Justiça

Quatro estudantes de Medicina são denunciados pelo MP gaúcho por burlar sistema de vacinação da covid-19

Jovens têm entre 22 e 25 anos e estudam na PUCRS
03/09/2021 - 15h11min Ascom Ministério Público RS / Edição: Redação Blog do Juares Corrigir

O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou, na quarta-feira (1º), quatro estudantes de medicina pelos crimes de falsidade ideológica e infração de medida sanitária preventiva. Eles têm idades entre 22 e 25 anos são moradores de Porto Alegre.

O caso ocorreu em 10 de maio deste ano. Segundo a promotora de Justiça Maria Alice Buttini, os jovens utilizaram do fato de serem estudantes de Medicina e de estarem atuando em estágio de campo, o que os incluiria no grupo prioritário de vacinação contra a covid-19, compareceram em uma farmácia do bairro Petrópolis, em Porto Alegre, para se vacinar. 

Ainda de acordo com a promotora, eles teriam omitido o fato de que já haviam recebido a primeira dose da vacina CoronaVac, receberam nova dose de vacina antes do prazo previsto para o recebimento do reforço do imunizante, agora da fabricante AstraZeneca. A fraude terai sido aplicada pelo fato de que as pesquisas científicas demonstravam maior eficácia desta última contra o novo coronavírus.

Inscreva-se em nosso novo canal do YouTube ACESSE AQUI!

“Assim, os denunciados fizeram inserir em uma nova carteira de vacinação que obtiveram falsa declaração de que estavam recebendo a primeira dose da vacina e, ao mesmo tempo, omitiram em suas carteiras de vacinação o recebimento da segunda dose”, fundamentou Maria Alice.

O golpe somente foi descoberto no momento em que, após a aplicação das vacinas, a profissional de saúde que lhes atendeu foi realizar o lançamento da dose aplicada no sistema de controle vacinal da Secretari da Saúde de Porto Alegre, sendo que, ao constatar a duplicidade de primeiras doses, comunicou à Pró-Reitoria de Graduação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), onde eles estudam. “A conduta dos denunciados infringiu as determinações emanadas pelo Poder Público para impedir a propagação da doença contagiosa”, finalizou a promotora.

O MP optou por arquivar o crime de estelionato por entender que não se configura ato em prejuízo patrimonial. Nenhum deles confessou formalmente a prática das infrações. A Polícia Civil investigou e indiciou o grupo, solicitando a prisão dos envolvidos no mês passado, mas o pedido foi negado pela Justiça. Todos eram réus primários e colaboraram com o processo, bem como não houve indicativo concreto de cometerem novo delito semelhante.

Para receber as notícias gratuitamente e em tempo real participe do nosso grupo de WhatsApp, acessando aqui!

MAIS NOTÍCIAS

OLIDATA
PIX
ELETRO CLIC
ART MÓVEIS
CÂMERAS EXTERNAS
FUNERÁRIA BOM PASTOR
MÁRIO SERRALHEIRO
KNN IDIOMAS
FUNERÁRIA CAMAQUENSE
SUPER SÃO JOSÉ