Rural

Após dois anos de pandemia, Furg SLS realiza primeiro mutirão de integração entre agricultores e estudantes

Atividade aconteceu na última sexta (20), na Propriedade Agroflorestal Schiavon, em Pelotas
25/05/2022 - 10h24min Ascom Furg SLS Corrigir

Na última sexta-feira (20), estudantes e professores do Campus da Furg em São Lourenço do Sul estiveram em Pelotas, realizando um mutirão de integração dos cursos de Agroecologia e Educação do Campo na Propriedade Agroflorestal Schiavon (PAS), local com o primeiro sistema agroflorestal certificado do estado.

Após dois anos de pandemia, esse encontro foi ainda mais especial, afinal marca o retorno das atividades presenciais com agricultores familiares. Como a maior parte dos cursos do Campus SLS são vinculados ao campo, disciplinas com aulas práticas que eram realizadas em propriedades rurais da região para a aplicação dos conhecimentos não aconteceram durante o período de ensino remoto.

Como foi o mutirão

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Além de conhecer na prática os conhecimentos apresentados e discutidos em sala de aula, através do mutirão – que integra a programação da 18ª Semana do Alimento Orgânico no Brasil –, estudantes de diferentes semestres e regiões do país tiveram a possibilidade de participar ativamente das atividades que envolvem a rotina de uma unidade de produção familiar agroecológica.

É o exemplo de Caroline Possa, de Viamão/RS, que ingressou na universidade neste semestre, e Gabriel Bizzo, de Brasília/DF, que está se formando. Ambos cursam Agroecologia e junto dos demais participantes se envolveram na colheita e no preparo da erva-mate, prática denominada como carijo, e no manejo da agroflorestal, fazendo podas, coletando e reunindo a lenha. Também colheram flores, prepararam molhos e participaram do preparo de hortaliças e do envase do aipim descascado para feira da Arpa-Sul, que acontece nos sábados em Pelotas.

Para Gabriel, a oportunidade de ouvir os relatos da família Schiavon, que recuperou uma área degradada, transformando-a em uma floresta fértil e produtiva, lhe inspira. "Enche o coração da gente de esperança e de vontade de atuar junto", afirma. Já para Caroline, o mutirão lhe trouxe também o sentimento de dignidade e a reflexão acerca da autonomia e soberania alimentar. “É muito legal de ver agricultores poderem pôr em prática essa forma de agricultura agroecológica e pensar assim a questão do alimento e da terra", relata.

Docente nos cursos de Agroecologia e Educação do Campo, a professora Patrícia Lovatto diz que foi muito bonito ver os estudantes terem ainda mais certeza da escolha dos cursos de graduação a partir da prática. “Como docente, a atividade reforça ainda mais a importância da presencialidade do ensino, do aprendizado pela prática do trabalho, pela vivência com as famílias”, observa Patrícia.

Ela também afirma que “estar em campo novamente com uma turma de estudantes e ter a oportunidade de conectá-los a natureza junto de uma família tão representativa para o movimento agroecológico no território foi um presente”. Por ser tão gratificante para os estudantes, professores e para família Schiavon, já ficou combinado um o novo mutirão para setembro, época do raleio do pêssego. A técnica consiste na retirada do excesso de frutos dos pessegueiros, com o objetivo de aumentar o tamanho dos demais que continuarão nos pés, promovendo assim um equilíbrio entre as fases da planta.

Agroecologia colocada em prática

A Agroecologia é uma ciência construída a partir da prática, lembra a professora Patrícia. Segundo ela, toda inovação em Agroecologia inicia com este diálogo entre a ciência e o conhecimento popular. ”Por isso, aproximar as e os estudantes é fundamental para sua trajetória acadêmica [deles] dentro do curso”, ressalta.

Patrícia também destaca que outra questão importante a ser discutida na geração de conhecimento agroecológico é a autonomia das famílias agricultoras. “Novos pacotes de insumos produzidos pela ciência apartada da realidade econômica, ambiental, cultural e social das famílias não faz parte da Agroecologia. Por isso encontros como estes são fundamentais para situar os estudantes para todas as questões que envolvem a transição produtiva, sendo a independência financeira imprescindível. Na PAS é a observação e a experiência acumulada junto a Natureza que permite este resultado”, explica.

A professora entende que “não há como defender e praticar a Educação do Campo sem questionar o modelo produtivo. A Agroecologia é base para a Educação do Campo e vice-versa”. Ela finaliza dizendo que “essa foi uma oportunidade para os dois cursos fortalecerem sua identidade, ampliando diálogos e parcerias”.

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