Educação

Governo do RS prepara retorno gradual para escolas e confirma aulas remotas em junho

Planejamento projeta volta integral de todos os níveis de ensino apenas em setembro
27/05/2020 - 22h51min Corrigir

O governador Eduardo Leite anunciou, nesta quarta-feira (27), que o retorno das atividades escolares no Rio Grande do Sul irá ocorrer de forma remota a partir do dia 1º de junho para as instituições públicas e privadas de ensino. As aulas estavam suspensas desde 13 de março, embora muitas instituições privadas já atuem com essa modalidade de ensino à distância. A regulamentação será publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) até esta sexta-feira (29).

Como já havia sido antecipado pelo chefe do Estado, o modelo de retomada irá ocorrer por etapas. Entre cada fase haverá um período de 15 dias que, segundo Leite, servirá para analisar a fase anterior. As orientações anunciadas hoje, com a participação do secretário de Educação Faisal Karam e da secretária de Planejamento Leany Lemos, fazem parte da "Etapa 1" do planejamento do governo do Estado.

A plataforma escolhida para a aplicação das atividades remotas é a "Google for Education". Conforme Karam, serão criadas em torno de 37 mil salas de aula virtuais. O secretário explicou que o novo formato contará com sala de professores virtual e recreio virtual "para que os colegas possam se encontrar".

Um protocolo de saúde específico para o retorno das aulas está sendo organizado pelo governo do RS para entrar em vigor quando as aulas presenciais iniciarem. Conforme o governador, elas retornam "mais adiante", e a "Etapa 2" deverá ser anunciada no dia 15 de junho, com atividades a partir de 1º de julho. Nesta fase, conforme explicou o governador, devem retornar as atividades práticas existentes no ensino superior, como as de laboratórios. Também voltam a ser presenciais o calendário acadêmico de pesquisas e estágios superiores.

As atividades que devem integrar a "Etapa 3" ainda não estão definidas. Entretanto, o governo do RS trabalha com alguns cenários possíveis. Um deles é retorno prioritário das aulas presenciais nas escolas de ensino infantil. Um segundo cenário seria o retorno do ensino infantil junto ao ensino fundamental.

Durante a participação na videoconferência, a secretária estadual de Planejamento Leany Lemos destacou a importância e a complexidade do retorno das crianças às escolas. Segundo ela, 80% dos inscritos no Cadastro Único do RS são mães solteiras. "Sempre olhando a curva da pandemia, sempre nos guiando por ela. Mas também olhando para toda essa complexidade", apontou.

A volta prioritária do ensino médio também não está descartada dos possíveis cenários, que serão definidos de acordo com a análise do controle da pandemia no Estado. Independente da escolha, Eduardo Leite ressaltou que orienta que "as crianças permanecem em casa", caso possível, mesmo com o retorno da rede infantil de ensino. De acordo com o planejamento do governo, o retorno integral de todos os níveis de ensino deve ocorrer apenas no mês de setembro.

Para a tomada de cada decisão, o governo considera a capacidade de autocuidado do educando, o uso de aulas não presenciais, o número de alunos por turma, os recursos financeiros necessários para a adoção de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Além disso, também é analisado a complexidade do uso do transporte escolar, da circulação de pais e alunos nas escolas, a logística de refeitórios, a situação em que pais e alunos decidem apenas manter o ensino domiciliar, protocolos de saúde, sala de isolamento na escola para alunos que apresentem sintomas. 

O novo método deve obedecer aos protocolos do Distanciamento Controlado do governo estadual e aos protocolos específicos que serão publicados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Além disso, um Comitê de Emergência será instalado nas escolas para monitoramento da execução dos protocolos de saúde.

Confira as etapas

Etapa 1 – 1º de junho

A primeira etapa está prevista para começar em 1º de junho e envolve apenas o ensino remoto, tanto na rede pública como na rede privada. O ensino remoto será na modalidade híbrida, com uso de tecnologia e com a disponibilização de materiais aos pais e responsáveis com dificuldade de acesso via internet. As aulas remotas são prioridade do plano de retomada e alicerce fundamental do modelo híbrido que será implementado.

Na rede pública, as aulas serão oferecidas com o apoio da plataforma Classroom, do Google for Education, e envolve o espelhamento de mais de 37 mil turmas, ou seja, criar no ambiente virtual espaços correspondentes para todas as turmas. Além disso, serão criados mais de 300 mil ambientes virtuais/componentes/disciplinas, ofertadas mais de mil turmas preparatórias para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e organizados 2,5 mil pátios para recreio virtual (espaço de integração entre os alunos para que possam conversar e trocar experiências). Também estão previstos criação de salas de professores, serviços de orientação educacional e de coordenação pedagógica virtual.

Etapa 2 – 15 de junho

Para a segunda etapa, cujo início será em 15 de junho, estão previstas atividades de Ensino Superior, Pós-Graduação e Ensino Técnico Subsequente. A retomada será restrita ao estágio curricular obrigatório e às atividades práticas de ensino essenciais à conclusão de cursos, de pesquisa e em laboratórios. A estimativa é de que 41 mil alunos retornem às aulas nesta etapa.

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