Polícia

Três pessoas são presas durante operação de combate ao narcotráfico na Região Metropolitana de Porto Alegre

Casal que ostentava vida de luxo em condomínio de alto padrão era responsável pela distribuição de maconha
31/07/2021 - 11h06min Ascom Polícia Civil RS Corrigir

A Polícia Civil deflagrou, na tarde dessa sexta-feira (30), a Operação Viúva Negra, visando ao combate ao narcotráfico na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo o delegado Alencar Carraro, as investigações iniciaram em setembro de 2020, com a prisão em flagrante de um suspeito no município de Gravataí, com 55 kg de maconha, o qual seria um dos entregadores de drogas de uma facção criminosa, com origem no Vale dos Sinos.

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Do decorrer das investigações, foram apreendidos pelo Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) 3,050 kg de maconha, 6,5 kg de cocaína, 2,5 kg de crack, 142 kg de insumos para produção de drogas, duas armas de fogo, balanças de precisão, aproximadamente R$ 50.000,00 em espécie, diversos veículos automotores e 13 prisões, sendo um dos presos, um vereador do município de Cachoeirinha, responsável por uma ONG, localizada em um sítio usado pelos criminosos para receber e distribuir as drogas.

A autoridade policial destaca que um casal residente em um condomínio de alto luxo no município de Gravataí comandava um complexo esquema de distribuição de maconha, a qual seria distribuída  em determinadas áreas da Capital gaúcha, em Cachoeirinha, Viamão, Canoas, São Leopoldo e Alvorada. A droga vinha da fronteira entre o Mato Grosso do Sul e o Paraguai, e encaminhada para o Rio Grande do Sul por meio de caminhões, oculta em cargas diversas e lícitas. Na Região Metropolitana era rapidamente distribuída aos diversos revendedores de cada cidade, os quais abasteciam os pontos de venda de drogas.

A investigação apontou que aproximadamente quatro toneladas de maconha por mês seriam recebidas e distribuídas pelo casal. O suspeito estava sendo monitorado eletronicamente e, devido a essa condição, recebia o apoio direto no comando da distribuição das drogas e recebimento do dinheiro originário dos entorpecentes, de sua companheira. O indiciado, de 34 anos, possui inúmeros antecedentes policiais como tráfico de drogas, inclusive tráfico internacional de drogas, receptação, adulteração de veículo automotor e associação criminosa. Já, sua companheira, de 31 anos de idade, possui antecedentes policiais  pela prática de homicídio qualificado.

O que chamou a atenção dos policiais era a grande ostentação do casal, residindo em uma casa de alto padrão, em condomínio de luxo,  veículos de alto valor financeiro, usando joia e roupas caras, tudo para demonstrar o grande poderio financeiro da facção. Todavia, a investigação policial apurou que mesmo diante da grande ostentação do casal, a mulher chegou a receber mais de R$ 7 mil de benefício do Auxílio Emergencial, pagos pelo Governo Federal, em decorrência da covid-19, destinado a pessoas de baixa renda. O delegado Alencar Carraro afirma que se trata de um deboche, pois além do casal ser grande distribuidor de drogas e angariar altos valores financeiros com essas práticas ilícitas, utilizam-se de situações de extrema necessidade da população em geral, como é o caso da pandemia, a fim de se beneficiar financeiramente, tornando-se um escândalo social.

A investigação da especializada apurou, também, que o indiciado, líder do tráfico, mesmo recolhido ao sistema carcerário, continuava a exercer  o comando das ações criminosas por meio de telefone celular, juntamente com sua companheira, que estava em liberdade. Por isso, a autoridade policial entende que o encaminhamento dos suspeitos ao sistema penitenciário federal é urgente e se faz necessário para tentar inviabilizar a complexa rede de distribuição de drogas que é liderada pelo casal.

A operação Viúva Negra deu cumprimento a seis ordens judiciais, sendo três mandados de busca e apreensão, nos municípios de Gravataí e Porto Alegre e três mandados de prisão preventiva. Dois mandados foram cumpridos contra o casal que comandava a distribuição de maconha na região metropolitana e um contra o seu gerente, o qual já estava recolhido no sistema carcerário, tendo sido preso em flagrante em dezembro de 2020, na posse de 600 kg de maconha.

A autoridade policial destaca que  a prisão do casal e sua respectiva responsabilização criminal constitui um duro golpe contra o Crime Organizado no RS. Por fim, destaca que eles e o gerente do tráfico, os quais foram presos preventivamente, serão indiciados pelas prática de tráfico e associação para o tráfico e são investigados em outros procedimentos policiais em andamento na 3ª DIN/Denarc, envolvendo os crimes de organização criminosa armada, tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro.

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