Política

Audiência avalia plano estratégico para viabilizar Distrito Industrial de São Lourenço do Sul

Prefeito Rudinei Härter afirmou que três empresas já estão com propostas protocoladas na prefeitura solicitando espaço no local
21/11/2021 - 20h04min Francis Maia - Ascom Assembleia Legislativa RS / Edição: Redação Blog do Juares Corrigir

Ouça AQUI a web rádio do Blog do Juares!

Para receber as notícias gratuitamente e em tempo real participe do nosso grupo de WhatsApp, clicando aqui!

Ou participe do nosso grupo no Telegram clicando aqui!

Inscreva-se em nosso novo canal do YouTube ACESSE AQUI!

Com 52 hectares disponíveis para receber até 25 empresas no Distrito Industrial aprovado em 2016 e há cinco anos com licenciamento ambiental liberado pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luis Roessler (Fepam), o município de São Lourenço do Sul discute estratégias para agilizar a industrialização local. O assunto foi debatido na noite da última quinta-feira (18), em audiência pública híbrida da Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, presidida pelo deputado Zé Nunes (PT), realizada na sede da Associação Comercial e Industrial de São Lourenço do Sul. 
 
Pela deliberação da audiência, grupo de trabalho deverá encaminhar novo encontro de autoridades e lideranças locais para agilizar questões técnicas, como a validade do licenciamento ambiental da Fepam, que é de 2016, o plano diretor do DI e a disposição da CEEE em investir na infraestrutura da rede elétrica no formato industrial, assim como a busca de diálogo com o Instituto Federal SUL, IFSUL, a respeito da qualificação da mão de obra, um dos aspectos apontados como determinante para os futuros empreendimentos. No que diz respeito ao saneamento, a Corsan já disponibilizou as condições para o saneamento adequado aos detritos industriais. 
 
Na presidência da Comissão de Economia, o deputado Zé Nunes (PT) coordenou a audiência e destacou a presença da comunidade no debate, tendo em vista que é tema relevante para promover o desenvolvimento local. Uma das questões apontadas diz respeito às leis municipais, contrapartidas aos futuros empresários dispostos a investir no DI, incentivos e garantias, ponderou Nunes, que em seu mandato como prefeito, em 2006, encaminhou à Câmara o projeto de instalação do Distrito Industrial de São Lourenço do Sul, localizada em área distante 12 quilômetros do trevo de acesso à cidade, junto à BR-116. O campo responde por 60% do Produto Interno Bruto do município, seguido do turismo, serviços e comércio. Mas “é preciso avançar na industrialização, cuja relevância é estratégica para a região”, resumiu o deputado. Além da agregação de valor, a produção industrial acelera o desenvolvimento, gera empregos, renda, tecnologia e estimula o surgimento de novas cadeias produtivas. 
 
A Região Sul, no entanto, vivenciou períodos cíclicos nessa área, tendo sido o marco inicial da indústria gaúcha com a empresa Rheingantz, em Rio Grande, a maior tecelagem da América Latina, e na década de 70 e 80, a indústria da alimentação em Pelotas, mas esse ciclo regional decaiu. E agora, diante da acelerada desindustrialização do país - de 2004 a 2017 o valor adicionado bruto no PIB caiu de 15,1% para 10,4%, e no Rio Grande do Sul, nesse período, de 19,1% para 13,9% - o parlamentar aponta para a urgência desse setor para São Lourenço do Sul, cujo valor adicionado do PIB industrial também regrediu de 10% para 8%. 
 
O prefeito, Rudinei Harter, destacou os aspectos positivos da localização do DI e informou que quatro empresas pleiteiam instalação, três delas com propostas protocoladas na prefeitura solicitando espaço, e aguardam posicionamento do setor ambiental. São elas: Cotribá, Languiru e a Unisoy, irão ocupar uma área naquele espaço. Trata-se de duas cooperativas e uma empresa privada, a Languiru. A outra empresa é da indústria de implementos agrícolas. Disse que projeto será enviado à Câmara para aprovação da cedência, uma vez que o licenciamento ambiental, para áreas de até 20 hectares, é feito pela prefeitura. Sobre linhas de crédito, disse que esteve no Badesul mas “sem sucesso”. 
 
Reiterou que trabalha para viabilizar os empreendimentos industriais. Ele saudou a formação do grupo de trabalho para que dê continuidade aos projetos em andamento. No setor da indústria naval, disse que empresa já foi autorizada e se instalará na beira do arroio para a construção de 60 embarcações para exportação. Também apontou possibilidades de empresas para exportação de alimentos, e na pecuária leiteira e de rações, assim como destacou a exportação de 15 mil cabeças de gado oriundos do 5º Distrito para o Oriente Médio a cada 40 dias. 
 
O presidente da Associação Comercial e Industrial, Câmara de Dirigentes Lojistas, Mahmoud Amer, também apontou a urgência da industrialização como fator de transformação municipal, tendo em vista os fatores geográficos que agregam valor para negócios locais. A logística através da BR-116 é um desses aspectos, observou o empresário, que mostrou preocupação com a necessidade de qualificação da mão de obra para futuros empreendimentos industriais. Sugeriu que os espaços acadêmicos sejam acionados para agregar ensinamentos voltados para a área industrial. Disse que a terceira revolução industrial está em curso e é preciso estar preparado, enaltecendo a disposição da comunidade, das instituições e das lideranças locais para acolher indústrias, “para isso é preciso planejamento estratégico”, afirmou. 
 
Também o diretor do Badesul, Flávio Lammel, em intervenção virtual, destacou as diversas operações do banco disponíveis para investimentos, manifestando interesse em se deslocar até São Lourenço com a equipe técnica para discutir linhas de financiamento e programas. Disse que o banco opera várias linhas de crédito, tanto no setor público, empresarial, agronegócio e também na área de inovação, com disponibilidade de recursos em 2021. Mais de R$ 100 milhões de contratações foram formalizadas com municípios, segundo Lammel, que detalhou vários programas disponíveis, inclusive financiamentos de até R$ 200 para pequenas empresas, com pequena taxa, além de outras ofertas voltadas especificamente para o setor do turismo. 
 
Seguiram-se manifestações dos vereadores, da presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento e vice-presidente do Corede Sul, Selma Quevedo Vilela; e diversas lideranças dispostas a acolher um planejamento estratégico capaz de tornar viável o Distrito Industrial de São Lourenço do Sul.

Siga o Blog do Juares no Google News e recebe notificações das últimas notícias em seu celular, acessando aqui!

MAIS NOTÍCIAS

ART MÓVEIS
DR. JOÃO BATISTA
ELETRO CLIC
FUNERÁRIA CAMAQUENSE
OLIDATA
FUNERÁRIA BOM PASTOR
MÁRIO SERRALHEIRO
KNN IDIOMAS
SUPER SÃO JOSÉ
CÂMERAS EXTERNAS
PIX