Mundo

"Não voltaremos ao antigo normal", afirma diretor-geral da OMS

Tedros afirmou que a maior parte da população mundial ainda está suscetível ao novo coronavírus
23/07/2020 - 14h19min Corrigir

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, descartou a possibilidade do mundo voltar ao "antigo normal" - ou seja, à realidade anterior à Covid-19. "A pandemia já mudou a maneira como vivemos. Ajustar-se ao 'novo normal' é encontrar maneiras de viver de modo seguro", disse, em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (23).

Tedros afirmou que a maior parte da população mundial ainda está suscetível ao novo coronavírus e que, por isso, medidas de prevenção, como lavar as mãos e manter o distanciamento social, seguem necessárias. "Nós continuamos a ver transmissão intensa do vírus em alguns países", afirmou, sem especificar a quais se referia.

Em seguida, no entanto, o diretor-geral disse que quase metade dos casos no globo, que já bateram os 15 milhões, vem de apenas três países. Segundo dados da Universidade John Hopkins, são Estados Unidos, Brasil e Índia. O líder da OMS ainda alertou para a politização da pandemia - a "maior ameaça", em suas palavras. "A política deveria ficar em quarentena", ironizou.

O diretor executivo da OMS, Michael Ryan, por sua vez, disse que a entidade multilateral têm trabalhado junto a autoridades da China para entender plenamente a origem do novo coronavírus. Já a responsável pela resposta da OMS à pandemia, Maria Van Kerkhove, reforçou que a doença é nova e, por isso, orientações sobre ela podem ser alteradas a qualquer momento.

Desafios

Integrantes da OMS afirmaram em coletiva de imprensa que Brasil, Estados Unidos e Índia têm capacidade para vencer a pandemia, mas que algumas características indissociáveis, como densidade populacional, representam desafios. "Os três são países democráticos, mas grandes, populosos e complexos", declarou Michael Ryan. "Os governos locais precisam tomar decisões sobre quarentena baseadas em dados, e em dados locais", completou.

Ryan ainda afirmou que a OMS está trabalhando junto a autoridades federais e estaduais no Brasil para combater o novo coronavírus, e ressaltou a importância do País como um espelho para o mundo. "As pessoas olham para países como EUA e Brasil em busca de respostas certas", disse a jornalistas.

Maria Van Kerkhove entende que EUA, Brasil e Índia têm "lideranças tremendas", "bons médicos" e "ferramentas para virar o jogo". Ela ainda disse que a entidade multilateral também não deseja a retomada de grandes bloqueios econômicos, mas que a medida pode ser inevitável em alguns casos.

MAIS NOTÍCIAS

SUPER SÃO JOSÉ
PADARIA ESTRELA
RESTAURANTE COME COME
OLIDATA
ROGÉRIO CALÇADOS
FUNERÁRIA CAMAQUENSE
RÁDIO SÃO JOSÉ
ADRIANO CONRADO
ELETRO CLIC
ART MÓVEIS
FUNERÁRIA BOM PASTOR
Tocando agora: Relembre bons momentos
Diminuir/Aumentar Fonte: Fonte: A - A +