Economia

Tabaco registra aumento nas exportações no mês de junho

Graças a uma elevação nos embarques para Bélgica e Paraguai, o segmento teve uma elevação de 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado
10/07/2020 - 11h58min Gazeta do Sul Corrigir

Carro-chefe da economia do Vale do Rio Pardo, o tabaco foi um dos poucos setores da indústria gaúcha que registraram aumento nas exportações no mês de junho, segundo números divulgados pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). Graças a uma elevação nos embarques para Bélgica e Paraguai, o segmento teve um aumento de 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

As vendas externas, porém, caíram em 21 dos 25 setores pesquisados pela entidade no mês passado. Dos principais setores, o de veículos automotores (-59,9%) ainda é o que mais sofre, seguido de couro e calçados (-37,7%) e celulose e papel (-33,7%). Foi a nona queda seguida nos embarques do Estado. Em contrapartida, o setor de alimentos, por exemplo, ajudou a conter o recuo, com elevação de 23,3%, sustentado pela demanda chinesa, que em junho subiu 169,3%. Carne bovina e carne suína foram, respectivamente, os principais produtos exportados.

No acumulado do primeiro semestre, o tombo nas exportações gaúchas foi de 22,3%, o que é efeito direto da pandemia do novo coronavírus. “A redução nas compras de nossos produtos por parte de parceiros comerciais importantes, como Estados Unidos e Argentina, começou ainda no ano passado, mas se intensificou com a pandemia. A recuperação está associada à retomada por parte desses países, como já começa a ocorrer com a China, que, superado o impacto inicial da crise do coronavírus, aumentou as compras de produtos gaúchos”, afirma o presidente da Fiergs, Gilberto Petry.

Pelo lado das importações, o Estado adquiriu US$ 655 milhões em mercadorias, com queda de 18,6% ante junho do ano passado. No mês, todas as categorias econômicas sofreram nova queda, com exceção de combustíveis e lubrificantes, que registrou elevação de 44,7%. No acumulado do ano, o Estado importou US$ 3,3 bilhões, representando uma queda de 23,7% em relação ao mesmo período de 2019.

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