Saúde

Médicos do Moinhos de Vento e de Nova York debatem formas de tratar a covid-19 em pacientes cardíacos

Profissionais que atuam no atual epicentro da doença apresentaram casos e resultados que obtiveram com diferentes tratamentos
16/04/2020 - 18h49min Moinhos Critério Corrigir

Receber todos os pacientes como potencialmente positivos para covid-19 foi uma das rotinas adotadas em um hospital de Nova York. Para preservar equipes médicas e reduzir as infecções, a iniciativa estabelece que equipamentos de proteção individual sejam usados por todos os colaboradores, independentemente da função. Além disso, permite pensar as possibilidades de tratamento e dar uma resposta mais rápida após a confirmação.

A ação foi detalhada pelo diretor de Cardiologia Intervencionista do Centro Médico Montefiore, Mohamed Azeem Latib, durante a live webinar A Experiência de Nova York: covid-19 e Doenças Cardiovasculares. Promovido pelo Hospital Moinhos de Vento, o evento ocorreu na tarde desta quinta-feira (16). O especialista foi acompanhado por dois colegas que atuam em Nova York – o professor da Faculdade de Medicina Albert Einstein, João Fontes, e o cardiologista do Montefiore, Miguel Alvarez. Foram apresentados casos clínicos de pacientes com problemas cardíacos e como foram tratados para covid-19.

Além dos três profissionais que estão atuando em Nova York, o debate envolveu três médicos do Hospital Moinhos de Vento: o superintendente médico, Luiz Antonio Nasi, a chefe do Serviço de Cardiologia, Cirurgia Vascular e Cardíaca do Hospital Moinhos de Vento, Carisi Anne Polanczyk, e o coordenador da Unidade de Arritmia e Eletrofisiologia, Leandro Zimerman. O encontro buscou antecipar ciclos e compartilhar conhecimentos com profissionais que estão vivendo etapas mais avançadas da pandemia da COVID-19.

Para Carisi, a importância desta troca é a oportunidade de aprender e observar a evolução desses casos em tempo real, na medida em que estão acontecendo. “A gente precisa dessas experiências para trazer isso dinamicamente para a nossa realidade. Na medicina, estamos muito acostumados a ler artigos, esperar estudos, que levam meses ou anos para serem realizados e publicados. Nessa pandemia, são horas, no máximo dias de diferença entre acontecer lá e aqui”, destaca. 

A experiência de Nova York

O médico João Fontes mostrou algumas curvas que ilustram o que está acontecendo no Centro Médico Montefiore e em Nova York. Segundo ele, a doença parece ter atingido o seu pico e agora a situação começa a estabilizar. Entre as medidas que podem estar contribuindo para isso, na opinião dele, estão a ampliação da capacidade dos hospitais em 50%, a abertura de onze novas UTIs e o recrutamento de 38 equipes para tratar exclusivamente de pacientes com covid-19. O especialista também destacou a realização de testes em massa, o uso da telemedicina e as pesquisas com diversos medicamentos diferentes. 

Casos clínicos

Entre os casos clínicos apresentados estava o primeiro infectado com o Sars-CoV-2 a chegar ao hospital: um paciente com uma inflamação no coração provocada pelo novo coronavírus, mas com os resultados dos primeiros exames negativos. A confirmação saiu dias depois. O outro foi uma aparente situação de infarto que, mais tarde, acabou sendo identificada como decorrência da covid-19.

Ao observar as situações apresentadas, Luiz Antonio Nasi chamou a atenção para o aumento, em Nova York, no número de infartos sem nenhuma obstrução das coronárias relacionadas a coágulos nas artérias, além das inflamações no coração. Ele ressaltou a importância de os hospitais brasileiros terem essa informação antecipadamente para preparar as equipes que tratam pacientes cardíacos para atuar nesses casos.

MAIS NOTÍCIAS

SUPER SÃO JOSÉ
ELETRO CLIC
RÁDIO SÃO JOSÉ
FUNERÁRIA CAMAQUENSE
OLIDATA
ROGÉRIO CALÇADOS
FUNERÁRIA BOM PASTOR
GRUPO WHATSAPP
ADRIANO CONRADO
LAVAGEM FERNANDES
ART MÓVEIS
Tocando agora: Relembre bons momentos
Diminuir/Aumentar Fonte: Fonte: A - A +