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“Não tem UTI, amo vcs” diz mãe para filha antes de morrer por covid-19 no RS

Valéria, 42 anos, faleceu nessa terça-feira (2) e deixou três filhas
05/03/2021 - 11h12min Alexia Szortyka / Blog do Juares Corrigir

Valéria, que tinha 42 anos, mãe de três meninas, estava internada em decorrência da covid-19 em um hospital público de Esteio, no Rio Grande do Sul. Seus últimos dias de vida foram enfrentando o caos ligado à falta de leitos em diversas regiões do país, em razão do aumento de casos do novo coronavírus no Brasil. 

O último contato feito com a sua filha mais velha foi por mensagem, através do WhatsApp. Horas após a morte, nessa terça-feira (2), a jovem de 23 anos compartilhou em seu twitter o último diálogo que teve com sua mãe. 

"Essa foi a última mensagem que tive da minha mãe (...) Usem máscara, não saiam se não for necessário, por favor", escreveu Giulia na publicação, que já teve mais de 125 mil curtidas e mais de 13 mil compartilhamentos na rede.

Nos últimos dias, o Brasil registrou sucessivos recordes de mortes e se aproximou de 2 mil óbitos pelo novo coronavírus em 24 horas. Contudo, a situação vivida por Valéria retrata o caos que o país está vivendo devido a covid-19.

Conforme os familiares de Valéria relatam, ela sempre teve todos os cuidados necessários para evitar que fosse infectada pelo coronavírus.

Valéria era dona de uma sorveteria na cidade de Esteio, e seus parentes acreditam que ela tenha sido infectada enquanto atendia algum cliente. "As pessoas pouco se importavam. A minha mãe cansou de brigar com clientes (para que usassem máscara)", relata Giulia.

A comerciante apresentou os primeiros sintomas por volta de 14 de fevereiro, quando ela começou a tossir muito. Dias depois, fez um teste que apontou que ela e o marido estavam com o novo coronavírus. O casal ficou isolado. Giulia, que mora com a avó em outra casa, relata que a mãe chegou a ir algumas vezes ao hospital, mas logo era liberada. 

"Os hospitais estavam cheios, então os profissionais de saúde viam alguma melhora nela e a liberavam para que outra pessoa pudesse ser atendida também", relata a jovem.

Com informações do G1

Valéria com sua filha mais velha. Foto: Arquivo Pessoal

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