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“Respeito o STF e o Congresso, mas tenho opinião”, afirma o presidente

Bolsonaro afirmou que as pautas das manifestações de domingo foram “povo na rua, dia do Exército e volta ao trabalho” e pediu "liberdade de expressão"
20/04/2020 - 10h45min Corrigir

Na manhã seguinte em que discursou em ato que pedia intervenção militar, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que respeita o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional, mas “tem opinião”. Demonstrando preocupação com a economia, com o desemprego e a “falta de alimentos na geladeira do povo”, Bolsonaro negou a intenção de fechar os dois expoentes do Poder Judiciário e Legislativo, após um militante gritar para ele tomar a atitude. Ao afirmar que integrantes do governo têm que seguir as diretrizes que ele propõe devem trocar de barco, acabou sendo interrompido pelo cidadão.

“Feche o Supremo e o...”, gritou um apoiador. “Sem essa conversa de fechar. Aqui não tem que fechar nada, dá licença aí! Aqui é democracia, aqui é respeito à Constituição Brasileira. E aqui é minha casa e é a tua casa. Então, peço, por favor, que não se fale isso aqui. Supremo aberto, transparente. Congresso aberto e transparente (...). Respeito o Supremo e o Congresso, mas tenho opinião”, afirmou o presidente.

Ao ser questionado sobre os pedidos de um novo Ato Institucional Número Cinco (AI-5), dezessete grandes decretos emitidos pela ditadura militar nos anos que se seguiram ao golpe de estado de 1964, Bolsonaro pediu “liberdade de expressão.

“O AI-5 o pessoal pede desde 68. (...) Eu falei que ia responder e não quero papo com vocês (jornalistas). Todo e qualquer movimento tem infiltrados e tem gente que tem a sua liberdade de expressão. Respeitem a liberdade de expressão. No meu discurso de dois minutos, não falei nada contra qualquer outro poder, muito pelo contrário. O povo quer voltar ao trabalho. (...) o que depender do presidente Jair Bolsonaro, democracia e liberdade acima de tudo”, declarou o chefe do Executivo.

Na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada, logo que chegou ao local reservado aos jornalistas, o presidente afirmou “quem vai falar sou eu, que não quiser ouvir, está dispensado”. Na sequência, revelou as preocupações que vem tendo com a pandemia da Covid-19 no Brasil.

“Vou tratar de dois problemas simultaneamente: o vírus e o desemprego. A situação econômica está se agravando. Cada ponto percentual do desemprego ou da queda dos índices econômico as consequências são a violência, o caos, são mortes, fome, desgraça e tudo que está aí. Tudo que é feito com excesso. Essas medidas restritivas em alguns estados, foram excessivas e não atingiram seu objetivo. Aproximadamente 70% da população será contaminada. Não dá para fugir disso”, declarou.

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