Política

“Meu presidente da República será a região, a saúde e a enfermagem”, afirma Fábia Richter sobre nova filiação e candidatura à Câmara Federal

Ex-prefeita de Cristal deixou o PSB e deve concorrer, agora no PSD, a deputada federal nas eleições de 2022
01/10/2021 - 18h30min Atualizada em 04/10/2021 - 10h48min Corrigir

A poucos dias de faltar apenas um ano para as eleições de 2022, a ex-prefeita de Cristal, enfermeira Fábia Richter, formalizou sua entrada no Partido Social Democrático (PSD) para concorrer no pleito como deputada federal. A cerimônia aconteceu na última terça-feira (28), durante jantar em Porto Alegre, com aprovação do atual prefeito de Canoas, Jairo Jorge, e do deputado federal Danrlei de Deus.  

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Coincidentemente, a filiação ocorreu um dia após a sigla completar 10 anos de registro. Até então, Fábia estava associada ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), legenda pela qual foi eleita prefeita de Cristal por dois mandados (2013 a 2016 e 2017 a 2020). Neste período, também assumiu a vice-presidência da Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs).

Em entrevista ao portal de notícias Blog do Juares (BJ News), Fábia comentou que a troca de partido foi planejada como ação de pré-campanha e com base em "ouvir as pessoas e entender o que se espera realmente de uma candidatura federal para a região e para a enfermagem” – dois pilares que a gestora irá defender, se eleita. “Realmente a região precisa de um deputado federal. E, realmente, a minha profissão só vai votar em mim se eu for candidata federal. Porque é lá que vai mudar alguma coisa da enfermagem”, argumentou.

Fábia lamentou a saída do antigo partido, mas disse que precisava dar novos rumos para a carreira política após se lançar como pré-candidata à Câmara Federal. “A primeira decisão foi: ‘eu preciso sair do PSB’. Com muita dor, porque eu amo as pessoas que lá estão. Então, eu saí do PSB e passei por um período conversando com os partidos. E a pessoa que realmente me chamou primeiro foi o Luciano Azeredo (ex-prefeito de Passo Fundo e também egresso do PSB) [...] Mas quem realmente me convenceu foi o prefeito Jairo Jorge”, disse.

A representatividade feminina do partido também foi um dos pontos que Fábia destacou como decisivos para a troca. “A presidente Letícia (Boll Vargas), aqui do Rio Grande do Sul, que é uma mulher. Uma tesoureira, a Rosângela (Negrini)... Nós temos no partido uma tesoureira mulher, uma presidente mulher, uma jurídica mulher... E eu entro pro partido como uma boa liderança feminina”, pontou.

A gestora também alega que foi motivada a optar pelo PSD como “nova casa partidária” por conta de ser uma sigla que, de acordo com ela, está em ascensão e que historicamente sempre construiu uma boa relação com o governo federal desde que apareceu no cenário político brasileiro. “Eu não quero só vencer a eleição, eu quero poder estar em um partido onde ele vai conseguir ter articulação, onde ele vai poder estar em boas condições pra que se possa ter, internamente, nos ministérios, abertura. E, realmente, o meu presidente da República será a região, a saúde e a enfermagem. Então, pra conseguir as conquistas que a minha categoria precisa, pras conquistas que a região precisa, eu não quero estar na oposição do próximo governo federal. Eu quero estar pra somar”, destacou.

Fábia chegou a ir a São Paulo, em viagem paga pelo partido, para conversar diretamente com o presidente nacional Gilberto Kassab e negociar financiamento federal para a campanha. “O Kassab me referenda como uma grande liderança feminina”, comentou.

No Estado, a gestora também disse estar contente com a recepção. “Aqui no Rio Grande do Sul foi incrível, eu fui muito bem recebida por todos e eu tô bastante feliz porque eu recebi, inicialmente, uma valorização pela minha profissão: ‘olha, que legal, uma enfermeira’. Quando o pessoal me conheceu, vários me procuraram, naturalmente pelas dobradinhas, porque gostaram do meu perfil, porque eu vou ser fácil de conversar com as pessoas. Quando eu digo que vou ser fácil conversar com as pessoas, é que eles (outros pré-candidatos) entendem que a minha candidatura a deputada federal favoreceria também a deles pelo meu discurso, que é um discurso de cuidar das pessoas, que é o discurso da prefeita enfermeira, a pessoa que cuida das pessoas, que enxerga a pessoa como mais importante”.

A política também não descarta assumir uma liderança regional no PSD, mas que o foco é chegar até Brasília. “O que eu realmente objetivo é ganhar a eleição e entregar pras pessoas coisas boas. Entregar pra minha profissão, que é tão sofrida, que trabalha tanto pra manter o Sistema Único de Saúde de pé, entregar pra minha profissão uma condição melhor de trabalho”, afirmou.

Como ação de pré-campanha, Fábia diz estar organizando o domínio eleitoral do partido em Cristal, mas que na região Costa Doce busca montar uma campanha pluripartidária visando o diálogo com a sociedade. “Eu tô conversando com as pessoas, eu quero que as pessoas me conheçam cada vez mais, conheçam meu coração e que, de fato, eu consiga ouvir as demandas, as necessidades, as angústias, pra que daí eu consiga montar uma proposta pra apresentar pra sociedade da nossa região e pra minha categoria”.

Além da redução de carga horária e incremento salarial para a classe dos enfermeiros, Fábia afirma que irá lutar por uma maior valorização da atenção em saúde através do SUS. Já para a região, a gestora pretende buscar meios de beneficiar a produção agrícola e instalar indústrias que possam fomentar o agronegócio. “Nós vamos montar um escritório regional aqui na região e esse escritório vai estar junto dos municípios, com os prefeitos e as prefeitas da região, produzindo projetos e conseguindo abraçar eles lá em Brasília pra ir atrás dos recursos necessários”.

“Nós não vamos pro Congresso pra ser um enfeite. Nós vamos pro Congresso pra discutir. Eu vou participar das Comissões. [...] Nós vamos realmente pra fazer parte das decisões”, finalizou.

Atualmente, o PSD é o quarto partido com maior tempo de propaganda eleitoral de rádio e TV. A sigla integra a base aliada do governo Eduardo Leite e comanda a Secretaria do Esporte, com o deputado licenciado Danrlei, mas está sem pré-candidato oficial ao Palácio Piratini. Com espectro político ligado ao centrão, ainda segue em busca de se dedicar a fechar a nominata de candidatos à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa, e não deve tratar formalmente de alianças para a eleição majoritária do ano que vem. Já para o cargo de chefe do Planalto, a legenda pretende apoiar Rodrigo Pacheco, atual presidente do Senado, mas que ainda faz parte do Democratas-MG.

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