Esportes

Como as mudanças no calendário afetaram o futebol

A pandemia também modificou a nossa relação com o esporte mais praticado no mundo
17/11/2020 - 16h57min Corrigir

A pandemia causada pela covid-19 mudou as nossas vidas, nossa rotina e o modo como interagimos com outras pessoas. A maior crise sanitária e humanitária do século XXI já matou mais de um milhão e 300 mil pessoas em todo o mundo, além de ter infectado um número superior a 55 milhões e 350 mil pessoas.

Além de todo o caos e dificuldades que enfrentamos em 2020, o coronavírus também transformou a nossa relação com o futebol. Após meses com as principais ligas do mundo paradas, o esporte retornou na maior parte dos países. As entidades que organizam as competições e os clubes de futebol precisaram se adaptar, entretanto, seguindo uma série de protocolos para garantir a saúde dos jogadores, comissão técnica e todos aqueles envolvidos com a realização das partidas, conseguiram retomar o calendário de disputas. Mesmo que a pandemia de Covid-19 não tenha terminado, os confrontos do futebol brasileiro e mundial continuam acontecendo e você pode acompanhar os jogos de hoje.

A Champions League, por exemplo, teve o seu formato alterado para que a edição 2019/2020 pudesse ser concluída. Na Europa, a temporada 2020/2021, inclusive, começou logo em seguida ao término da maior competição europeia de clubes. Agora, uma segunda onda da doença forçou muitos países a voltarem ao confinamento, ou seja, as pessoas ficam em casa e só podem sair na rua para comprar comida, ir na farmácia ou ir ao hospital. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já afirmou que o continente é novamente o epicentro da doença. Em meio aos anúncios de restrições mais rígidas para conter o coronavírus na Europa, o futebol profissional virou uma das poucas opções de entretenimento ainda permitidas.

Os jogos da Champions League continuam acontecendo e países como França, Itália e Alemanha, por exemplo, que implementaram novos lockdowns, também mantém a bola rolando em suas competições nacionais. Mesmo com muitos casos de jogadores contaminados (um deles foi Cristiano Ronaldo), a percepção das autoridades é de que os protocolos adotados, com testes antes de jogos, restrição de pessoas nos estádios e outras medidas, está funcionando, pelo menos por enquanto.

Uma das principais razões para a volta do futebol, mesmo com a continuidade da pandemia, são as dificuldades financeiras enfrentadas pelos clubes, até mesmo por equipes ricas, mas, principalmente, times com receitas menores. Segundo a Fifa, a pandemia pode gerar um prejuízo de US$ 14 bilhões (cerca de R$ 73 bilhões) ao futebol mundial e já levou mais de 150 federações a solicitar a ajuda da entidade.

O futebol sul-americano sofreu bastante, já que o continente foi duramente atingido pela pandemia, embora em termos absolutos a Europa tenha sofrido perdas mais substanciais. Mais de 150 associações-membro solicitaram o plano de ajuda anunciado no final de junho pela Fifa, que conta com uma estimativa de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 7,9 bilhões) em doações e empréstimos. Segundo a entidade, a ajuda não possui limitação de tempo e busca auxiliar às federações a superar esta crise a longo prazo.

No Brasil, a situação se repete, uma das principais razões do retorno é a necessidade econômico-financeira dos clubes. Enquanto o futebol esteve parado, grande parte das receitas se deterioraram e as equipes, grandes e pequenas, passaram a enfrentar dificuldades com as contas. Os registros do segundo trimestre devem trazer um retrato verdadeiro dos impactos da pandemia no futebol brasileiro. O retorno dos jogos não resolve completamente os problemas de faturamento. Sem público, os valores antes recebidos com bilheteria e sócios torcedores não serão recuperados. Por outro lado, outras fontes importantes, como as cotas de transmissão da TV e o patrocínio, concedem um respiro aos clubes.

Para garantir um retorno seguro, a CBF se baseou em protocolos internacionais e instituiu regras rígidas de controle epidemiológico. A presença de público nos estádios foi proibida, todos os jogos são realizados com portões fechados. Além disso, os estádios são divididos por zonas com exigências específicas designadas, cada uma com um número máximo de pessoas permitidas e somente quem está envolvido com a partida. Também, todos os que estiverem implicados em um confronto devem ser testados antes do duelo e o uso de máscara é obrigatório — exceto para os atletas durante o jogo.

O futebol brasileiro ainda vive outra situação que parece ser um universo paralelo. Enquanto a maior parte da população passa por dificuldades financeiras e não tem condições de arcar com os custos de um teste para a Covid-19, os clubes de futebol mais ricos realizam a testagem de jogadores, comissão técnica e colaboradores do clube de forma abundante, fato, porém, que não se repete em equipes com menor poder aquisitivo, o que também escancara a falta de investimentos da CBF.

Com muitos desafios pela frente, o futebol mantém a sua importância, não somente econômica, mas também como forma de superar o momento difícil que todos passamos.

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