Educação

Estado recua e deve estabelecer nova data para volta gradual das aulas presenciais

Definição do novo calendário será feita em reunião do governador Eduardo Leite com o colegiado do executivo nesta quinta-feira (27)
25/08/2020 - 14h58min Corrigir

O governo do Estado decidiu adiar a retomada gradual das aulas presenciais no RS, após reunião nesta terça-feira com a Federação das Associações de Municípios (Famurs). O novo prazo ainda deverá ser estipulado, mas será a partir de setembro e não mais do final de agosto, conforme anunciado anteriormente pelo governador Eduardo Leite. As atividades nas escolas estão suspensas desde 19 de março em razão da pandemia de covid-19.

A Famurs manteve sua opinião contrária à volta das atividades escolares neste momento, embora havendo uma diminuição da incidência do novo coronavírus em muitas regiões do Estado, mas ainda em patamar elevado. Os prefeitos devem se reunir novamente com o governo do Estado no dia 1º de setembro para debater sobre o tema.

A nova data será definida pelo governador Eduardo Leite em reunião com o colegiado do executivo nesta quinta-feira (27). "A retomada ficará, provavelmente, para a primeira quinzena de setembro nos últimos dias do inverno", disse o secretário de Articulação e Apoio aos Municípios, Agostinho Meirelles. 

O secretário reforçou que o calendário do retorno das aulas presenciais pelo Estado é facultativo e a decisão final cabe, pela ordem, aos municípios e aos pais responsáveis pelas crianças. "O calendário também é flexível e somente poderá haver a retomada das aulas presenciais em regiões com as bandeiras laranja e amarela", destacou.

Também se manifestaram na reunião os secretário da Educação, Faisal Karam; da Saúde, Arita Bergmann; e de Justiça Cidadania e Direitos Humanos, Mauro Hauschild; além de representantes do Ministério Público Estadual e do Tribunal de Contas do Estado.

O recuo ocorre após 94,6% dos prefeitos rejeitarem a proposta, conforme pesquisa da Famurs. Um deles foi o prefeito de Tapes e presidente do Consórcio Intermunicipal Acostadoce, Silvio Rafaeli, que se posicionou contrário à volta das atividades escolares de forma presencial neste momento em um vídeo publicado em sua rede socila, no último dia 12.

Para o gestor, a proposta apresentada pelo governo se assemelha ao modelo de gestão compartilhada do Distanciamento Controlado, e não condiz com a realidade atual da pandemia no Estado. "Só que nós que vimos o que está acontecendo no mundo, onde quem voltou às aulas, voltou os surtos, é temerário neste momento voltar os nossos alunos para as salas de aula", salientou. 

Rafaeli destacou também que vários pontos do Decreto Estadual divergem com essa possível retomada das atividades escolares. "Como fazer o transporte em 50% da capacidade dos alunos do interior? Então, no lugar de uma linha, teríamos que ter duas linhas. Como ter 50% da capacidade de uma sala de aula? Em uma aula normal teríamos que ter duas salas de aula. E os profissionais, como contrataríamos?", questionou. 

O prefeito acredita que este deve ser um momento de preservar a vida das crianças, até porque faltam apenas quatro meses para o término do ano letivo e, segundo ele, não influenciará em nada no aprendizado dos alunos uma volta acelerada. Para preservar a vida, para nós termos aí uma necessidade de quê? De voltarmos correndo às aulas para as crianças serem vetores de contaminação? Porque vão se misturar 10 famílias diferentes em uma sala de aula. E as crianças, a gente consegue segurá-los, talvez, por 10 minutos sem contato com o coleguinha. Então, ficam essas preocupações e eu repasso isso a todos, para a comunidade. Eu, se tivesse filho para mandar para o colégio, esse ano eu não mandaria mais", declarou Rafaeli.

Por fim, Rafaeli acredita que a retomada deve ser apenas no ano que vem, "talvez com vacina", e pontuou que a maioria dos prefeitos da região compactuam da mesma opinião. "Essa foi a nossa participação, da nossa região, que tirou posição, inclusive com os prefeitos, e a grande maioria é contra a volta às aulas nesse momento. Esse momento delicado que vivemos na logística de saúde".

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