Saúde

Maior foco de contaminação da covid-19 em Camaquã é doméstico, afirma Executivo

Aglomerações em festas e jantas particulares, além de celebrações religiosas com número excedente de pessoas em algumas igrejas e templos estão sendo os maiores problemas da fiscalização da prefeitura. Prefeito Ivo afirmou que vai apertar a vigilância
06/08/2020 - 11h11min Corrigir

Durante a videoconferência promovida pela Prefeitura de Camaquã, na tarde dessa quarta-feira (5), para detalhar à população sobre a criação da Microrregião Guaíba no mapa do Distanciamento Controlado, o procurador-chefe do município, Fabiano Ribeiro, afirmou que a maior parte dos casos positivos que surgiram no município tem foco doméstico. Ou seja, são provenientes das aglomerações em casa, organização de jantas e festas particulares.

O procurador disse que até mesmo celebrações religiosas estão apresentando problemas para a fiscalização, já que elas vêm acontecendo no município com número excedente de pessoas dentro de algumas igrejas e templos, inclusive tendo casos de reincidência. Celebrações religiosas em municípios classificados na bandeira vermelha estão permitidas a acontecer de forma presencial com até 30 pessoas.

Ribeiro salientou que o alto número de contaminados em Camaquã, assim como está acontecendo em Guaíba, pode influenciar na classificação da nova microrregião no Distanciamento Controlado. O procurador lembrou que a pandemia está londe do fim e também que os municípios da nova área Covid são de pequeno ou médio portes e um colapso no atendimento em saúde da região prejudicaria ainda mais os comércios, causando impactos finaceiros severos.

A criação da microrregião, composta por municípios da Costa Doce e Região Carbonífera, foi celebrada pelo prefeito Ivo. "Nós se (nos) desvinculamos de uma região que ficou ainda dois milhões e quinhentos mil habitantes, que é essa macrorregião que pega a grande Porto Alegre e o litoral", reforçou. O gestor também lembrou das cinco semanas consecutivas que Camaquã ficou classificado em região de alto risco de contágio da covid-19 e teve que manter seus comércios fechados.

No decorrer da videoconferêcia, além de atualizar os casos da covid-19 em Camaquã, o secretário da Saúde, Fabiano Martins, falou das ações que a Secretaria da Saúde está planejando para frear o avanço da covid. Martins afirmou que o município também vai investir na testagem em massa da população, mas que o Estado não está mais enviando testes, além de haver uma grande demora na emissão dos resultados dos testes RT-PCR por parte do Laboratório Central do Estado (Lacen/RS). Por isso, o Executivo está providenciando a compra de uma grande remessa de testes para que essa testagem seja ampliada no município e o tempo de espera pelo resultado seja diminuído.

Finalizando, Ivo pediu a colaboração dos comerciantes após essa possível reabertura sinalizada para os próximos dias, além de reforçar que a pandemia está em seu maior ápice em Camaquã. "Parece que a população perdeu o medo. [...] O vírus tá aí, circulando comunitário, fortemente na nossa cidade e na nossa região", disse. Ivo afirmou ainda que vai acirrar mais a fiscalização junto aos órgãos de segurança para evitar as aglomerações e impedir que o comércio "pague mais por uma conta que não era dele". "Se o governador nos der essa oportunidade de poder flexibilizar alguma coisa, nós queremos dar a oportunidade para o comércio varejista poder trabalhar um pouco, nem que nós temos (tenhamos) que restringir outros comércios, mesmo que seja essencial", salientou. "Nós aqui de Camaquã, juntamente com a Polícia Civil e a Brigada Militar, vamos pegar pesado mesmo porque nós temos que dar uma resposta para o nosso comércio aqui da região", completou o prefeito.

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