Esportes

O desastroso histórico recente que derrubou Miguel Ángel Ramírez

O espanhol comparou o futebol brasileiro com o europeu para se defender das críticas que recebia
15/06/2021 - 17h22min Corrigir

O Internacional está, mais uma vez, em busca de um técnico. O espanhol Miguel Ángel Ramírez foi demitido na última sexta-feira (11) após passar por um sério desgaste, com derrotas importantes na Copa Libertadores, na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro.

Após a saída de Ramírez, o Inter venceu o Bahia em Salvador pela terceira rodada do Brasileirão, o que proporcionou um momento de otimismo diante da nova fase que se abre no clube colorado. Se você está confiante no futuro próximo do Inter, ou se acredita que um período difícil vem pela frente, aproveite e lance seus palpites usando o Código Promocional 1xbet 2021.

Atualmente, quatro opções estão sobre a mesa da diretoria do Inter. Uma delas, o técnico Lisca, não agrada a uma parte da cúpula colorada. Lisca deixou o comando do América-MG nesta segunda (14) após sete partidas sem vencer.

Outra opção é o português Marco Silva, que está sem clube desde dezembro de 2019, quando deixou o Everton, da Inglaterra. Porém, segundo o Globoesporte.com, Silva pretende continuar atuando na Europa. Atualmente, ele está negociando com o Fenerbahçe, da Turquia.

Com isso, ganha força a possibilidade de que o novo técnico seja o uruguaio Diego Aguirre, que já treinou a equipe colorada na década passada e venceu o Campeonato Gaúcho em 2015. Aguirre vê com bons olhos a ideia de voltar ao Beira-Rio.

A quarta opção é manter o atual técnico interino, Osmar Loss – hipótese que ganhou força com a vitória sobre o Bahia no último domingo. Nesta quarta-feira (16), o Inter enfrenta o Atlético-MG no Beira-Rio pelo Brasileirão. O desempenho do time pode fazer a diferença para as chances de Loss.

O histórico recente de Ramírez

A derrota para o Vitória em casa pela terceira fase da Copa do Brasil foi a gota d’água em um processo de descontentamento crescente com o trabalho de Ramírez. O técnico vinha enfrentando rejeição por parte da torcida e controvérsias sobre seu trabalho na imprensa.

O Inter havia vencido a partida de ida, em Salvador, por 1 a 0. Portanto, precisava de um empate no Beira-Rio para eliminar o Vitória e avançar à fase seguinte da Copa do Brasil.

Porém, o jogo anterior, contra o Fortaleza, pela segunda rodada do Brasileirão, teve um papel ainda mais importante no desgaste de Ramírez. O clube cearense esmagou o Inter por 5 a 1.

O placar de Fortaleza x Inter reflete a superioridade da qual o clube cearense desfrutou dentro de campo. Desde o início, a equipe neutralizou os colorados e impediu a saída de bola do Inter com eficiência e organização. A equipe estava entrosada, marcou bem e cumpriu a proposta tática.

Antes da partida contra o Vitória, o Inter acumulava três jogos sem vencer. Houve o 2 a 2 contra o Sport, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro, o empate sem gols contra o desconhecido time boliviano Always Ready, em pleno Beira-Rio, pela Copa Libertadores, e o empate em 1 a 1 contra o Grêmio no jogo de volta da final do Campeonato Gaúcho, na Arena. Os três jogos ocorreram de 23 de maio para cá.

Voltando mais algumas semanas no tempo, é possível encontrar outros resultados ruins do Inter – o mais estrondoso dos quais foi a derrota de 2 a 0 para o Always Ready pela Libertadores, na casa do clube boliviano. Porém, é preciso levar em conta a altitude de 4 mil metros do estádio do Always Ready, na cidade de El Alto. Também pela Libertadores, o Inter perdeu para o Deportivo Táchira, por 2 a 1, no estádio Pueblo Nuevo, em San Cristóbal, Venezuela.

Isso tudo deixou um setor da torcida colorada indignado contra Ramírez, que estava no cargo desde o início de março. Ainda assim, a direção do Inter se manteve firme em seu apoio ao técnico – inclusive, com demonstrações públicas de suporte.

Mas as demandas pela saída de Ramírez podiam ser percebidas nas redes sociais e, também, em protestos. Manifestações ocorreram em Porto Alegre, diante do CT Parque Gigante, e também no Recife, antes da partida contra o Sport.

Ramírez se defendeu comparando os hábitos do futebol brasileiro e do futebol europeu. Em discurso há duas semanas, o técnico reiterou suas críticas à cultura de substituição constante de treinadores no Brasil e ao calendário vertiginoso do futebol brasileiro.

“O Inter tem um projeto que não é meu, um projeto que visa uma maneira de jogar futebol, fazer coisas com a base e o time principal juntos. E se não alcançar bons resultados, o projeto não serve. Eu vou aprendendo aqui, mas sei que se não mudar, não vai evoluir. Se não houver espaço para tentar coisas diferentes, como em outros países. Esses lugares tiveram paciência e, por isto, revolucionaram. Aqui, não há paciência”, disse Ramírez.

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