Educação

Escolas municipais de Camaquã não terão aulas presenciais pelo menos até o final de 2020

Atividades remotas permanecerão sendo aplicadas para o término do ano letivo, afirmou Secretaria Municipal de Educação
10/09/2020 - 16h00min Corrigir

A rede municipal de ensino de Camaquã optou por não seguir o calendário proposto pelo governo do Estado para a volta escalonada das aulas presenciais. Com isso, as atividades nas escolas que pertencem ao município não deverão retornar em 2020. O anúncio foi feito por meio de uma live promovida pela Secretaria Municipal de Educação (SME), com a participação do secretário Nelson Egon Geiger Filho, da presidente do Conselho Municipal de Educação, Letiane Lemes Nobre, e da coordenadora pedagógica da SME, Jaqueline Santos, além de membros da imprensa. 

De acordo com o secretário municipal da Educação, a decisão foi tomada após reuniões com o prefeito Ivo de Lima Ferreira e os demais gestores da região e a Federação das Associações dos Municípios do RS (Famurs), onde foi analisado o cenário da pandemia de covid-19. Geiger Filho destacou que o momento atual ainda não transmite segurança para este retorno às escolas. As atividades permanecerão de maneira remota, através de um planejamento mensal, distribuindo materiais pedagógicos digitais e impressos, levando em conta também as condições socioeconômicas do aluno.

O calendário escolar com as atividades remotas no município deverá atender a flexibilização autorizada pelo Conselho Nacional de Educação que desobriga o cumprimento dos 200 dias letivos, mas que determina a conclusão das 800 horas-aula determinadas para concluir o ano letivo, que acabou sendo divididos em dois semestres. Segundo Geiger Filho, o primeiro semestre de 2020 será encerrado nos próximos dias e o segundo começará ainda este mês e sem data fixa para terminar. 

"Tudo o que está sendo feito, está sendo feito pensando, primeiramente, na saúde. A pandemia veio de uma forma muito forte e a gente priorizou a vida, a gente priorizou a saúde. [...] Vai haver uma lacuna? Vai haver uma falta de conteúdo? Vai! A pandemia veio e ela atingiu todos os setores. Todos os setores tiveram algum prejuízo. Não vai ser o aluno, não vai ser a educação que também não vai ter um prejuízo neste período", disse o gestor. 

O Centro de Operações de Emergência Municipal (COE) tem atribuições para determinar as atividades das redes municipal e privada de ensino, incluindo universidades particulares. Para o retorno das aulas nas escolas e faculdades privadas, as instituições de ensino deverão criar um COE local e determinar um plano de contingência sanitário que deverá ser submetido até cinco dias antes da data orientada pelo Estado para o retorno de cada rede de ensino e respeitar os protocolos da Portaria Conjunta criada pelas secretarias municipais da Saúde e Educação. O COE deverá analisar e aceitar o plano antes da retomada das atividades presenciais. No entanto, o secretrário sinalizou o retorno das aulas presenciais nessas instituições dentro do prazo estipulado pelo governador Eduardo Leite.

De acordo com o calendário proposto pelo governo do Estado, o Ensino Fundamental está autorizado a retornar a partir de 8 de outubro (anos finais) e 12 de novembro (anos iniciais). Já o Ensino Médio e Ensinos Técnico e Superior têm data de retorno programada para 21 de setembro. Em Camaquã, foram cerca de 17 dias de aulas nas escolas, mas que foram interrompidos pelo afastamento e isolamento social determinado pelos gestores públicos e órgãos de saúde. As atividades escolares foram suspensas em 16 de março no município.

Assista à live

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