Saúde

Uso de máscara e de camisinha dá o tom na campanha de prevenção à aids

A campanha usa como estratégia o estímulo ao uso da camisinha como rotina de prevenção as IST/aids, da mesma forma que o uso da máscara se transformou em rotina de prevenção à covid-19
01/12/2020 - 08h19min Assessoria de Comunicação Social - SES/RS Corrigir

Nesta terça-feira (1º), Dia Mundial de Luta Contra a Aids, a Secretaria da Saúde (SES) lança a campanha “Contra a covid use máscara, contra a aids e outras ISTs use camisinha”.

O público-alvo é a população das comunidades de periferia com vida sexual ativa ou prestes a iniciá-la. A campanha usa como estratégia o estímulo ao uso da camisinha como rotina de prevenção as IST/aids, da mesma forma que o uso da máscara se transformou em rotina de prevenção à covid-19.

Foram produzidos materiais gráficos (cards) para veiculação nas redes sociais, busdoor para ônibus de Porto Alegre, e anúncios para as TVs do Canal Você dos ônibus da Carris, do trensurb, do catamarã, do aeromóvel e da rodoviária e um spot para divulgação em rádios com alcance na capital e interior.

Redução dos casos

O Estado apresentou redução de 34,6% nos casos de aids nos últimos 10 anos. Conforme o “Boletim Epidemiológico HIV/aids”, do Ministério da Saúde, em 2019 foram registrados 28,3 casos por 100 mil habitantes, o equivalente a 34,6% menos casos do que os registrados em 2009, com 43,3 casos por 100 mil habitantes. Outro dado é que o RS se mantém em terceiro lugar no ranking nacional de casos de aids no Brasil.

Com relação à mortalidade, a coordenadora da Política Estadual de IST/aids, Ana Baggio, informa que “reduzimos em 35% a taxa estadual nos últimos 10 anos”. Dos 11,7 óbitos por 100 mil habitantes em 2008, chegamos a 7,6 óbitos por 100 mil habitantes em 2019.

A coordenadora afirma que “mesmo que ainda superior à média nacional, estamos saindo da primeira colocação no ranking”. O Estado segue na liderança dos indicadores de casos de HIV em gestantes, mas reduziu em 34% os casos de aids em crianças menores de cinco anos no último ano. A taxa de detecção passou de 4,7 casos por 100 mil habitantes em 2018 para 3,1 casos por 100 mil habitantes em 2019.

Ana Baggio destaca que no âmbito da prevenção houve aumento de 152,7% no uso da PEP (Profilaxia Pós-Exposição) desde 2015. “Além disso, chegamos ao alcance de 100% de cobertura de testes rápidos entre os municípios gaúchos e expansão da PrEP (Profilaxia Pré-exposição) para 18 serviços em 2019”, afirma.

O ranking dos cem municípios de acordo com o índice composto, que considera taxa de incidência, mortalidade, taxa em menores de cinco anos e a média do primeiro exame CD4 (avalia sistema imunológico de pessoas diagnosticadas com HIV), aponta dez municípios do RS com os maiores índices:

1° Rio Grande
3° Porto Alegre
6° Novo Hamburgo
9° Viamão
15° Pelotas
16° São Leopoldo
22° Canoas
34° Cachoeirinha
39° Alvorada
48° Santa Maria

O “Boletim Epidemiológico HIV/aids”, do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde (DCCI/SVS/MS), é publicado anualmente e apresenta informações sobre os casos de HIV e de aids no Brasil, regiões, Estados e capitais de acordo com as informações obtidas pelos sistemas de informação utilizados para a sua elaboração.

 

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