Educação

“Em nenhum momento houve negligência”, defende coordenadora regional sobre incidente com merenda em escola estadual de Camaquã

Exames comprovaram que aluna não ingeriu nenhum objeto estranho. Coordenação orientou diretora e funcionárias a registrarem ocorrência contra ameaças e insultos sofridos após o episódio
30/06/2022 - 09h11min Corrigir

Um dia após a polêmica envolvendo um incidente com a merenda escolar no Instituto Estadual de Educação Cônego Luiz Walter Hanquet de Camaquã, representantes da 12ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) de Guaíba se reuniram com a direção do educandário, na tarde dessa quarta-feira (29). A coordenadora Claudete Oliveira conversou exclusivamente com a reportagem do Blog do Juares (BJ News) sobre o ocorrido.

Claudete elogiou o comportamento da diretora Deise Gama em comunicar de imediato a CRE e adotar todas as medidas jurídicas cabíveis ao caso. “Quando o aluno está em horário de aula, ele está tutelado pelo Estado”, destacou.

O fato aconteceu na última terça-feira (28), durante o horário de merenda de uma turma do Ensino Médio do turno da manhã. Um aluno supostamente encontrou cacos de vidro no meio da polenta. A comida foi descartada pelas merendeiras assim que a monitora foi avisada. 

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Em seguida, uma outra aluna que já havia terminado a refeição relatou que estava sentindo um incômodo na garganta, porém, não tinha certeza dos sintomas. Outros estudantes também teriam encontrado os supostos fragmentos no meio da comida. Contudo, ninguém mais manifestou reações adversas. 

Imediatamente, a mãe da menina foi contatada pela direção. A diretora Deise e uma supervisora acompanharam todo o atendimento da menor no Pronto Socorro do Hospital Nossa Senhora Aparecida (HNSA) junto à responsável. A adolescente, de 16 anos, foi internada e passou por uma série de exames específicos. A alta hospitalar ocorreu na manhã de ontem. Os laudos foram emitidos pela tarde e não identificaram nenhuma irregularidade no organismo.

A coordenadora classificou o episódio como ‘inusitado’, uma vez que não teria sido encontrado nenhum objeto quebrado na cozinha. “É um incidente que aconteceu pelos relatos aqui da diretoria, pelo que está registrado em ata, é muito estranho pra nós o que aconteceu porque não se tem uma lógica. Não conseguimos achar um ponto, até pelo fato de que as coisas... não têm um prato quebrado, não tem alguma coisa que pudesse levar a isso, né?”, salientou.

O caso repercutiu negativamente nas redes sociais e a escola foi alvo de diversos comentários, inclusive da própria comunidade escolar. Claudete lamentou o episódio e reforçou o legado positivo da escola para a comunidade camaquense. “Nós ficamos bem chateados porque é uma instituição de ensino aqui de Camaquã que está completando 60 anos, que tem um papel fundamental na constituição da comunidade, né? Na cultura e na formação intelectual dos jovens aqui de Camaquã e que foi muito chacotada (sic) nas redes sociais com questões até desrespeitosas tanto pras funcionárias quanto pra diretora e quanto pra instituição”, defendeu.

Outros diretores de escolas públicas estaduais do município também compareceram no encontro, de maneira espontânea, demonstrado apoio ao núcleo diretivo do Cônego Walter. A diretora Deise informou ao BJ News que irá registrar boletim de ocorrência contra pais de alunos que insultaram e ameaçaram as funcionárias e a direção do educandário, sob orientação da 12ª CRE.

“A nossa orientação também pra que a diretora e as funcionárias, no âmbito pessoal, é que procure seus direitos porque a agressão do funcionário público, no exercício da sua função, é crime”, pontuou Claudete.

“Em nenhum momento houve negligência por parte da direção da escola. Então, se houvesse, tu também seguiria (sic) os parâmetros legais pra que isso fosse apurado. Nós, saindo daqui, levando ao conhecimento nosso parecer aqui também pra Secretaria Estadual da Educação. Mas, pra nós, nos parece muito incidente pelos relatos e pelos registros que se tem aqui, não dá pra se caracterizar como negligência”, completou.

As câmeras de segurança da cozinha serão analisadas e a ata do caso registrada na escola também será apresentada na Secretaria Estadual de Educação (SES). Todavia, Claudete acredita que não será aberto um processo administrativo com o intuito de avaliar a conduta das merendeiras nem da direção.

“Não me parece, assim, pela minha experiência que eu tenho, que houve alguma negligência ou alguma coisa assim”, finalizou.

Assista à entrevista na íntegra:

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