Saúde

Voluntário brasileiro que participava dos testes de Oxford tomou placebo e não a vacina, afirma emissora de TV

João Pedro Feitosa, de 28 anos, era recém-formado em Medicina, e estava na linha de frente no combate ao novo coronavírus em dois hospitais do RJ
22/10/2020 - 09h34min Corrigir

O médico brasileiro que atuava como voluntário em testes da vacina de Oxford contra a covid-19 e que teve a morte confirmada nessa quarta-feira (21) não recebeu a dose do imunizante e sim o de placebo (substância sem relação com o objeto de estudo). As informações foram divulgadas por fontes da TV Globo e anunciadas na edição de ontem do Jornal Nacional.

João Pedro Feitosa, de 28 anos, era recém-formado em Medicina, e estava na linha de frente no combate ao novo coronavírus em dois hospitais da zona norte do Rio de Janeiro, cidade onde nasceu. Há informações também de que ele chegou a atender em um hospital de campanha. O médico teria começado a participar dos testes da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, em parceira com o laboratório AstraZeneca, em meados de julho. João Pedro acabou contraindo covid-19 em setembro e seu quadro de saúde se agravou.

O profissional faleceu na quinta-feira (15) da semana passada, em decorrência de complicações causadas pelo novo coronavírus. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) só foi informada da morte na segunda-feira (19).

O laboratório AstraZeneca e a Universidade de Oxford não divulgaram mais detalhes do caso, alegando cláusulas de sigilo. Após avaliação de comitê independente, os testes da vacina não foram suspensos.

Os desenvolvedores afirmam que comitê não viu preocupações de segurança relacionadas ao caso. Já a Anvisa disse que processo permanece em avaliação, mas não determinou suspensão do estudo. 

Testes no Brasil

A vacina, chamada de ChAdOx1 ou AZD1222, está sendo testada no Brasil desde meados de julho, com cerca de 10 mil pessoas — em torno de 8 mil já receberam pelo menos uma das duas doses.

O estudo global chegou a ser interrompido em 6 de setembro devido a uma reação controversa grave em uma voluntária no Reino Unido, mas foi retomado três dias depois no mundo todo, exceto nos Estados Unidos.

O Ministério da Saúde fechou um acordo de R$ 2 bilhões com a AstraZeneca, em agosto, para compra de doses e transferência de tecnologia para a Fiocruz. O objetivo é garantir cerca de 100 milhões de doses até a metade do ano que vem, plano que pode ser afetado se o estudo tiver outro atraso.

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