. 

“Peço desculpas para esses empresários que sofreram essa repressão, mas eles não cooperaram conosco. Nos ajudem! Não estamos aqui para perseguir ninguém, só que nós temos uma missão. E a que me foi dada, através do voto popular, eu vou cumprir. Sou muito do diálogo, mas do pulso firme também e vou ser assim até o fim do meu mandato". concluiu o prefeito.

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