Saúde

Dia Internacional de Luta contra a Aids é lembrado em Camaquã

Secretaria da Saúde lançou alerta e divulgou locais especializados no atendimento a pacientes infectados ou pessoas que queiram tirar dúvidas sobre a doença
01/12/2021 - 14h33min Corrigir

O dia 1º de dezembro é lembrado anualmente como o Dia Internacional da Luta contra a Aids. A data tem o objetivo de conscientizar a população sobre uma das doenças que mais matam no mundo.

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A sigla Aids vem do inglês Acquired immunodefiecience syndrome, que em português significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. O HIV é o vírus transmissor da doença que destrói as células brancas do organismo, responsáveis por proteger e combater substâncias estranhas ou agentes infecciosos no corpo humano. Com a destruição das defesas do organismo, o corpo fica bastante fragilizado e propício a ser atacado por inúmeras doenças, como pneumonias, infecções, herpes e até mesmo alguns tipos de câncer.

A doença foi observada pela primeira vez em 1981, nos Estados Unidos, em um grupo de usuários de drogas injetáveis ​​e de homens homossexuais que estavam com a imunidade comprometida sem motivo aparente. 

Dados do Ministério da Saúde apontam que entre o início da década de 1980 até o mês de junho do ano passado, foram identificados um milhão e 11 mil casos de Aids no Brasil. Já conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), do ano 2000 até 2019, as novas infecções pelo HIV caíram 39%, e as mortes relacionadas ao HIV caíram 51%.

A doença afeta mais a camada de jovens entre 25 e 39 anos, de ambos os sexos. Os casos nessa faixa etária correspondem a 52,4% dos casos do sexo masculino e, entre as mulheres, a 48,4% do total de casos registrados. Atualmente, cerca de 920 mil pessoas vivem com HIV no Brasil. Dessas, 89% foram diagnosticadas, 77% fazem tratamento com antirretroviral e 94% das pessoas em tratamento não transmitem o HIV por via sexual por terem atingido carga viral indetectável. Os dados são do site aids.gov.br.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, Porto Alegre é a capital com maior coeficiente de mortalidade por Aids do país em 2020, com 24,1 casos por 100 mil habitantes, e maior taxa de detecção de gestantes com HIV (17,1 casos por 1 mil nascidos vivos). Também é a segunda capital com maior taxa de detecção por Aids, perdendo apenas para a capital do Amazonas, Manaus: em 2020, foram 41,9 casos de Aids por 100 mil habitantes. O boletim epidemiológico atualizado foi divulgado nesta manhã pelo órgão.

Como se contrai o vírus da Aids?

A transmissão da Aids ocorre através do contato de fluídos corporais do infectado com o sangue de uma pessoa saudável, por meio de relações sexuais sem camisinha, transfusões de sangue ou compartilhamento de seringas e agulhas. Beijos na boca, abraços ou contatos com a pele da pessoa portadora de HIV não transmitem a doença.

Ainda não há cura para a Aids, mas pode a enfermidade pode ser tratada com coquetéis antirretrovirais disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Quando a doença é diagnosticada a tempo, a pessoa infectada pode ter uma qualidade de vida normal.

Em Camaquã, a Rede Básica de Saúde distribuída em 12 Estratégias de Saúde da Família (ESF) oferece apoio para tirar dúvidas sobre a doença como também disponibiliza o teste gratuito de HIV. O Serviço de Atendimento Especializado (SAE) também presta esse tipo de assistência. O setor fica localizado na Vigilância Epidemiológica, na Avenida Antônio Duro, nº 1.032. 

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