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Morre voluntário brasileiro que participava dos testes da vacina de Oxford

Segundo a Anvisa, o jovem de 28 anos, que era médico, teria morrido em decorrência da covid-19
21/10/2020 - 15h02min Corrigir

Um brasileiro de 28 anos, que estava atuando como voluntário dos testes da vacina de Oxford, morreu na última quinta-feira (15), em decorrência da covid-19. O caso foi comunicado na segunda-feira (19) à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca, desenvolvedores da vacina. As informações foram trazidas pelo site do jornal O Globo nesta quarta-feira (21).

Não há detalhes se João Pedro Feitosa, que era médico recém-formado, teria tomado o imunizante ou o placebo e se a morte tem relação com os efeitos da vacina. Todavia, de acordo com O Globo, a avaliação prévia é de o brasileiro não teria morrido em razão disso.

As informações dão conta de que João Pedro atuava na linha de frente no combate ao coronavírus em um hospital privado e em outro da rede municipal, ambos na zona norte do Rio de Janeiro, cidade onde ele nasceu. O médico teria recebido uma dose, que poderia ser da vacina ou não, no fim de julho. João Pedro ficou doente em setembro e seu quadro se agravou. 

Conforme os especialistas ouvidos pelo O Globo, há três hipóteses para a morte do voluntário. A primeira é que ele pertencia ao grupo placebo, aquele que recebeu uma vacina de meningite e não o imunizante contra a covid-19. A segunda possibilidade é que ele tenha tomado uma dose, mas esta não tenha sido suficiente para protegê-lo — uma segunda dose estava sendo dada aos voluntários para reforçar a proteção. A terceira hipótese é que ele não foi protegido e a covid-19 tenha sido agravada por um fenômeno conhecido como amplificação dependente de anticorpos.

Em nota, a Anvisa ressaltou que o processo permanece em avaliação e que continuará cumprindo sua “missão institucional de proteger a saúde da população brasileira”.

Testes no Brasil

A vacina, chamada de ChAdOx1 ou AZD1222, está sendo testada no Brasil desde meados de julho, com cerca de 10 mil pessoas — em torno de 8 mil já receberam pelo menos uma das duas doses.

O estudo global chegou a ser interrompido em 6 de setembro devido a uma reação controversa grave em uma voluntária no Reino Unido, mas foi retomado três dias depois no mundo todo, exceto nos Estados Unidos.

O Ministério da Saúde fechou um acordo de R$ 2 bilhões com a AstraZeneca, em agosto, para compra de doses e transferência de tecnologia para a Fiocruz. O objetivo é garantir cerca de 100 milhões de doses até a metade do ano que vem, plano que pode ser afetado se o estudo tiver outro atraso.

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