Educação

"Eu, se tivesse filho para mandar para o colégio, esse ano eu não mandaria mais", afirma Rafaeli

Prefeito de Tapes e presidente do Consórcio Intermunicipal Centro-Sul destacou sua posição contrária ao retorno híbrido das aulas a partir do fim do mês, proposto pelo governo do Estado
13/08/2020 - 09h40min Corrigir

O prefeito de Tapes e presidente do Consórcio Intermunicipal Centro-Sul, Silvio Rafaeli, se posicionou contrário ao retorno gradual das aulas presenciais no Rio Grande do Sul. Rafaeli utilizou sua conta pessoal no Facebook para falar sobre o tema, através de um vídeo publicado na noite de ontem (12). Na terça-feira (11), o governo do Estado lançou a proposta de retomada do ensino público de forma híbrida somente nas regiões que estiverem em bandeira amarela e laranja a partir de 31 de agosto, em um calendário escalonado até 8 de outubro.

Para o gestor, a proposta apresentada pelo governador Eduardo Leite e debatida em reunião juntamente com a Famurs se assemelha ao modelo de gestão compartilhada do Distanciamento Controlado, e não condiz com a realidade atual da pandemia no Estado. "Só que nós que vimos o que está acontecendo no mundo, onde quem voltou às aulas, voltou os surtos, é temerário neste momento voltar os nossos alunos para as salas de aula", salientou. 

Rafaeli destacou também que vários pontos do Decreto Estadual divergem com essa possível retomada das atividades escolares. "Como fazer o transporte em 50% da capacidade dos alunos do interior? Então, no lugar de uma linha, teríamos que ter duas linhas. Como ter 50% da capacidade de uma sala de aula? Em uma aula normal teríamos que ter duas salas de aula. E os profissionais, como contrataríamos?", questionou. 

O parlamentar defendeu que o governo irá gastar muito com a aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para serem usados pelos alunos, professores e demais profissionais, além de materiais de higiene e contratação de funcionários para a higienização e desinfecção das escolas (são R$ 270 milhões de investimento) em um momento que falta apenas quatro meses para o término do ano letivo. "Para preservar a vida, para nós termos aí uma necessidade de quê? De voltarmos correndo às aulas para as crianças serem vetores de contaminação? Porque vão se misturar 10 famílias diferentes em uma sala de aula. E as crianças, a gente consegue segurá-los, talvez, por 10 minutos sem contato com o coleguinha. Então, ficam essas preocupações e eu repasso isso a todos, para a comunidade. Eu, se tivesse filho para mandar para o colégio, esse ano eu não mandaria mais", declarou Rafaeli.

O prefeito acredita que este recurso financeiro deveria permanecer em caixa no Piratini para ser investido em uma retomada no ano que vem, "talvez com vacina". Rafaeli também apoiou que o tempo até dezembro não interferirá no aprendizado dos alunos ou aprimorar o que está sendo ensinado de forma remota, via internet. Durante a reunião com o governo do Estado, ele defendeu ainda o aperfeiçoamento do ensino técnico-profissionalizante para os alunos do Ensino Médio, a fim de que os estudantes possam idealizar uma profissão antes de ingressar na universidade. Por fim, Rafaeli pontuou que a maioria dos prefeitos da região compactuam da mesma opinião. "Essa foi a nossa participação, da nossa região, que tirou posição, inclusive com os prefeitos, e a grande maioria é contra a volta às aulas nesse momento. Esse momento delicado que vivemos na logística de saúde".

Asssita ao vídeo:

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