Rural

Município da região de Camaquã registra caso de mormo

Zoonose atinge especialmente cavalos, burros e mulas, e pode ser transmitida eventualmente a outros animais e aos seres humanos
16/07/2021 - 11h45min Corrigir

Um município da região de Camaquã registrou caso de mormo há alguns dias, deixando o alerta para a importância de manter o cumprimento dos protocolos sanitários dos animais criados em propriedades rurais para evitar a proliferação de zoonoses.

Inscreva-se em nosso novo canal do YouTube... ACESSE AQUI

A Inspetoria de Defesa Agropecuária (IDA) de Tapes confirmou a doença em um cavalo de uma fazenda na localidade de Camélia, interior de Tapes. A notificação foi registrada no final de junho, após o animal se submeter ao exame de sanidade exigido para emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA).

O dono do cavalo foi comunicado e, devido à doença não ter vacina e nem tratamento, o equino precisou ser sacrificado. A propriedade também precisou ser interditada para realização de exames em todos os animais. O local só será liberado após os laudos comprovarem que não existem mais registros da doença.

O mormo ou lamparão é uma zoonose causada pela bactéria da espécie Burkholderia mallei. É uma doença infecto-contagiosa que atinge especialmente cavalos, burros e mulas, e pode ser transmitida eventualmente a outros animais e ao homem.

A doença é repassada aos seres humanos pelo contato com animais infectados, ou qualquer objeto, tecidos ou culturas bacterianas em laboratórios que estejam contaminados. A bactéria entra no organismo através da pele e das mucosas dos olhos e nariz. Em alguns casos, a contaminação pode acontecer em atividades profissionais relacionadas ao manejo desses animais ou manipulação de amostras contaminadas, infectando veterinários, tratadores de equinos, funcionários de abatedouros e laboratoristas.  

Os sintomas gerais no homem são febre, dores musculares, dor no peito, rigidez muscular e cefaleia. Podem ocorrer também lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz e diarreia.

Para prevenir a doença, a IDA orienta aos criadores que não deixem de cumprir os protocolos sanitários, sobretudo a realização de exames periódicos. Além disso, é preciso evitar expor os animais em eventos que não tenham o controle de segurança ideal. Qualquer suspeita de doença nos animais, o órgão deve ser informado o mais rápido possível.

Com informações do portal ClicR e da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde 

MAIS NOTÍCIAS

DR. JOÃO BATISTA
FUNERÁRIA CAMAQUENSE
OLIDATA
SUPER SÃO JOSÉ
ART MÓVEIS
FUNERÁRIA BOM PASTOR
KNN IDIOMAS
CÂMERAS EXTERNAS
PIX
ELETRO CLIC
MÁRIO SERRALHEIRO