Polícia

Homem é espancado e morto dentro de supermercado em Porto Alegre

Caso envolveu um segurança do local e um PM temporário; ambos foram presos em flagrante por homicídio qualificado
20/11/2020 - 08h55min Atualizada em 20/11/2020 - 12h37min Corrigir

Um caso bárbaro ocorreu, na noite dessa quinta-feira (19), em um supermercado da rede Carrefour, localizado no bairro Passo D’Areia, em Porto Alegre. Um homem negro, de 40 anos, identificado como João Alberto Silveira Freitas, foi espancado até a morte na porta da loja, por um segurança de uma empresa terceirizada e um policial militar temporário.

Segundo a Brigada Militar, a confusão teria começado quando a vítima se desentendeu com uma operadora de caixa do supermercado. O homem estava fazendo compras com a esposa e supostamente teria ameaçado agredir a funcionária, que chamou a segurança. Foi quando o PM temporário e o segurança encaminharam João Alberto para fora do local.

Imagens que circulam pela internet mostram as agressões. Uma delas mostra a vítima sendo derrubada e os dois homens desferindo diversos socos pela cabeça. Até o momento, há duas versões para o fato, conforme detalhou a BM: a primeira é de que o homem negro teria brigado com os seguranças por não querer deixar o estabelecimento; e a segunda aponta que ele teria sido perseguido pela dupla e espancado na saída. O homem chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu no local.

Os dois homens, identificados como Magno Braz Borges e Giovane Gaspar da Silva, foram detidos e presos em flagrante por homicídio qualificado. A Polícia Civil está investigando o caso e, neste momento, colhe depoimentos de testemunhas e envolvidos. A polícia ainda não teve acesso a imagens do supermercado que mostram o momento da discussão entre cliente e funcionária, mas analisou cenas que mostram o momento em que a vítima era levada pelos dois homens.

João aparece dando um soco no rosto do PM temporário. A partir daí, houve uma luta corporal entre os três. O cliente foi imobilizado e espancado do lado de fora do Carrefour, no estacionamento. A perícia ainda deve determinar a causa da morte. Imagens da discussão entre a vítima e a funcionária ainda devem ser analisadas para saber se realmente houve ou não ameaça de agressão.

Em nota, o Carrefour lamentou o ocorrido e afirmou que “adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. O funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário”. 

Além disso, a empresa repudiou o ato: “Para nós, nenhum tipo de violência e intolerância é admissível, e não aceitamos que situações como estas aconteçam. Estamos profundamente consternados com tudo que aconteceu e acompanharemos os desdobramentos do caso, oferecendo todo suporte para as autoridades locais”.

Já a Brigada Militar assegurou que a conduta do PM temporário fora do horário de trabalho será avaliada dentro dos rigores da lei.  “A Brigada Militar, como instituição dedicada à proteção e à segurança de toda a sociedade, reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos e garantias fundamentais, e seu total repúdio a quaisquer atos de violência, discriminação e racismo, intoleráveis e incompatíveis com a doutrina, missão e valores que a Instituição pratica e exige de seus profissionais em tempo integral”, escreveu o órgão, também em nota.

Com informações da GaúchaZH

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