Obituário

Morre o dublador Mário Monjardim aos 86 anos

Entre os personagens mais memoráveis aos quais ele emprestou a voz estão o Salsicha de "Scooby-Doo" e o Pernalonga de "Looney Tunes"
30/07/2021 - 18h57min Atualizada em 31/07/2021 - 09h10min Raphael Lucca - MF Press Global / Edição: Redação Blog do Juares Corrigir
Poucos dias após a morte de Orlando Drummond, outro grande dublador faleceu nesta sexta-feira (30) em sua residência. Mário Monjardim, famoso por dar voz a personagens icônicos como Pernalonga em "Looney Tunes" e Salsicha em "Scooby-Doo". Ele tinha 86 anos e havia sofrido um AVC no ano passado.
 
Coincidentemente, Mário era o melhor amigo de Orlando Drummond, que faleceu na terça-feira (27), vítima de falência múltipla dos órgãos, aos 101 anos, no Rio de Janeiro. Drummond dublou por mais de 30 anos ao lado do amigo o desenho Scooby-Doo, emprestando a voz ao personagem principal da animação. 
 
Monjardim também deu voz a personagens conhecidos por várias gerações como Frangolino e Capitão Caverna.
 
Carreira de sucesso 
 
O capixaba Mário Monjardim Filho nasceu em 16 de janeiro de 1935, na cidade de Vitória. Foi casado com Zoraida Barreto e atualmente estava com Branca Monjardim. Foi pai de cinco filhos: Marcus, André, Júlio, Leyla e Mario. Também era primo do diretor de novela Jayme Monjardim.
 
Começou a carreira em 1954 na Rádio Vitória aprovado pelo diretor José Américo. Quatro anos depois partiu para a então capital federal quando trabalhou na Rádio Nacional a convite do mesmo diretor.
 
Em 1965 foi para a recém inaugurada TV Globo por intermédio do diretor Graça Melo. Lá fez parte do elenco de vários programas, dentre eles a primeira versão de Carga Pesada, e os programas humorísticos Chico Anysio Show e Os Trapalhões, todos na década de 1980.
 
Na dublagem começa as atividades em 1958, na Herbert Richers, quando havia acabado de chegar no Rio de Janeiro. Nos anos seguintes trabalhou na ZIV, Rio Som, Cine Castro, TV Cine Som, e Dublasom Guanabara.
 
Nos anos de 1970, além da Herbert Richers, Televox, e Tecnisom, também começa a atuar na Peri Filmes, e Croma. Já na década seguinte, também passa pela Telecine, VTI e também em outros estúdios, como a Delart, Sincrovideo, e Double Sound.
 
Chegou ao século XXI em plena atividade, pois além da Herbert Richers, e Delart, também atuou na Wan Macher e Cinevídeo. Nos últimos anos, trabalhou na Delart, com alguns trabalhos na Audiocorp, e na Áudio News, até se afastar da dublagem após sofrer um AVC.

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Poucos dias após a morte de Orlando Drummond, outro grande dublador faleceu nesta sexta-feira (30). Mário Monjardim, famoso por dar voz a personagens icônicos como Pernalonga em Looney Tunes e Salsicha em Scooby-Doo. Ele tinha 86 anos, sofreu um AVC no ano passado e era pai do diretor de dublagem Júlio Monjardim e primo do diretor de novela Jayme Monjardim.
 
Coincidentemente, Mário era o melhor amigo de Orlando Drummond, que faleceu na terça-feira (27), vítima de falência múltipla dos órgãos, aos 101 anos, no Rio de Janeiro. Drummond dublou por mais de 30 anos ao lado do amigo o desenho Scooby-Doo, emprestando a voz ao personagem principal da animação. 
 
Monjardim também deu voz a personagens conhecidos por várias gerações como Frangolino e Capitão Caverna.
 
Carreira de sucesso 
 
O capixaba Mário Monjardim Filho nasceu em 16 de janeiro de 1935, na cidade de Vitória. Foi casado com Zoraida Barreto e atualmente estava com Branca Monjardim. Foi pai de cinco filhos: Marcus, André, Júlio, Leyla e Mario.
 
Começou a carreira em 1954 na Rádio Vitória aprovado pelo diretor José Américo. Quatro anos depois partiu para a então capital federal quando trabalhou na Rádio Nacional a convite do mesmo diretor.
 
Em 1965 foi para a recém inaugurada TV Globo por intermédio do diretor Graça Melo. Lá fez parte do elenco de vários programas, dentre eles a primeira versão de Carga Pesada, e os programas humorísticos Chico Anysio Show e Os Trapalhões, todos na década de 1980.
 
Na dublagem começa as atividades em 1958, na Herbert Richers, quando havia acabado de chegar no Rio de Janeiro. Nos anos seguintes trabalhou na ZIV, Rio Som, Cine Castro, TV Cine Som, e Dublasom Guanabara.
 
Nos anos de 1970, além da Herbert Richers, Televox, e Tecnisom, também começa a atuar na Peri Filmes, e Croma. Já na década seguinte, também passa pela Telecine, VTI e também em outros estúdios, como a Delart, Sincrovideo, e Double Sound.
 
Chegou ao século XXI em plena atividade, pois além da Herbert Richers, e Delart, também atuou na Wan Macher e Cinevídeo. Nos últimos anos, trabalhou na Delart, com alguns trabalhos na Audiocorp, e na Áudio News, até se afastar da dublagem após sofrer um AVC.
 
O enterro de Mário está marcado para este sábado (31), às 14h30, no cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do RJ.

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